ja falei mil vezes da burrice que é falar em "trope", importado do seu uso incorreto em inglês, por aqui. mas quando é perfil metido a propagador da cultura clássica, aí da vontade de morrer.
primeiro que em português é "tropo" a palavra. segundo que isso é um topos, não tropo.
@mallarmezumbi@pixscodelics o mercado passou por um boom com a expansão do e-commerce que já da sinais de estagnação desde fins de 2022 e hoje são poucas as vagas de nível de entrada (juniores). empresas grandes estão investindo pesado em IA para substituir a mão de obra.
@Cordeirojaop@Erscheinuung se vc ler o fausto na edição anotada pelo Marcus Mazzari da ed. 34 vc pega melhor uma noção do tamanho da coisa (e a tradução da Jenny Klabin Segall é excelente)
@Cordeirojaop@Erscheinuung (tem contribuições centrais para as ideias de história, literatura e ciência, a noção de Bildung). fora isso o Fausto é a grande epopeia moderna. tá tudo ali, da formação do capitalismo até a destruição do meio ambiente, com uma erudição e inventividade impressionantes
@usoeducativo acho essas são normais (e em certa medida reveladoras da virtude do sistema duplo cego), o problema é a omissão do editor que devolve os dois pareceres e fala pra vc adequar a pareceres contraditórios sem sequer notar o problema
@AndradeErico o q isso quer dizer? só consigo entender como uma generalização de curtíssimo alcance (nietzsche alias um exemplo excepcionalmente mal escolhido se for para resumir a filosofia moderna "ocidental" a conversa de branco com branco)
@macario_azevedo Esse prédio Louis Vuitton do canadense frank gerhy (arquiteto espetaculoso, completamente esquecível, ao contrário do niemeyer, que será estudado pelo mundo enquanto houver escolas de arquitetura) é horrendo. E o modernismo brasileiro desde o início foi muito mais que Niemeyer
@ThiagoSussekind Vida invisível é um filmaço. Bacurau deriva completamente esquecível se não fosse pelo seu (irritante) aspecto de meme da guerra cultural
@macario_azevedo mas não estranha dado certo revival do catolicismo na intelectualidade BR da época – com o qual não sei como ele se relacionava exatamente. foi criado como batista, mas sua persona intelectual tenderia a aproximá-lo do catolicismo.
@macario_azevedo não é uma avaliação errada, mas é um filtro exótico considerando a visão convencional do livro como a apoteose da modernidade na literatura, o maior êxito em captar a experiência moderna e, de certa forma, a implosão do romance como forma.
@macario_azevedo curioso como ele, que foi o primeiro a resenhar o Ulysses de Joyce no Brasil, logo quando o livro saiu, fala dele como uma expressão do pensamento tomista ("uma catedral gótica")
@macario_azevedo ok, a caricatura é errada, GF é um dos maiores pensadores brasileiros, seus detratores são na maioria figuras de estatura intelectual muito inferior, mas ele tinha sim um pendor conservador, mesmo no seu "modernismo".
@macario_azevedo CGS*. em sobrados e mucambos a arquitetura de influências mouras da casa grande é substituída pelo neoclassicismo dos sobrados, as roupas coloridas do período colonial dão lugar à austeridade da casaca preta, uma europeização em que o brasil perde os traços mais orientais de PT
@macario_azevedo as raizes "europeias" do brasil eram portuguesas e para ele, portanto, desde antes de 1500, mestiças e vincadas de influências africanas e orientais (isso já está em CHS). o século XIX é o grande período da europeização narrado em sobrados e mucambos.
@macario_azevedo SBH recalcou o "ensaísmo" de RdB, que passou a renegar. v. por exemplo os textos em que SBH polemiza com freyre reunidos em "Tentativas de mitologia"
@macario_azevedo sim, mas SBH embarcou na onda da disciplinarização e profissionalização e participou, sim, da coalizão que ostracizou freyre. isso é amplamente discutido na bibliografia sobre esses autores
@macario_azevedo eu não estou aqui para fazer uma polêmica primária. tinha uma visão complexa do patriarcalismo, mas com uma tendência forte a destacar o quanto a modernização (que para ele equivalia a uma europeização, o que lhe dá certo sabor quase "decolonial") trazia perdas junto com ganhos