Beijo sua boca devagar, sem pressa nenhuma, e ela responde no mesmo ritmo, as línguas se encontrando devagar, os dois em silêncio agora, só a respiração e o cheiro doce enchendo 0 quarto. Passo a mão pela lateral do rosto dela, pelo cabelo ainda úmido, pela nuca, querendo memorizar uma intimidade que já deveria parecer familiar e ainda assim continua me surpreendendo.
— Vem — ela pede, contra a minha boca.
— Eu quero você. — Meu peito se fecha. Eu poderia passar Ο resto da vida ouvindo aquilo e ainda sentir o mesmo impacto.
— Eu também quero Você, amor