Às vezes eu penso que o mundo acabou durante a Covid e que a gente ficou preso no umbral, numa realidade paralela. Porque é uma coisa absurda em cima da outra, sem tempo de processar.
Só nessa semana:
Viih Tube e Eliezer criaram um reality com os próprios funcionários, tentando pegar carona na pauta do fim da escala 6x1. Um reality baseado em constrangimento e humilhação. Fizeram, acharam bom, insistiram na cagada e, quando a repercussão veio, o perfil saiu do ar. Faz a merda e depois foge.
Como se não bastasse, uma diretora da Fiesp foi ao Senado argumentar contra o fim da escala 6x1 porque trabalha em escala 5x2 e precisa ir ao salão e fazer compras aos sábados. Se os trabalhadores tiverem mais descanso, quem vai servi-la? Para a madame fazer a unha e o cabelo no sábado, alguém precisa continuar sendo explorado.
Ao mesmo tempo, aparece uma pessoa que eu nem sabia que existia, e não vou citar para não dar engajamento, dizendo que mulher não deveria votar e que absorvente íntimo não deveria ser distribuído gratuitamente. Uma mulher defendendo que outras mulheres não tenham direito ao voto nem acesso a absorvente gratuito.
Isso faz parte de um movimento da extrema direita bolsonarista que diz abertamente que mulher não sabe votar, principalmente mulher solteira. Mulher casada, segundo eles, “vota melhor” porque segue a orientação do marido. Para eles, mulheres precisam ser tuteladas por homens até para escolher em quem votar.
Aí Paulo Figueiredo diz que mulher vota mal, principalmente as solteiras. Flávio Bolsonaro aparece para repudiar a declaração e posar de defensor das mulheres. Depois, o próprio Paulo Figueiredo afirma que teria combinado tudo com Flávio para que ele pudesse desautorizá-lo publicamente. Era uma estratégia. Um teatro tão malfeito que eles mesmos entregaram o roteiro.
E por que essa pataquada? Porque Flávio está perdendo apoio entre as mulheres. A própria madrasta expôs que ele foi machista, que a desrespeitou e a ofendeu. A briga revelou o machismo da família Bolsonaro.
Enquanto isso, Flávio e Eduardo transformaram os Estados Unidos numa espécie de escritório internacional da candidatura. Já defenderam sanções, tarifas e interferências contra o Brasil. Agora que perceberam que atacar o país está fortalecendo Lula, dobraram a meta.
Flávio enviou uma manifestação aos Estados Unidos dizendo que o tarifaço poderia dar uma vitória política a Lula e sugerindo que a decisão fosse tomada só depois das eleições. Não pediu que o ataque ao Brasil fosse abandonado. Pediu que esperassem a eleição passar, porque percebeu que a sabotagem estava prejudicando sua candidatura.
O problema, para eles, não é o prejuízo ao Brasil, às empresas ou aos trabalhadores. É que o ataque não deu o resultado eleitoral esperado. Achavam que prejudicar o país faria o povo se voltar contra Lula, mas ficou evidente quem defende a soberania brasileira e quem está disposto a negociar o Brasil para chegar ao poder.
Eles colocam o Pix, o Mercosul e as instituições brasileiras sobre a mesa como se o país fosse propriedade da família Bolsonaro. E agora Flávio vai aos Estados Unidos dizendo que vai “defender o Pix”, depois de apresentar aos norte-americanos uma proposta para limitar sua expansão internacional.
Gente, tudo isso aconteceu em menos de uma semana. Reality de humilhação com funcionários; Fiesp defendendo a 6x1 porque madame precisa fazer o cabelo no sábado; mulher defendendo que mulher não vote; bolsonarista dizendo que mulher solteira vota mal; Flávio tentando posar de defensor das mulheres; Paulo Figueiredo admitindo que tudo seria estratégia; a família expondo o machismo de Flávio; e os Bolsonaros pedindo aos EUA que adiem um ataque ao Brasil porque perceberam que isso ajuda Lula.
