@PauloFBS SAF NÃO! Uma SAFadeza não apresentarem a proposta integralmente. Uma SAFadeza não terem escutado as outras propostas.
O FLUMINENSE NÃO PRECISA DE SAF!
🚨 | Ademar Arrais é vence processo e justiça nega pagamento a Mário Bittencourt
Presidente tricolor pedia R$ 40 mil por danos morais
O representante da oposição, Ademar Arrais, que participou do último pleito eleitoral do Fluminense, foi oficialmente inocentado no processo movido por Mário Bittencourt e não precisará pagar os R$ 40 mil pedidos pelo presidente do Fluminense por danos morais. A decisão judicial, proferida nesta semana, desmonta a tese de que Arrais teria excedido o direito à crítica ao comentar assuntos ligados à parte financeira do dirigente, quando pediu esclarecimentos sobre imposto de renda de Mário e origem de seu patrimônio.
De acordo com a sentença, o conteúdo publicado por Arrais não configurou ofensa pessoal, tampouco ataque à honra de Bittencourt. O tribunal entendeu que o dirigente expôs apenas fatos já tornados públicos pela imprensa e que suas manifestações — feitas em vídeos e comentários — se limitaram a questionamentos sobre temas que estavam em debate.
O juiz responsável pelo caso destacou que não foram apresentadas provas de que Arrais tenha dirigido insultos, acusações diretas ou qualquer expressão que extrapolasse o campo da crítica política e administrativa. Como registrou na decisão: “não é possível verificar que houve publicação do réu que se traduz em ofensa ao autor, uma vez que expôs fatos já divulgados e não realizou nenhuma afirmação, apontando nos vídeos apenas questionamentos sobre os conteúdos publicados e solicitando ao autor suposto esclarecimento sobre as matérias de jornais, não tendo sido juntado aos autos provas de que o réu proferiu ofensas pessoais que violariam a honra do autor.”
Com isso, o processo é encerrado sem condenação, e Arrais permanece livre de qualquer obrigação financeira no caso. A decisão, além de inocentá-lo, reforça a compreensão de que figuras públicas estão sujeitas a maior nível de escrutínio e que a crítica fundamentada — mesmo ácida — não deve ser confundida com ofensa.
📨 | CARTA ABERTA AO PRESIDENTE MÁRIO BITTENCOURT
Ei, brother… tu é foda, né? Conseguiu papar mais uma eleição, depois daquela queda pro Abad em 2016. Eu sei que você não será o presidente “de direito”, mas é impossível se desvencilhar da ideia de que continuará sendo o presidente “de fato”. Tu adora mandar, né? Desde a época em que eu “corrigia” seus textos antes de publicá-los no NETFLU. Faz parte do jogo. Aliás, gostei do perfume que tem usado ultimamente. É o CK One? Sempre achei que você combinava mais com algo amadeirado, mas ficou bom. O mesmo cheiro que te acompanhava na quarta te seguiu no sábado. Mas hoje não vou comentar sobre fragrâncias.
Eu sei que, tal qual o Thanos, você será inevitável na próxima gestão. O Mattheuzinho já proclamou isso aos quatro ventos. Parece até um casamento perfeito: ninguém discute, ninguém briga, e sempre sobra tempo e disposição pra namorar a noite inteira. Sendo assim, já consciente de que, de algum modo, você vai assumir o futebol do clube quando deixar a presidência — o que, na prática, muda quase nada — eu preciso desabafar contigo. Urgentemente.
Vamos lá. A tentação é grande, mas não precisa mandar mensagem todo dia pro Eduardo Uram, tampouco pro Bertolucci ou pro André Cury. Eles estavam ali nas más… e lucraram enquanto a gente sofria. Não significa que sejam a salvação nas boas. Já te falei pra largar essa ladainha de “gratidão” quando a coincidência beira a bizarrice profissional. Arquiva a conversa, porque, se você não procurar, pode ter certeza: eles procurarão você. E, por favor, tira essa galera do close friends. Melhor não dar chance pro azar. Ninguém precisa te ver suado, batucando um samba aleatório numa noite de sexta-feira primaveril.
