Moreirense, equipa muito difícil de se bater, principalmente contra os grandes, ontem realizaram a pior exibição da época. O guarda-redes que brilhou contra o Sporting e Porto, teve ontem a pior nota de partida. Aquelas coincidências incríveis. Assim se ganham jogos a jogar mal.
Ganhámos!
Sem penaltis
Sem penaltis perdoados
Sem expulsões contra
Sem expulsões perdoadas
Sem foras de jogo manhosos
Sem golos de cantos inventados
É isto que lhes dói e vai continuar a doer. 💪💙
"Porto é a cidade das pessoas que vão trabalhar muito cedo de manhã e chegam cansadas às suas famílias à noite. O que estamos a tentar fazer aqui é nada mais que representar a cidade."
Farioli percebeu em meses aquilo que muitos em anos não perceberam
Mais do que vestir a camisola é saber os valores que nela estão inseridos
Um povo sofrido, revoltado contra o centrismo em volta da capital, trabalhador com valores humildes e de entre ajuda
Isto é ser Porto
Agressão ao Zaidu (que até nem se chegou muito à bancada). Nova agressão ao William. No meio disto andava lá o João Gonçalves a dar amarelo ao Samu. Vai ser contra tudo e contra todos.
🎙️Farioli: “O Sporting em 23 jogos desde que Rui Borges é treinador jogou 7 vezes contra 10 jogadores, já preparamos a equipa para essa situação, para uma eventualidade”
Vídeo: @sporttvportugal
🖤 Hoje morreu o Jorge Costa. Eu sou do Sporting.
Eu invejava o FC Porto porque tinha o Jorge Costa.
Não era por ter o Pinto da Costa. Nem o Baía. Nem pelo Fernando Couto, nem o Paulinho Santos, nem o Aloísio, nem o Ricardo Carvalho, nem o Pedro Emanuel, nem o Lucho, nem o Bruno Alves, nem o Danilo, nem o Pepe.
Era o Jorge Costa, o central que parecia saído dum filme do Coppola filmado nas Antas em noite de trovoada mesmo rija.
A braçadeira do Porto nunca assentou melhor a mais ninguém. Não era uma faixa de capitão, era mais uma espécie de colete de explosivos amarrado ao braço do Jorge. Entrava em campo com aquele olhar de quem já tinha visto o inferno e o tinha mandado calar. Até arrepia!
F@da-se, que REI que o Jorge era.👑
Era uma muralha. Um cão raivoso. Um general de infantaria enfiado no relvado.
E porra… era bom, o melhor.
Era tão bom que, mesmo sendo sportinguista, desejei ter no meu Sporting aquela besta, o bicho, ou pelo menos um sucedâneo do bicho, mas lagarto.
Mas não vestia. Era do Porto. Ele era o Porto.
E isso doía-me pra c@ralho. Doía porque era uma liderança que não se comprava e não se vendia. Era pelo respeito que se impunha, naturalmente.
Ele não mandava calar, bastava olhar.
O Jorge morreu cedo. Muito cedo.
Mas a verdade é que, depois de pendurar as chuteiras, nunca mais o futebol lhe deu o mesmo espaço que ele lhe dera.
Nunca foi selecionador. Nunca foi dirigente de topo. Nunca teve o lugar que merecia, como se o futebol moderno, cheio de consultores, nutricionistas e senhores de sapatinho italiano, tivesse medo de alguém que usava o "p@ta que te pariu" como quem diz bom dia.
Faltava-lhe o verniz.
Nos últimos tempos, parecia que estava de volta ao seu lugar. Ao Dragão. À sua casa.
Voltei a vê-lo sorrir, mas pouco.
Talvez soubesse que o tempo era pouco. Ou talvez, pela primeira vez, tivesse percebido que o tempo nunca volta, e por isso voltou ele ao que nunca devia ter deixado.
Agora foi-se.
E o futebol ficou mais pobre.
Ficámos todos.
Porque num tempo em que os líderes são gestores de emoções, ele era um animal emocional que liderava com o coração, com a alma, com o estômago.
E isso, meus amigos, já não se ensina nas academias. E também já não há-
Adeus, Capitão.
Até um dia.
Hoje, os sportinguistas também choram. Eu pelo menos, choro, mas acho que não sou o único.
És Porto, mas foste muito mais do que isso. E é isso que faz de ti eterno.
RIP Campeão.🙏
o dono da cooperativa
Rodrigo Mora é um talento raro e tem potencial para chegar muito longe. E quando digo longe, falo de topo mundial.
No ano passado, com 17 anos, foi atirado às feras numa fase difícil da época. O plantel do FC Porto tinha debilidades óbvias e Mora acabou por assumir um protagonismo que, em condições normais, não seria exigido a um júnior. A verdade é que respondeu. Não só esteve à altura, como foi o elemento mais lúcido da equipa. E isso diz muito, tanto sobre ele, como sobre o momento que se vivia.
Agora, o cenário mudou. O plantel está mais forte, há mais soluções, a concorrência subiu. E isso é bom. Para a equipa e, acima de tudo, para o próprio Rodrigo.
O que constrói são contextos exigentes, treinos de qualidade, minutos bem geridos e desafios que obrigam o jogador a crescer em todas as dimensões, não só com bola.
E é isso que se está a fazer. Rodrigo Mora tem uma qualidade técnica que salta à vista. A forma como recebe, gira, passa e acelera é de quem vê o jogo um segundo antes dos outros. Mas ainda há margem de progressão noutros aspetos: sem bola, na ocupação dos espaços, na reação à perda, na intensidade defensiva. Tudo isso faz parte do caminho.
O erro seria forçar etapas por causa da pressão externa. E essa pressão vem muitas vezes da comunicação social que, sem acesso à realidade interna do clube, inventa ruído.
O caso do Record e jornaleiros de vão de escada como o Vitor Pinto é exemplar: cria polémicas onde há apenas gestão. Com o FC Porto mais fechado, como deve estar, há jornais que vivem de inventar problemas, mesmo quando não existem. O objetivo é simples: vender mais. E cabe aos adeptos perceber isso e não alimentar a máquina.
Rodrigo Mora está exatamente onde deve estar. A treinar com os melhores, a crescer num grupo competitivo, a aprender com o contexto.
Vai jogar? Vai. Vai ser importante? Muito.
Mas no tempo certo. Porque quando voltar a assumir o protagonismo, será ainda mais forte do que foi até agora.
É um talento de geração. Mas ainda é um miúdo de 18 anos. E o mais importante agora não é a ansiedade de o ver a jogar todas as semanas, é garantir que quando ele jogar… nunca mais sai.
✍️Joel de Sousa