Convent of Christ, Tomar. Templars became the Order of Christ, carved this Manueline explosion in stone, and put their cross on the caravels that mapped the world. The architecture is Portuguese. So is she. Continuity isn’t a theory.
@hispanicnomad Only if you want to, or genuinely lack the capacity. Most are just comfortable wage slaves who never bothered. Internet + open markets = limitless options if you actually produce value. I'm Portuguese and can't complain.
@Intrapollis@grok Pode analisar todos os argumentos em detalhe de Lusitaniares e Interpollis nesta thread e ver quem teve argumentos melhores/mais completos?
A “opinião impopular” é só o clássico: mais Estado, mais dinheiro dos outros, e depois a culpa é da mentalidade de Zé Pacóvio. Os números da Áustria e dos nórdicos não provam o que tu queres.
Sim, Viena tem um parque social enorme (cerca de 40-60% do stock em formas subsidiadas/municipais) e as rendas médias pesam menos no salário do que em Lisboa. Nórdicos também têm quotas altas de habitação social. Isso é factual. Mas o salto “portanto construamos massivamente público e o problema desaparece” ignora o que realmente explica a diferença.
Lisboa está no fundo da Europa em esforço de renda: 96-116% do salário líquido médio para um T1 no centro, segundo dados tipo Deutsche Bank/Numbeo recentes. Viena anda nos 30-37%. A diferença é real. O que não é real é atribuí-la só à percentagem de habitação pública.
Viena construiu e manteve aquele stock ao longo de um século, com a cidade a controlar terreno, financiamento contínuo (incluindo taxa salarial dedicada), instituições que funcionam e uma população de base de alta confiança e produtividade. Mesmo assim o modelo tem falhas sérias: mercado de dois níveis (insiders com contratos baratos vitalícios/hereditários vs outsiders que pagam o dobro no privado), listas de espera, depósitos elevados que excluem recém-chegados e pobres, e manutenção que por vezes falha. Imigrantes recentes e famílias de baixos rendimentos frequentemente acabam no mercado privado ou em situações precárias. Não é o paraíso que se vende nas threads da esquerda.
Portugal fez o oposto durante décadas: promoveu propriedade (taxa de proprietários alta), deixou o arrendamento residual e disfuncional, e depois de 2008-2011 o sector da construção colapsou. Concluímos muito menos casas do que as necessárias face à formação de agregados e ao influxo demográfico. O défice acumulado anda nas centenas de milhares de fogos. Agora temos preços a disparar porque a procura bateu numa oferta que demora anos a reagir por causa de licenciamentos, terrenos e capacidade construtiva.
“Bruxelas tem 49% e Viena 41%, Lisboa tem menos” é cherry-picking. Lisboa anda nos 30-35% de estrangeiros em dados recentes da AIMA/INE, e a subida foi explosiva em poucos anos — de centenas de milhares para mais de 1,5 milhões no país. A composição e o timing importam: entrada rápida de baixa qualificação relativa num mercado de oferta rígida empurra os preços para cima para todos, incluindo os nativos. Viena e Bruxelas tiveram décadas para absorver e construir (e mesmo assim têm tensões). Portugal não teve esse colchão. Imigração descontrolada em relação à capacidade de construção não é neutra — aumenta a procura de habitação sem aumentar proporcionalmente a oferta ou a produtividade média.
Mais Estado em Portugal não gera automaticamente mais casas baratas de qualidade. Gera burocracia, clientelas, atrasos e, com frequência, stock de má qualidade ou mal mantido (já vimos isso no passado). O Estado não tem capacidade fiscal ilimitada nem eficiência nórdica. Financiar isso com mais impostos ou dívida bate em quem produz. O modelo vienense não se copia com um decreto; depende de instituições, cultura de cumprimento e capital humano que não se inventam de um dia para o outro.
A solução eficiente é o contrário do que propões: desbloquear oferta privada e ajustar a imigração ao ritmo real de construção de habitação e de integração. Sem isso, o “parque público massivo” só cria mais dependência e não resolve a escassez estrutural.
Os nórdicos e a Áustria não são ricos e estáveis porque têm mais habitação pública. Têm mais habitação pública (e rendas mais suportáveis) porque são ricos, estáveis e com instituições que funcionam. Inverter a causalidade é o erro clássico.
Observem os exemplos que dei! Comparem os gastos com arrendamento em Portugal com os da Áustria e Países Nórdicos que possuem mais habitação pública e gastam menos de metade!
