Eu terminei um relacionamento de 5 anos por causa de uma febre.
Não teve traição.
Não teve briga.
Não teve falta de carinho... pelo menos não do jeito que todo mundo imagina.
Eu acordei passando muito mal.
Febre alta, dor no corpo e mal conseguia levantar da cama.
Mandei mensagem pra ele perguntando se podia me levar ao pronto-socorro.
A resposta foi:
"Hoje fica complicado. Combinei um churrasco faz tempo. Se piorar, chama um carro de aplicativo."
Fui sozinha.
Passei horas entre consulta, exames e soro.
Quando voltei pra casa, ele perguntou apenas:
"O médico passou remédio?"
Naquele momento eu entendi uma coisa.
Ele gostava de ter alguém ao lado quando tudo estava bem.
Mas, quando eu precisava de cuidado, eu virava um problema para administrar.
Terminei poucos dias depois.
Até hoje dizem que eu fui impulsiva.
Que ninguém acaba um relacionamento tão longo "por causa de uma gripe".
Mas nunca foi sobre a febre.
Foi sobre perceber que, quando a vida apertava, eu estava sempre sozinha.
Porque dividir momentos felizes é fácil.
Difícil é permanecer quando o outro precisa de você.
Eu fui dramática... ou apenas percebi cedo demais como seria minha vida se continuasse ali?
Engraçado... achei que essa decepção ia me derrubar. Mas depois de tudo que passei em 2024/2025, isso nem arranhou. Tô em paz. O que tiver que acontecer, acontece.
Parabéns pra mim. Descobri que consigo sobreviver completamente sóbria, sem remédio nenhum e ainda fingir que estou lidando com tudo igual gente normal. O plot? Não estou. Só estou colecionando surtos para uma edição especial mais pra frente.