É uma distopia. Tenho certeza de que a gente morreu durante a Covid e isso aqui é o inferno. A única explicação lógica é que ninguém foi arrebatado. A gente ficou aqui para pagar pelos nossos pecados.
OLHA, VAMOS SER HONESTOS SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI.
Não estamos falando de suposições. Estamos falando de uma sequência de coincidências tão improváveis que, se você visse num filme, ia achar que o roteirista exagerou.
Vamos começar pelo básico: o advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro movimenta dezenas de milhões de reais. Pare. Respire. Leia de novo.
O cara que é pago para resolver o visto do Eduardo, essa função específica, burocrática, de preencher formulário e falar com a embaixada, esse mesmo homem administra um fundo que recebeu R$ 61 milhões de um banqueiro preso por fraude bilionária. Isso não é normal.
Advogado de imigração não faz isso. Ninguém chama o mesmo cara que cuida do visto para gerir dezenas de milhões em estruturas financeiras offshore. Ninguém. A menos que o visto seja só o cartão de visita.
COINCIDÊNCIA Nº 1
O fundo que comprou a casa, Mercury Legacy Trust, foi registrado no mesmo endereço físico do Havengate Development Fund, que é o fundo que recebeu o dinheiro de Vorcaro. Mesmo endereço. Em Dallas, Texas. Dois fundos “distintos”, diz Eduardo. Certo. Mas registrados na mesma sala. Com o mesmo administrador. Com dinheiro da mesma origem suspeita. É a distinção jurídica mais conveniente do século.
COINCIDÊNCIA Nº 2
A casa foi comprada em Arlington, a cidade onde Eduardo mora. Não em Houston. Não em Austin. Não em Miami. Em Arlington. Onde ele vive. R$ 3,6 milhões. Por uma estrutura gerida pelo seu advogado e assinada pelo seu ex-sócio. E a resposta oficial é que não tem nada a ver com ele. Perguntaram quem seria o verdadeiro beneficiário do imóvel. A resposta foi: “esta informação não é de interesse público.” Isso é uma resposta que inocenta alguém? Não. Isso é a resposta que implode qualquer pretensão de transparência.
COINCIDÊNCIA Nº 3
O STF bloqueou as contas de Eduardo no Brasil. Logo depois, florescem no Texas estruturas financeiras em nome do seu advogado e do seu ex-sócio, financiadas com dinheiro que veio do Brasil via banqueiro investigado. A sequência temporal é: bloqueio judicial, abertura de fundos no exterior, compra de imóvel de R$ 3,6 milhões, Eduardo mora na mesma cidade. Chame isso do que quiser. A PF chama de hipótese de burla a determinação judicial. E não é uma hipótese absurda.
O ato mais estranho de todos? Ninguém responde nada.
Eduardo não respondeu à Folha. Paulo Calixto não respondeu. A secretária disse que ele “não concederia entrevistas”. Porciuncula respondeu que é privado. Quem não tem nada a esconder não some. Quem não tem nada a esconder não diz que o nome do beneficiário de um imóvel de R$ 3,6 milhões “não é de interesse público”. Isso não é discrição. Isso é um muro.
Eduardo diz que seu status migratório impediria receber dinheiro via fundos de investimento. Perfeito. Então para que serve a casa? Para que serve um imóvel de R$ 3,6 milhões comprado por uma trust gerida pelo seu advogado e assinada pelo seu ex-sócio na sua cidade, se nada disso tem qualquer relação com ele? Qual é a explicação alternativa? Que Paulo Calixto, o advogado de imigração, lembre-se, simplesmente decidiu investir em imóvel residencial em Arlington por pura iniciativa empresarial? Usando uma estrutura registrada no mesmo endereço de um fundo investigado pela PF?