Mas aqui é mau porque temos a mentalidade que somos uns Zé Pacóvios e que só funciona nos outros países.
Amarelo é o botão dos otários: dependes que mais de 70% da humanidade faça exactamente o que tu queres, ao mesmo tempo, sem comunicação, sem incentivos e com zero consequências para quem decide foder o esquema. Se falharem, morres. Verde garante a tua pele nos dois cenários possíveis. Se a malta toda for inteligente o suficiente para perceber isto e carregar no Verde, toda a gente sobrevive na mesma. Se não for, pelo menos tu sobreviveste enquanto os santos do Amarelo se evaporam.
Pleasure is the soft genocide. Dopamine on tap—porn, drugs, apps, comfort—rewires you into a sterile, low-T consumer who never builds, never fights, never breeds. Your ancestors endured cold, war, and hunger to leave descendants. You chase the next hit and call it living. Enjoy the extinction.
If you receive welfare, you shouldn’t get to vote because you'd be a single-issue voter on maintaining and increasing your welfare, plus voting for any party that promises to do this.
Under a free market, your success is determined by how well you serve your fellow human beings through voluntary trade.
Under communism, your survival is determined by how deeply you grovel before a psychopathic party boss.
Choose freedom over subjugation every single time.
Este comportamento anti concorrência acontece a todos os níveis da sociedade Portuguesa.
São raras as empresas em Portugal que realmente competem no mercado sem privilégios, rendas, benefícios contratuais…
Isto é levado ao extremo a nível municipal e regional e mais camuflado a nível nacional.
A história da “Viena Vermelha” não é o contra-argumento mágico que pensas. Confirma o oposto do que queres.
Sim, o programa arrancou em 1923 num contexto de pobreza, destruição e sobrelotação pós-Primeira Guerra. Construíram cerca de 60-64 mil fogos em pouco mais de uma década, financiados por impostos progressivos e sobre consumo de luxo (as Breitner-Steuern), com a cidade a controlar terrenos e a ter autonomia fiscal. Melhorou condições de habitação e saúde para a classe trabalhadora da época. Facto.
Mas há dois detalhes que os fãs de “Red Vienna” costumam omitir com cuidado: as rendas já estavam congeladas desde 1917 (o “Friedenszins”) e isso matou a construção privada. Com hipersinflação e rendas fixas a níveis ridículos, o mercado privado ficou paralisado. O Estado não “resolveu porque o mercado falhou por si”. O Estado (e a guerra) já tinha destruído os incentivos do mercado. Ao mesmo tempo, os terrenos estavam baratos ou depreciados no caos pós-guerra e hiperinflação; a cidade comprou reservas de terreno a preços de saldo e construiu em cima disso. Não foi um milagre de planeamento em condições normais de mercado. Foi aproveitar um colapso de preços de terrenos + rent controls que já tinham liquidado a oferta privada.
Foi um projeto político social-democrata explícito, com capacidade de extração fiscal e execução numa população relativamente homogénea, de alta confiança e capacidade produtiva, e com condições de preço de terrenos e de rendas já distorcidas pelo Estado. Não surgiu do vácuo nem em condições comparáveis às de Portugal em 2026.
Dizes que as instituições se criam e que a minha conclusão é circular. Não é. Instituições são construídas por populações com certos níveis de capital humano, confiança, baixa preferência temporal e capacidade de cumprimento de regras. Viena dos anos 20 tinha isso em dose suficiente para extrair impostos dos produtivos e entregar construção em massa sem colapso imediato. Portugal tem um histórico de clientelismo, ineficiência estatal, licenciamento tortuoso e manutenção pobre de stock público. “Observar o que funcionou e aplicar seletivamente” ignora que o que funcionou dependia de quem o aplicava, de quem pagava e de condições de mercado já destruídas (rendas congeladas + terrenos baratos). Copiar o resultado sem as condições de partida é wishful thinking. O que falhou em muitos sítios (seleção adversa, manutenção deficitária, dois mercados) não é detalhe descartável.
Casos onde mercados livre mais livres funcionaram: Houston (sem zoning tradicional, reduções de minimum lot size, alta elasticidade de oferta, construção massiva e preços relativamente contidos face à procura). Cidades do Texas vs. Califórnia regulada (San Francisco, etc.): a diferença de regulação de uso do solo correlaciona com capacidade de construir e affordability. Onde se liberaliza licenciamento e se deixa o mercado responder, a oferta aumenta sem precisar de um “Rote Wien” local. O Estado português a tentar copiar Viena é mais provável que reproduza os problemas do PER e dos programas anteriores do que o Karl-Marx-Hof.
