Precisamos aprender a sopesar o nosso valor diante das pessoas. Às vezes, gastamos tempo e energia como se fôssemos únicos quando, na verdade, não passamos de um entre cem mil. Aceitar nossa insignificância em algumas relações é extremamente importante para uma vida mais leve.
O propósito de servirmos a Deus não é outro senão o da mudança de caráter. Mais do que sermos "pessoas melhores", a verdadeira consagração implica em nos tornarmos "diferentes". O desejo de sermos uma "versão melhorada de nós mesmos" deve dar lugar ao de sermos "novas criaturas".
Analisada mais profundamente, a morte pode ser vista como uma expressão da sabedoria e bondade divinas. Seria muito difícil para o ser humano viver eternamente sofrendo as mazelas do pecado. O "tu és pó e ao pó tornarás", mais que uma condenação, é um ato de misericórdia de Deus.
Devemos ser capazes de explicar, lógica e racionalmente, as bases da nossa fé. Não que necessitemos pôr o sobrenatural em um béquer, ou reduzir a divindade ao explicável. Mas é imperioso demonstrar que tudo na vida humana, inclusive a razão, leva-nos à crença em Deus.
Jamais confunda sensibilidade com fraqueza. Enquanto uma tem que ver com a tendência de resignar-se ante as pedras do caminho, a outra compreende a capacidade de, ciente das dificuldades, seguir vagarosa e pacientemente, e ainda conseguir cuidar das flores que estão pelo caminho.
O grande legado da Reforma Protestante foi a separação entre Igreja e Estado. Hoje, como nunca antes, precisamos retornar a esse princípio e jamais nos esquecer de que política e religião, ainda que não sejam mutuamente excludentes, devem orbitar planos diferentes da vida.
Encontra-se, na turba dos maldizentes, os que esperam que outros façam o que lhe é devido e, no séquito dos críticos, os que imputam seus próprios erros a outrem. Em ambos os casos a lógica é a mesma: criar uma cortina de fumaça com os problemas alheios para nelas esconder-se.
A maior ameaça ao cristianismo não é a escolha deste ou daquele governante, mas sim colocar suas esperanças naquilo que é terreno, nas coisas que se vêem e que são temporais, esquecendo-se do que é eterno.