O departamento de scout também não é uma área que você abrace com tanto carinho assim. Uma dica: não contrate cegamente jogadores indicados por treinador sem fazer o básico - analisar histórico técnico, físico e mental dos últimos dois anos, pelo menos. Você virou chacota com a novela Soteldo. E já tinha sido antes, quando renovou com Hudson, Wellington, Guga, e trouxe o reserva do Bahia pra ocupar o lugar do promissor Kauã Elias. Por mais que diga ali nas Laranjeiras que não liga, a gente sabe que, às vezes, um ego ferido incomoda mais do que um coração partido.
Outra coisa: esquece esse papo de comprar zagueiro a lote só pra fazer número. Tá conversando com o Nino e tal - tomara que funcione - mas não repita essa história de que “quem tem quatro zagueiros não tem nenhum”. Meu amigo, você pode ter vinte defensores no elenco; se todos forem ruins, aí mesmo é que não vai ter nenhum, sacou? Thiago Silva vale por três, mas só tem meio pulmão hoje em dia. Precisa de rotatividade pra aguentar o tranco. Então refresca a cabeça naquela piscininha com cascata que você gosta, bota Ferrugem no rádio, fecha os olhos e lembra da sua boemia em Vila Isabel. Que saudades daquele Mário, hein? Ousadia, alegria e muitos sonhos.
“Você é responsável por aquilo que cativas”, presidente. Se existe uma legião de bravos apoiadores - sem trocadilho - também existe uma comunidade de haters. Faz parte. Quando o soco quebra o dente, o dente também pode arranhar o punho. De fora, a gente só tenta controlar a narrativa sobre a pancada. Lembro das nossas conversas ao telefone. Lembro das conversas no seu escritório na Santa Luzia, ou em algum restaurante da Cidade Maravilhosa. Relaxe: nada do que deveria ficar naquelas reuniões sairá delas. Nasceram e morreram ali, como cavaleiros que somos. Diga-se de passagem: você até melhorou no discurso. Antes dava sono. Agora está menos prolixo, mas ainda professoral demais. O Ronaldo pode fazer até melhor — e eu sei que vai. O Fluminense ainda é pequeno para as suas pretensões. Você é uma ave de rapina num cativeiro, pronta pra voar na selva. Mas ainda não é a hora.
Registro aqui minha admiração pela sua constância — inclusive nos erros. A Libertadores tem a sua assinatura, apesar da linha de ataque e nem o técnico terem sido suas primeiras ou segundas opções. Em paralelo, sempre espero que responda no zap desde o caso Live Sorte, mas acho que encheram tanto a sua cabeça de abobrinha que não tem mais volta, né? Lá no fundo, ainda me inspira a ideia de tocar adiante depois de limpar ferida. Ano novo, vida nova, presidente. O Saint-Exupéry escreveu: “Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela uma amiga. Ela é agora única no mundo.” Assim éramos nós até 2019, mas perdemos essa força. Que o tempo te transforme num profissional de futebol melhor do que batedor de pênalti em pelada — embora eu ainda sinta aquele gol.
Aliás, sua fixação pelo “Pequeno Príncipe” precisa ficar só da porta pra dentro, hein, cara? Papo reto. Essa frase de que “o essencial é invisível aos olhos” só funciona na literatura e em casais apaixonados. Nada tem que ser invisível num clube que se diz profissional. O nome disso é transparência — na SAF, nas transações, nas questões judiciais. Agora a bronca é do Matheus; dá pra colocar tudo na conta dele — e ele não vai ser deselegante a ponto de dizer que é seu legado. E quando o buraco apertar, a gente sabe que você vai meter a cara, igual cachorro louco, como fez naquele Fla-Flu ao lado do seu irmão (ver anexo), enquanto o Mattheus recuava à francesa. No fim de semana mesmo, naquela confusão com o Borim, você botou a bola azul na mesa e, supostamente, mandou que eram bons no voto e na porrada. Eu não duvido. Gosto quando usa sua testosterona pro bem. Que ela fale mais alto em 2026 — por todos os tricolores que acreditaram de novo no seu discurso e por aqueles que ainda torcem o nariz.
Vamos por mais. Sempre.
Com carinho,
Paulo Brito
PS: evite deixar o computador aberto quando não estiver usando. Ou, pelo menos, lembre-se de deslogar as redes sociais, principalmente se estiver no clube.
Essa foi uma declaração sobre o voto online feita por Mario Bittencourt, quando participou da sua primeira campanha...nunca se mexeu pelo voto online, após ter sido eleito...e todos nós sabemos que o boneco de ventríloquo não é favorável ao voto online.