Não disse que a habitação pública impede automaticamente a privada no sentido mecânico. Disse que os recursos são escassos e que a alocação tem custos de oportunidade reais. Capital, terra, trabalho e poupança não são maná. São fatores de produção cuja melhor utilização só é descoberta através de preços de mercado que refletem preferências subjetivas, tempo e escassez relativa.
Quando o Estado aumenta impostos (ou dívida, que é impostos futuros) para financiar construção pública massiva, está a desviar capital que os agentes privados teriam poupado e investido em projetos que, segundo o cálculo económico dos investidores, ofereciam maior retorno ajustado ao risco. Isso não é neutro. Reduz a taxa de poupança líquida disponível, eleva a preferência temporal efetiva da sociedade e distorce a estrutura de capital. Os privados enfrentam um custo de oportunidade mais alto: o retorno exigido sobe porque o capital ficou mais caro e mais escasso. Em Portugal, onde a construção privada já está estrangulada por licenciamentos morosos, custos de materiais, escassez de mão-de-obra e incerteza regulatória, priorizar o Estado significa retirar recursos precisamente dos agentes que têm incentivos para construir o que o mercado pede (em localização, tipologia e preço), e entregá-los a uma burocracia que opera sem preços de mercado reais e sem o risco de perder o capital próprio.
Uma habitação pública só é um “ativo” no sentido contabilístico se as rendas cobrirem os custos de oportunidade do capital, a manutenção e a depreciação. Na prática, sob gestão estatal, o cálculo económico falha: não há preço de mercado para o terreno ocupado, os critérios de atribuição são políticos (não de valor), e a manutenção é subfinanciada porque o decisor não suporta a perda pessoal. O resultado típico é um passivo: degradação, seleção adversa e dependência. O dinheiro não “desaparece”, mas é extraído coercivamente de quem o produziu e alocado por planeadores que sofrem do problema do conhecimento: não têm a informação dispersa que os preços de mercado agregam.
Em Viena dos anos 20 o ponto de partida já era um mercado de arrendamento destruído pelos rent controls de 1917; o Estado entrou num vácuo que ele próprio (e a guerra) tinham criado. Não partimos dessa distorção. A falsa dicotomia “podemos fazer as duas coisas” ignora o custo de oportunidade e o efeito de crowding out. Cada euro, cada metro de terreno e cada trabalhador canalizado para o público deixa de estar disponível para o privado. Não há almoço grátis nem neutralidade fiscal.
Na realidade portuguesa isto agrava-se brutalmente. A imigração líquida recente não foi de europeus de alta produtividade média. Foi sobretudo de brasileiros, africanos lusófonos, sul-asiáticos e outros grupos com médias de QI, capital humano, preferência temporal e produtividade marcadamente inferiores às da população nativa. Isso não é “xenofobia”; é o que os dados de desempenho escolar, criminalidade, dependência de prestações e rendimentos médios mostram de forma consistente em Portugal e no resto da Europa. Estes fluxos aumentam a procura habitacional (especialmente em Lisboa e Porto) sem aumentar na mesma proporção a base fiscal produtiva. O resultado é mais pressão sobre um stock já escasso, mais necessidade de habitação subsidiada e um imposto mais pesado sobre os nativos que ainda pagam.
O problema do conhecimento e do cálculo económico torna-se ainda pior: o Estado aloca fogos segundo critérios políticos e de “necessidade” a populações com menor capacidade média de manter o bem, pagar rendas sustentáveis e gerar externalidades positivas. A seleção adversa intensifica-se. Os bairros sociais concentram grupos de menor capital humano, o que eleva custos de manutenção, vandalismo, conflitos e dependência. Custos que recaem sobre o contribuinte nativo. O crowding out deixa de ser só económico: é também demográfico. Cada trabalhador de construção (muitos já imigrantes de baixa qualificação) e cada euro desviado para habitação pública massiva deixa de estar disponível para o sector privado que, em condições de mercado, construiria para quem tem capacidade de pagar. A base de poupança e investimento nativa é corroída enquanto a procura de bens públicos sobe.
