Mensagem da ASSOCIAÇÃO DOS FAMILIARES E VÍTIMAS DE 8 JANEIRO:
No próximo dia 1/3 iremos às ruas novamente em defesa dos presos políticos do 8 de janeiro. Pediremos a saída, pelas vias institucionais, daqueles que têm causado tanto sofrimento a mais de duas mil famílias vítimas do estado brasileiro.
Também pediremos pela derrubada do veto da dosimetria, etapa primeira para alcançarmos a anistia total, a anulação do processos e a reparação das vítimas.
Junte-se a nós nessa luta!
Dia 1/3, na Av. Paulista, às 14h.
Nossa ação contra os crimes do pt na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE!
Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA!
Vamos vencer o mal com o BEM!
Que esse dia não caia no esquecimento. Que esses inocentes não sejam esquecidos.
Nada pode ser mais importante do que a liberdade dos presos políticos vítimas da ditadura do judiciário.
Abertura de inquérito sobre fakenews, buscas e apreensões, Polícia Federal revirando a casa dos outros, envio de helicóptero e agentes fortemente armados para buscar um celular, cassação de mandato, prisão, ameaças institucionais democráticas e tudo que que se vê quando acusam os outros sem provar nada?
ÓBVIO QUE NÃO! Essa várzea se transformou numa republiqueta de décima categoria!
As prisões de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro escancaram um contraste que salta aos olhos de qualquer observador minimamente honesto: enquanto um passou pela engrenagem judicial como réu condenado por corrupção, o outro enfrentou um processo marcado por ilegalidades, restrições inéditas e decisões que atropelam princípios básicos do Estado de Direito. Isso sem mencionar que nunca houve qualquer prova de indício de crime, ou seja, nem era para estar enjaulado e isolado de forma calculada.
Lula foi preso em 2018 como condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, com sentença confirmada por um tribunal colegiado e com mais de 200 delações. Gostando ou não, sua prisão se deu dentro do rito clássico: julgamento, confirmação da pena e início do cumprimento. A defesa tinha prazos regulares, advogados entravam quando necessário, familiares visitavam nos dias definidos pela PF. Era a prisão de um réu condenado - posteriormente anulada por alegadas questões processuais, mas ainda assim uma prisão jurídica, dentro do modelo tradicional. E tudo isso diante de câmeras, manchetes e cartazes: a prisão de Lula foi transformada em evento nacional, amplamente explorado e até celebrado por parte da opinião pública.
Com Bolsonaro, o cenário é de outra natureza - e de outra gravidade. Sua prisão, decretada inicialmente de forma preventiva, ilegal, com recheio escancaradamente político e imoral. Prazos apertados para analisar milhares de páginas, decisões unilaterais de enorme impacto, regras mudadas no meio do caminho e um grau de controle direto do STF que não encontra paralelo em casos semelhantes. Até visitas familiares e médicas dependem de autorização individual do ministro, gerando episódios absurdos em que os filhos cumprem todo o protocolo e, ainda assim, não são recebidos - nem resposta, nem justificativa, nada. É a lógica da exceção travestida de normalidade.
Enquanto Lula recebia visitas semanais sem maiores atritos, Bolsonaro enfrenta uma rotina em que a própria presença dos familiares se tornou objeto de disputa jurídica. Enquanto Lula teve tempo e previsibilidade para que sua defesa analisasse provas e preparasse recursos, Bolsonaro vê a própria defesa pressionada por prazos comprimidos e decisões feitas sob medida para dificultar qualquer reação adequada. E enquanto Lula foi exposto ao país inteiro em cenas transmitidas minute a minuto, a prisão de Bolsonaro veio acompanhada de ordens explícitas para humilhação - algo que, paradoxalmente, só reforça a percepção de que o objetivo não é a transparência, mas sim o controle narrativo.
O contraste é brutal:
Lula preso como condenado por corrupção;
Bolsonaro preso sob boçais acusações políticas, sem as garantias plenas do devido processo legal. Uma única delação de um militar que jamais provou nada.
O primeiro viveu a prisão do réu tradicional.
O segundo enfrenta a prisão da exceção institucional - aquela em que a regra muda conforme o alvo.
No fim, as diferenças não estão apenas na forma da prisão, mas no significado delas. Uma foi símbolo de um ciclo judicial; a outra é sintoma de um país fraturado, em que a lei nitidamente escancara pesos e medidas calibrados conforme o personagem da história. Há um método: o assassinato com doses diárias de tortura e ilegalidade.
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Até hoje o despota que ocupa a presidência da república nao teve CORAGEM de vir a público se manifestar sobre a operação no Rio de Janeiro.
É um COVARDE!!!!!