Gosto muito da forma como Andressa Urach segue uma linha de cristianismo que lembra aquela associada a Rasputin, vinculada ao misticismo dos flagelados — conhecidos na Rússia como Khlysty. Trata-se de uma concepção segundo a qual o pecado, bem como o arrependimento que dele decorre, constitui uma etapa essencial no caminho para a salvação. Nessa perspectiva, não é a simples ausência de pecado que conduz aos céus, mas a experiência do arrependimento profundo, que permite ao indivíduo compreender a Deus de maneira mais radical e existencial.