Na Viena histórica a população era relativamente homogénea e de alta capacidade média. Em Portugal hoje, expandir massivamente habitação pública sob estas condições demográficas não produz “ativos patrimoniais”. Produz guetos subsidiados, maior carga fiscal sobre os produtivos e aceleração da substituição demográfica. O mercado não resolve tudo, mas o Estado a construir para quem tem menor produtividade média e maior dependência resolve ainda menos.
A OCDE recomenda, de facto, expandir o stock social e simplificar licenciamentos, reduzir barreiras ao uso do stock existente, melhor regulação de arrendamento e incentivos fiscais sem defender o investimento massivo público como solução eficiente principal e reconhecendo a escassez de oferta e a necessidade de desbloquear o privado. Mas estas análises são o típico produto tecnocrático genérico de uma organização que trata países como intercambiáveis: ignoram diferenças reais de capital humano, qualidade institucional, cultura de cumprimento e o impacto da imigração recente de baixa produtividade média sobre a procura e a base fiscal. As receitas reduzem-se ao pacote habitual de “mais Estado + melhor regulação”, sem confrontar incentivos, custos de oportunidade ou o efeito de crowding out. Portugal tem histórico de anunciar metas de habitação pública e entregar pouco. Mais do mesmo não se torna eficiente por decreto. Confundir “também fazer algum social” com “a solução é massivo público” é o teu viés.
Aceitas que aumenta a procura, mas dizes que está longe de ser o principal. O défice acumulado de construção face a formação de agregados e fluxos migratórios é real e documentado pelo Banco de Portugal e outros. “Casos contrários” em cidades com décadas de stock acumulado e instituições diferentes não invalidam o efeito marginal. A composição e a velocidade importam. Dizer que não é o principal enquanto se minimiza o choque de procura recente é simplificação na direção oposta.
Expandir massivamente a habitação pública nas condições demográficas e institucionais actuais de Portugal não cria património sustentável. Cria guetos subsidiados, maior extração fiscal sobre os produtivos e aceleração da transformação demográfica do país. O resultado prático é crescimento anémico: a base de poupança e investimento nativa continua a ser corroída, o capital é desviado para usos de baixa produtividade e os incentivos permanecem distorcidos. Ao mesmo tempo, a emigração de portugueses qualificados (sobretudo jovens de capital humano mais elevado) intensifica-se, porque o país oferece cada vez menos retorno real ao esforço produtivo e cada vez mais carga fiscal e degradação urbana.
O declínio da qualidade de vida torna-se estrutural: habitação mais cara e degradada, serviços públicos sob pressão, bairros com externalidades negativas crescentes e uma população nativa em decréscimo relativo. O mercado não resolve tudo, mas o Estado a construir e a subsidiar para populações de menor produtividade média resolve ainda menos. E piora sistematicamente os incentivos, o cálculo económico e as perspectivas de longo prazo.
A história da “Viena Vermelha” não é o contra-argumento mágico que pensas. Confirma o oposto do que queres.
Sim, o programa arrancou em 1923 num contexto de pobreza, destruição e sobrelotação pós-Primeira Guerra. Construíram cerca de 60-64 mil fogos em pouco mais de uma década, financiados por impostos progressivos e sobre consumo de luxo (as Breitner-Steuern), com a cidade a controlar terrenos e a ter autonomia fiscal. Melhorou condições de habitação e saúde para a classe trabalhadora da época. Facto.
Mas há dois detalhes que os fãs de “Red Vienna” costumam omitir com cuidado: as rendas já estavam congeladas desde 1917 (o “Friedenszins”) e isso matou a construção privada. Com hipersinflação e rendas fixas a níveis ridículos, o mercado privado ficou paralisado. O Estado não “resolveu porque o mercado falhou por si”. O Estado (e a guerra) já tinha destruído os incentivos do mercado. Ao mesmo tempo, os terrenos estavam baratos ou depreciados no caos pós-guerra e hiperinflação; a cidade comprou reservas de terreno a preços de saldo e construiu em cima disso. Não foi um milagre de planeamento em condições normais de mercado. Foi aproveitar um colapso de preços de terrenos + rent controls que já tinham liquidado a oferta privada.
Foi um projeto político social-democrata explícito, com capacidade de extração fiscal e execução numa população relativamente homogénea, de alta confiança e capacidade produtiva, e com condições de preço de terrenos e de rendas já distorcidas pelo Estado. Não surgiu do vácuo nem em condições comparáveis às de Portugal em 2026.
