Saímos de uma mulher que escreveu uma música sobre uma prostituta e ainda cantou em primeira pessoa, para uma que jamais se colocaria no lugar de uma, e como se já não bastasse, só fala de chapéu e fivela.
Tava vendo esses dias que por mais que as religiões abraâmicas sejam monoteístas hoje, elas se originaram de uma religião canaanita politeísta e o deus que acabou ficando como o único era o deus da GUERRA! O que faz sentido se vc ver como o velho testamento é regado a sangue e conquista e escravidão de povos etc etc
E vendo essa origem faz sentido o cristianismo sempre acabar pendendo pro lado da opressão, colonização, nazismo, trumpismo, bolsonarismo etc
Ta na base, nunca foi sobre amor
Atualmente, CONGRESSO DA MAMATA e HUGO MOTTA TRAIDOR estão entre os assuntos mais comentados do país. E não é coincidência.
Enquanto a gente pressiona pela aprovação da PEC do fim da escala 6x1, setores do Senado querem empurrar a escala 7x0.
Querem derrubar a portaria que garante folga no fim de semana e transformar a vida do trabalhador num ciclo de exaustão sem pausa. A resposta da classe política a quem pede descanso é mais exploração.
Mas a pressão tá funcionando. A máscara tá caindo. E quem estiver do lado do atraso vai ser lembrado.
A vida não cabe em um dia. Muito menos em sete seguidos.
In the west, the story of Hitler is mostly framed around his nationalism and his views on Jews. We're told to hate him because he was a bigot, while the political economy of the Nazis is not mentioned.
Fascism isn't just bigotry + nationalism, but finance capital in crisis mode.
É inadmissível que uma mulher perca seus filhos no ambiente de trabalho porque não teve autorização para sair da linha de produção. R$150 mil de indenização é pouco e não apagam a dor, nem devolvem as vidas ceifadas. Capitalismo selvagem, na qual grandes empresas seguem lucrando às custas da saúde de suas funcionárias. Exigimos justiça!
Meu nome é Kais Husein.
Sou palestino.
Sou gay.
E estou aqui pra te contar uma verdade que muita gente tem medo de ouvir:
Não existe orgulho verdadeiro em cima do silêncio.
A cada junho, o mundo se pinta de arco-íris. As marcas lançam campanhas, os governos hasteiam bandeiras coloridas, as redes sociais se enchem de slogans.
Mas me diz:
de que serve tudo isso, se a gente fecha os olhos pro genocídio do nosso povo?
Eu sou um homem gay palestino — e eu nunca precisei abandonar quem eu sou pra amar quem eu amo.
Mas é justamente por isso que eu te falo com tanta urgência:
Israel está exterminando meu povo. E entre os escombros de Gaza também estão os nossos. Também estão os LGBTQIA+ palestinos.
Você já ouviu falar deles?
Talvez não.
Porque não dá engajamento.
Porque não cabe no filtro das ONGs.
Porque não combina com a narrativa pink que Israel vende ao mundo.
Mas eu te conto:
Israel persegue palestinos LGBTQIA+.
Não é teoria, é denúncia. Já documentada por Anistia Internacional, Human Rights Watch e organizações queer palestinas como Al-Qaws.
Israel espiona nossos celulares, invade nossos aplicativos, arma emboscadas em apps de namoro.
Eles oferecem abrigo pra palestinos gays e depois entregam pro exército.
Eles dizem que vão ajudar — e depois torturam, prendem, chantageiam.
E agora, em Gaza, estão sendo mortos como todos os outros.
Sem nome. Sem rosto. Sem bandeira.
Porque pros drones israelenses, não importa se você é gay, lésbica, bi, trans, não-binárie — importa que você é palestino.
E isso, pra eles, é sentença de morte.
Então eu te pergunto, com todo o amor e toda a raiva:
O que é orgulho se ele não é anticolonial?
Que orgulho é esse que celebram em Tel Aviv enquanto Gaza vira escombro?
Você acha mesmo que a liberdade de um corpo queer pode existir enquanto outro é massacrado sob aplausos?
Se você é LGBTQIA+, você sabe o que é ser perseguidx.
Você sabe o que é ter sua existência negada.
Então por que agora você silencia, quando somos nós, palestinos, a ser caçados?
Israel se vende como paraíso gay. Mas é só vitrine.
O que tem por trás é apartheid, é genocídio, é pinkwashing — usar nossas bandeiras pra limpar o sangue dos seus crimes.
Nenhum gay livre é livre enquanto um palestino é bombardeado.
Nenhuma trans segura é segura enquanto outra é sequestrada e desaparecida.
Nenhuma sigla tem sentido se não abraça todas as existências.
Você quer saber o que é Orgulho?
Orgulho é lutar contra cada sistema que tenta apagar a nossa existência.
E hoje, o sistema mais cruel, mais descarado, mais assassino —
se chama ocupação israelense.
Eu sou palestino. Eu sou gay.
E eu me recuso a ser usado como token pra justificar um holocausto.
E eu peço, do fundo da minha existência:
Não deixem que a nossa comunidade vire tapete pra tanque de guerra.
Se existe alguma esperança, ela está na nossa capacidade de amar —
Mas também na nossa coragem de romper com tudo que oprime.
E eu vou continuar existindo. Continuar amando.
Continuar gritando:
🏳️🌈 Palestina queer resiste.
🏳️🌈 Palestinos queers existem.
🏳️🌈 Gaza vive em nós.
🏳️🌈 Do rio ao mar, Palestina será livre — e queer também.