A correria, tempo que fico on-line e excesso de informação me fizeram escrever uma carta para mim mesmo. Eu a leio diariamente sempre ao acordar e isso tem me ajudado bastante no fortalecimento dos meus objetivos, responsabilidade sobre meus atos e na criação de hábitos saudáveis
Pra alegria de muitos e tristeza de alguns a melhor banda de rock (rock rock mesmo) em âmbito global em atividade. Atravessando gerações e sempre lançando coisa boa. Uma banda que o som não fica preso nos sucessos do passado.
Banda que valoriza a bateria não tem como ser ruim não. Tem tudo ali na mixagem mas a bateria até brilha! Isso aliado ao baixo um pouco mais alto dá peso pra música. Rock n Roll parece simples, mas tem gente que as vezes não quer enxergar o óbvio quando o assunto é mixagem.
O artista carrega consigo o dom de fazer as música e também picos de depressão. Você segue sua vida normal e de repente nada faz sentido, nem o que você mais ama fazer.
Foo Fighters tem a manha de se reinventar quando o assunto é adversidade. Falando principalmente do Dave que mais uma vez tem que superar a perda de um músico foda que trabalhava com ele porque sua sensibilidade artística aliada aos vícios cobrou um preço muito alto.
A letra que conta da passagem do Taylor pra outro plano e dá um outro sentido pra sua passagem. Talvez a gente possa esperar um disco todo nesse sentido.
A música tem muitos vales (momentos que o arranjo está com todo mundo descendo o cacete e momentos que todo mundo segura a mão). Muita variação rítmica e o arranjo claramente conversa com a letra.
A música começa com cadência baixa e acordes tétrades (E7/9 e C#m4/7). Lembrando que nota é intenção. Você não escolhe e sai tocando não. Você escolhe a nota porque aquela nota parece com algo que você sente e não consegue explicar. Por isso uma música começa em G e a outra é A.
mas guardar o peso pro show também é uma carta na manga sensacional! De amor eu não morri tem uma incitação ao Djavan com a música Samurai. Também foi legal. A entrada dela também é linkada com a música anterior.
Um disco diferente do que já foi lançado por eles. O que fez eu ouvir o Lagum tem muito a ver com o baterista. Esse disco foi uma opção por trabalhar sem baterista, até porque teriam que ensinar o baterista o DNA da banda pra ele poder optar em andamentos e arranjos.
Uma característica da banda que eu esqueci de citar é a capacidade que eles tem de colocar peso nos arranjos ao vivo então, aguardem um show novo cheio de músicas desse álbum. No mais, vida longa ao Lagum. Se o rock estivesse um pouco mais em evidência eles teriam arranjos mais
Há claramente um pivô nas canções que em sua maioria aborda um fim de relacionamento. E a identificação do brasileiro com o tema é a gente já conhece.
Adorei eles desafinando a Mi pra Re no final da primeira música e entrando na segunda com a afinação em Ré.
Lagum resiste ao gravar discos num mercado de singles. Os fãs vão ouvir e aprender a digerir tudo que for lançado. Já gostam da banda. Vão gostar da história que tem o disco. Me lembra muito quando o Los Hermanos lançou o 4 que era um álbum com uma pegada diferente dos anteriores