Não estamos falando de prova de crime. Estamos falando de que cada elemento desta história aponta para o mesmo ponto. O mesmo advogado. O mesmo endereço. A mesma cidade. O mesmo ex-sócio. O mesmo dinheiro com origem suspeita. O mesmo silêncio. Quando você tem tantas coincidências apontando para a mesma direção, em investigação criminal, isso tem um nome técnico.
Chama-se indício.
E Eduardo disse que não há “o mínimo indício”.
Há, no mínimo, sete.
Todo mundo avisou. Todo mundo. Gente de esquerda, gente de centro, gente que queria uma terceira via e até gente de direita (os muitos que não bebem Ypê, claro).
“A família Bolsonaro não presta. A família Bolsonaro é o há de pior.”
Não adiantou.
Pois bem. Agora, com áudio do filho armando esquema e se declarando para o ladrão da vez, espero (sem muita esperança, confesso), que os últimos adoradores de pneu caiam na real e que essa corja saia do cenário político brasileiro de uma vez por todas.
A democracia brasileira precisa de gente muito… muito melhor.
Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos.
e ha quem duvide que a criminalizacao da planta nao ta ligada com o racismo e ajuda a marginalizar a cultura negra e indigena... é tudo ferramenta social. enquanto isso o alcool e tabaco é visto como do bem
In case anyone isn’t aware, Trump is demanding Zambia to hand over its mineral rights by end of day tomorrow or the U.S. gov’t will cut off the country’s access to the AIDS medications that are literally keeping its citizens alive.
Just thought y’all should know.
🚨 ATENÇÃO: A corrida pela presidência do Brasil está prestes a começar — mas tem algo BIZARRO acontecendo na cobertura da mídia. (1/6)
A única candidata mulher à presidência, Samara Martins (UP), não aparece nos grandes veículos… enquanto outros nomes de partidos pequenos são constantemente destacados.
Coincidência, ou escolha?
SEGUE O FIO 👇🧵
Donald Trump proferiu uma das declarações mais absurdas e perigosas desde o início da guerra contra o Irã. “Se não fecharem um acordo, e rápido, estou considerando explodir tudo e assumir o controle do petróleo.”Ou seja, o presidente dos Estados Unidos está ameaçando bombardear um país soberano de 90 milhões de habitantes, destruir sua infraestrutura energética, pontes e usinas elétricas, e ainda por cima tomar o controle de suas reservas de petróleo. Isso vai muito além de uma simples pressão diplomática: soa como uma ameaça explícita de destruição em massa e apropriação de recursos naturais alheios. O mais impressionante é o silêncio e omissão da grande imprensa brasileira. Poucos veículos repercutiram a fala com o peso que ela merece, e quase ninguém a criticou com a mesma veemência que costuma usar contra líderes de outros países. Imaginem a reação mundial e especialmente da mídia brasileira se fosse Putin declarando que vai explodir toda a Ucrânia caso não haja um acordo rápido, ou se Kim Jong-un ameaçasse explodir a Coreia do Sul e tomar suas indústrias. Haveria indignação 24 horas por dia, editoriais furiosos. Mas quando o responsável é os Estados Unidos, o tratamento é bem diferente. Falta coragem para aplicar o mesmo padrão moral. Essa hipocrisia seletiva revela como parte da imprensa age mais como militância ideológica do que como jornalismo imparcial condena com rigor quando o agressor é o outro lado, mas suaviza, relativiza ou simplesmente ignora quando o agressor é Washington.
Tão circulando essa imagem mentirosa aqui, então antes que vocês caiam nessa fake news, aqui vai a informação correta:
Todo cotista precisa ter estudado em escola pública
Todo aluno de escola pública tem direito às cotas, inclusive pessoas brancas
No exemplo da imagem, o rapaz negro não teria direito às cotas por ter estudado em escola particular, a não ser que seja bolsista
Já o rapaz branco tem direito às cotas por ser aluno de escola pública
Cotas não são apenas para pessoas negras. Elas são destinadas a quem veio da escola pública, independentemente de ser branco ou negro.