Dizes que as instituições se criam e que a minha conclusão é circular. Não é. Instituições são construídas por populações com certos níveis de capital humano, confiança, baixa preferência temporal e capacidade de cumprimento de regras. Viena dos anos 20 tinha isso em dose suficiente para extrair impostos dos produtivos e entregar construção em massa sem colapso imediato. Portugal tem um histórico de clientelismo, ineficiência estatal, licenciamento tortuoso e manutenção pobre de stock público. “Observar o que funcionou e aplicar seletivamente” ignora que o que funcionou dependia de quem o aplicava, de quem pagava e de condições de mercado já destruídas (rendas congeladas + terrenos baratos). Copiar o resultado sem as condições de partida é wishful thinking. O que falhou em muitos sítios (seleção adversa, manutenção deficitária, dois mercados) não é detalhe descartável.
Casos onde mercados livre mais livres funcionaram: Houston (sem zoning tradicional, reduções de minimum lot size, alta elasticidade de oferta, construção massiva e preços relativamente contidos face à procura). Cidades do Texas vs. Califórnia regulada (San Francisco, etc.): a diferença de regulação de uso do solo correlaciona com capacidade de construir e affordability. Onde se liberaliza licenciamento e se deixa o mercado responder, a oferta aumenta sem precisar de um “Rote Wien” local. O Estado português a tentar copiar Viena é mais provável que reproduza os problemas do PER e dos programas anteriores do que o Karl-Marx-Hof.
Não disse que a habitação pública impede automaticamente a privada no sentido mecânico. Disse que os recursos são escassos e que a alocação tem custos de oportunidade reais. Capital, terra, trabalho e poupança não são maná. São fatores de produção cuja melhor utilização só é descoberta através de preços de mercado que refletem preferências subjetivas, tempo e escassez relativa.
Quando o Estado aumenta impostos (ou dívida, que é impostos futuros) para financiar construção pública massiva, está a desviar capital que os agentes privados teriam poupado e investido em projetos que, segundo o cálculo económico dos investidores, ofereciam maior retorno ajustado ao risco. Isso não é neutro. Reduz a taxa de poupança líquida disponível, eleva a preferência temporal efetiva da sociedade e distorce a estrutura de capital. Os privados enfrentam um custo de oportunidade mais alto: o retorno exigido sobe porque o capital ficou mais caro e mais escasso. Em Portugal, onde a construção privada já está estrangulada por licenciamentos morosos, custos de materiais, escassez de mão-de-obra e incerteza regulatória, priorizar o Estado significa retirar recursos precisamente dos agentes que têm incentivos para construir o que o mercado pede (em localização, tipologia e preço), e entregá-los a uma burocracia que opera sem preços de mercado reais e sem o risco de perder o capital próprio.
Uma habitação pública só é um “ativo” no sentido contabilístico se as rendas cobrirem os custos de oportunidade do capital, a manutenção e a depreciação. Na prática, sob gestão estatal, o cálculo económico falha: não há preço de mercado para o terreno ocupado, os critérios de atribuição são políticos (não de valor), e a manutenção é subfinanciada porque o decisor não suporta a perda pessoal. O resultado típico é um passivo: degradação, seleção adversa e dependência. O dinheiro não “desaparece”, mas é extraído coercivamente de quem o produziu e alocado por planeadores que sofrem do problema do conhecimento: não têm a informação dispersa que os preços de mercado agregam.
Em Viena dos anos 20 o ponto de partida já era um mercado de arrendamento destruído pelos rent controls de 1917; o Estado entrou num vácuo que ele próprio (e a guerra) tinham criado. Não partimos dessa distorção. A falsa dicotomia “podemos fazer as duas coisas” ignora o custo de oportunidade e o efeito de crowding out. Cada euro, cada metro de terreno e cada trabalhador canalizado para o público deixa de estar disponível para o privado. Não há almoço grátis nem neutralidade fiscal.
Na realidade portuguesa isto agrava-se brutalmente. A imigração líquida recente não foi de europeus de alta produtividade média. Foi sobretudo de brasileiros, africanos lusófonos, sul-asiáticos e outros grupos com médias de QI, capital humano, preferência temporal e produtividade marcadamente inferiores às da população nativa. Isso não é “xenofobia”; é o que os dados de desempenho escolar, criminalidade, dependência de prestações e rendimentos médios mostram de forma consistente em Portugal e no resto da Europa. Estes fluxos aumentam a procura habitacional (especialmente em Lisboa e Porto) sem aumentar na mesma proporção a base fiscal produtiva. O resultado é mais pressão sobre um stock já escasso, mais necessidade de habitação subsidiada e um imposto mais pesado sobre os nativos que ainda pagam.
