Um neurologista uma vez me disse:
"Colocar a língua para fora por 40 segundos remove cortisol mais rápido do que qualquer remédio ou exercício de respiração."
mulher acendendo um cigarro escondida na chama do aquecedor no banheiro e se contorcendo de prazer em êxtase tragando dando trago tragadas fumar fumando escondido viciada vício tendo reação exagerada gemendo ahhh cena da série a diarista globo ilana kaplan dona verônica fumo zero
pessoas que leem livros, vocês também esquecem das coisas que leem??
eu amo ler mas nunca lembro de detalhes da história, sei que li e como foi a sensação de ler mas não me pergunte detalhes, nomes e afina que eu não vou lembrar
Seu avô criou 5 filhos com um salário e você não consegue sobreviver sozinho com dois.
E não é porque você gasta mais, é porque tudo o que era de graça virou produto:
Água era poço, virou conta.
Comida era quintal, virou mercado.
Diversão era rua, virou assinatura.
Conversa era olho no olho, virou celular.
Tratamento de saúde era erva, virou farmácia.
Namoro era no sofá da sala, virou restaurante.
O seu avô não era melhor com dinheiro, ele vivia num mundo onde não precisava de dinheiro pra tudo.
Hoje você paga pra dormir, pra comer, pra se mover, pra se distrair e pra ficar doente. Cada hora do seu dia tem um boleto.
E o Estado dá o golpe de misericórdia mordendo 5 meses do seu salário com os impostos.
O problema não é a falta de esforço, é o novo momento em que você precisa se doar demais, apenas para sobreviver.
Cheguei agora no hospital pra realizar um procedimento a tarde, e na recepção tinha um senhor tentando explicar para a atendente que tinha vindo só “ver um resultado”. Ele não sabia o nome do exame, não lembrava o dia, só sabia que precisava mostrar aquele papel para alguém porque a filha disse que era importante. A moça, correta, presa ao sistema, repetia que sem o número do protocolo não dava.
Ele abriu a carteira, tirou fotos amassadas, um santinho, um papel dobrado em quatro e, no meio disso tudo, um recibo com a letra tremida dele mesmo. Pediu desculpa por atrapalhar. Sempre pedem desculpa quando estão com medo.
Enquanto eu esperava, fiquei pensando como a gente transformou coisas simples em labirintos e como, quase sempre, quem se perde neles é quem já está cansado demais pra correr. No fim, outra funcionária levantou, pegou o braço dele e disse “vem comigo, a gente descobre”. Não salvou o mundo, não fez discurso, só resolveu. E talvez seja isso que ainda sustenta tudo, esses pequenos gestos anônimos que não viram manchete, mas impedem que o dia de alguém desabe de vez.
Quantas vezes hoje a gente pode ser o sistema e quantas vezes pode ser só a pessoa que levanta da cadeira e diz “deixa eu te ajudar”?