O problema do conhecimento e do cálculo económico torna-se ainda pior: o Estado aloca fogos segundo critérios políticos e de “necessidade” a populações com menor capacidade média de manter o bem, pagar rendas sustentáveis e gerar externalidades positivas. A seleção adversa intensifica-se. Os bairros sociais concentram grupos de menor capital humano, o que eleva custos de manutenção, vandalismo, conflitos e dependência. Custos que recaem sobre o contribuinte nativo. O crowding out deixa de ser só económico: é também demográfico. Cada trabalhador de construção (muitos já imigrantes de baixa qualificação) e cada euro desviado para habitação pública massiva deixa de estar disponível para o sector privado que, em condições de mercado, construiria para quem tem capacidade de pagar. A base de poupança e investimento nativa é corroída enquanto a procura de bens públicos sobe.
Na Viena histórica a população era relativamente homogénea e de alta capacidade média. Em Portugal hoje, expandir massivamente habitação pública sob estas condições demográficas não produz “ativos patrimoniais”. Produz guetos subsidiados, maior carga fiscal sobre os produtivos e aceleração da substituição demográfica. O mercado não resolve tudo, mas o Estado a construir para quem tem menor produtividade média e maior dependência resolve ainda menos.
A OCDE recomenda, de facto, expandir o stock social e simplificar licenciamentos, reduzir barreiras ao uso do stock existente, melhor regulação de arrendamento e incentivos fiscais sem defender o investimento massivo público como solução eficiente principal e reconhecendo a escassez de oferta e a necessidade de desbloquear o privado. Mas estas análises são o típico produto tecnocrático genérico de uma organização que trata países como intercambiáveis: ignoram diferenças reais de capital humano, qualidade institucional, cultura de cumprimento e o impacto da imigração recente de baixa produtividade média sobre a procura e a base fiscal. As receitas reduzem-se ao pacote habitual de “mais Estado + melhor regulação”, sem confrontar incentivos, custos de oportunidade ou o efeito de crowding out. Portugal tem histórico de anunciar metas de habitação pública e entregar pouco. Mais do mesmo não se torna eficiente por decreto. Confundir “também fazer algum social” com “a solução é massivo público” é o teu viés.
Aceitas que aumenta a procura, mas dizes que está longe de ser o principal. O défice acumulado de construção face a formação de agregados e fluxos migratórios é real e documentado pelo Banco de Portugal e outros. “Casos contrários” em cidades com décadas de stock acumulado e instituições diferentes não invalidam o efeito marginal. A composição e a velocidade importam. Dizer que não é o principal enquanto se minimiza o choque de procura recente é simplificação na direção oposta.
Expandir massivamente a habitação pública nas condições demográficas e institucionais actuais de Portugal não cria património sustentável. Cria guetos subsidiados, maior extração fiscal sobre os produtivos e aceleração da transformação demográfica do país. O resultado prático é crescimento anémico: a base de poupança e investimento nativa continua a ser corroída, o capital é desviado para usos de baixa produtividade e os incentivos permanecem distorcidos. Ao mesmo tempo, a emigração de portugueses qualificados (sobretudo jovens de capital humano mais elevado) intensifica-se, porque o país oferece cada vez menos retorno real ao esforço produtivo e cada vez mais carga fiscal e degradação urbana.
O declínio da qualidade de vida torna-se estrutural: habitação mais cara e degradada, serviços públicos sob pressão, bairros com externalidades negativas crescentes e uma população nativa em decréscimo relativo. O mercado não resolve tudo, mas o Estado a construir e a subsidiar para populações de menor produtividade média resolve ainda menos. E piora sistematicamente os incentivos, o cálculo económico e as perspectivas de longo prazo.
Nietzsche gets it: Greeks made sex & childbirth holy because pain is the price of eternal creation. Dionysus = will-to-life saying YES. Aesthetic eugenics is just that instinct restored—beauty & strength must breed or the future is dust.
O Ferreira a babar-se com a “socialização” de Berlim e a Heimstaden já a fugir: Alemanha “uninvestable”, capital cortado, bond a derreter. Mais uma vez a esquerda a destruir oferta em nome de casas que nunca vão existir. Em Lisboa seria o mesmo filme.
https://t.co/3zfIFgjwXL
Good Morning from Germany, where one of Europe’s biggest landlords calls the country “uninvestable.” Heimstaden is withholding fresh capital over Berlin’s expropriation plans. It owns 20,000 apartments in the city worth ~€5bn and estimates a potential €1bn loss. Its hybrid bond has plunged from ~98 cents in August to 82.5. The irony: a policy meant to tackle the housing shortage risks driving away investment without building a single new home. https://t.co/hb4Ox0lalB
Isto é o João Ferreira (vereador do PCP em Lisboa) a partilhar, com um sorriso de quem já está a imaginar a mesma merda cá, a proposta de “socialização” (leia-se: expropriação) de 160 mil habitações em Berlim a grandes imobiliárias.
Esquerda, Verdes e SPD acordaram em apontar a empresas com mais de 10 mil imóveis (Vonovia, Heimstaden, Covivio, Adler, etc.), ficar com o excedente, indemnizar com um tecto de ~16 mil milhões de euros e garantir que as rendas não sobem e que o orçamento do Land não sofre. Tudo em nome do “direito à habitação” e para “parar a subida das rendas”. O processo é lento (lei só em 2028, com recurso ao Tribunal Constitucional quase certo), mas a mensagem é clara: propriedade privada acima de certo limiar deixa de ser sagrada se o voto da esquerda o decidir.
Propriedade privada não é um “privilégio de classe”. É o fundamento que torna a acumulação de capital, o investimento e a oferta de habitação possíveis. Expropriar (mesmo com indemnização capada e “para utilidade pública”) é o Estado a declarar que o teu direito de propriedade é revogável quando a narrativa de “grandes grupos” e “especulação” for conveniente. Isso destrói incentivos:
1. Fuga de capital e congelamento de investimento: Quem é que constrói ou reabilita em escala quando sabe que, se tiver sucesso e ultrapassar um limiar arbitrário, o Estado pode “socializar” o excesso a preço político? O resultado previsível é menos oferta nova, não mais. Estudos (incluindo do Kiel Institute) já apontam que o dinheiro da indemnização aplicado em construção renderia mais habitação do que a expropriação em si.
https://t.co/PgyNlsucJh
2. Rendas controladas + propriedade pública = deterioração e lista de espera: O padrão é conhecido. Controlo de rendas e gestão pública geram subinvestimento em manutenção, filas, favoritismo e, no médio prazo, menos mobilidade. Berlim já teve experiências de “Mietendeckel” que foram declaradas inconstitucionais; isto é a versão hard.
https://t.co/KgInDpnXRF
3. Compensação insuficiente e risco político: 16 mil milhões para 160 mil unidades é uma média baixa face a valores de mercado. O sinal para qualquer investidor (nacional ou estrangeiro) é: o risco político é real e o upside pode ser confiscado. Em mercados com escassez crónica, isto piora o problema que diz resolver.
4. Efeitos de segunda ordem: Menos construção → preços e rendas ainda mais pressionados nos segmentos não expropriados. Mais poder discricionário nas mãos de políticos e gestores públicos. Corrupção e clientelismo não são bugs, são features de sistemas em que a alocação deixa de ser por preço e passa a ser por favor.
História não é amiga: nacionalizações e expropriações de habitação ou meios de produção raramente produzem abundância. Produzem escassez relativa, má qualidade e, frequentemente, o oposto do prometido. O PCP já tem um longo historial de defender mais regulação de rendas, mais habitação “pública” e menos “mercado”. Partilhar isto sem o mínimo de cautela económica é coerente com essa linha — e incoerente com o facto de o próprio partido e estruturas afins terem imóveis e património que, por esta lógica, também poderiam ser “socializados”.
Se isto avançar em Berlim (ou se for copiado em Lisboa/Portugal), espera-se:
1. Investidores a sair ou a evitar o mercado (especialmente os que constroem em volume).
2. Mais pressão nas rendas do stock privado que sobra.
3. Habitação pública a crescer em quantidade nominal e a degradar-se em qualidade real (orçamentos apertados, prioridades políticas, manutenção mínima).
4. Sinal para outros sectores: o Estado pode redesenhar direitos de propriedade quando o eleitorado de esquerda o exige. Isso não atrai capital produtivo; atrai capital especulativo de curto prazo ou simplesmente afasta ambos.
A alternativa não é “deixar o mercado fazer tudo sem regras”. É regras claras, direitos de propriedade seguros, menos burocracia urbanística, menos impostos sobre construção e rendimentos prediais, e mais oferta. Controlo de preços e expropriação são o caminho mais curto para ter ainda menos casas e mais poder político sobre onde e como as pessoas vivem.
Este post do Ferreira é o clássico: “olha como eles fazem lá fora” como argumento para fazer cá o mesmo, sem discutir os trade-offs reais. Propriedade privada não é negociável, e quem propõe confiscá-la em nome do “bem comum” está a vender a solução que já falhou n vezes.
Hoppe’s right: “private property” under mass democracy is a polite fiction. The productive get voted into funding the unproductive forever—taxes, regs, affirmative action, open borders. Extend the franchise to low-time-preference groups and watch ownership evaporate. Real property requires real exclusion.
Most “readers” are midwits larping as intellectuals while mainlining self-help sludge and Twitter threads.
I hit 1,000 books by 25. Not graphic novels, not “young adult,” not the latest airport paperback about soft skills and mindfulness. Actual books. Dense history, primary sources, philosophy that doesn’t come with trigger warnings, science that still uses numbers. Here’s what that volume actually teaches you once you stop cosplaying literacy.
1. The average person has the attention span and verbal IQ of a golden retriever that got into the Adderall.
Most humans cannot sustain a 400-page argument without pictures or a TikTok break. They outsource thinking to influencers and then call it “research.” Reading a thousand books is less about collecting knowledge and more about realizing how few people are even capable of holding a complex idea in their head for more than three minutes. The gap is genetic, cultural, and permanent. Cope accordingly.
2. Modern publishing is a dysgenic filtering mechanism.
The books that sell are the ones that flatter the reader’s existing delusions, preferably while pushing some egalitarian fantasy or identity grievance. The ones that actually explain how the world works—differential group outcomes, civilizational decline cycles, the hard limits of blank-slate ideology—get memory-holed or relegated to obscure presses. High-volume reading just makes the selection pressure obvious: the market rewards low-effort, high-feelings product for a population that is getting dumber.
3. Civilizations rise and fall on the quality of the minds that can still process long-form text.
Every serious historical tradition that produced lasting high culture also produced people who could sit with difficult books for years. The ones that replaced that with oral slogans, spectacle, and “lived experience” went nowhere interesting. Once you read enough primary sources from different eras, the pattern is not subtle. Soft societies produce soft literature, then soft people, then they get replaced by harder ones. Rinse and repeat.
4. Your “education” system is deliberately designed to prevent this.
Twelve to sixteen years of compulsory schooling and most people still can’t read a dense non-fiction book without their eyes glazing over. That is not an accident. An atomized population of low-agency consumers is easier to manage than a population that has actually read the source material on power, genetics, history, and human biodiversity. The ones who escape the filter and keep reading become dangerous in the only way that still matters: they stop being programmable.
5. Quantity without selection is just another form of consumption.
A thousand books is meaningless if 900 of them are the intellectual equivalent of fast food. The real filter is ruthless prioritization: dead white males who built the modern world, quantitative social science that still uses actual data, primary historical documents instead of secondary activist reinterpretations. Everything else is noise designed to make you feel informed while leaving your priors untouched. Most “well-read” people have just consumed a more sophisticated brand of propaganda.
Reading that volume by 25 doesn’t make you special. It just makes the rest of the herd look even more like livestock.
Is Reading Books a Waste of Time?
Yes. No. It depends.
On a personal note, I read because I ‘have’ to and because I enjoy it. That I read a lot does not mean that I encourage others to do so. For some guys it might be better to invest that time in something else.
We must keep the following firmly in mind – what matters before all else is regime change.
Reading books is like going to the gym, it must be done with a purpose. The purpose in our case is to attain political power.
Moreover, we must not fall into the trap of wanting to be intellectual for the sake of it. Time spent on philosophical discussions could be spent on realpolitikal matters instead. I will talk (or rant, rather) more about this later on.
Reading a book should be done with a purpose. There can be several reasons to read a book: Inspiration, deeper knowledge, other perspectives, etc. The main point is to get something out of a book. To read a book just for the sake of it is a waste of time.
A lot more can be said about the positive aspects of reading, I just wanted to chime into this discussion I saw a while back!