Didier Drogba diz que, se os EUA não queriam cidadãos de outros países não deveriam ter se candidatado à Copa do Mundo da FIFA 2026
"Quando um país se candidata para sediar o maior torneio de futebol do planeta, ele sabe exatamente o que isso implica. Jogadores, árbitros, oficiais e torcedores de todos os cantos do mundo fazem parte do pacote.
Eu olho para a situação envolvendo o árbitro somali Omar Artan e me sinto decepcionado por ele. A FIFA o selecionou porque ele conquistou essa oportunidade por mérito, mas ele não pode participar após ter a entrada negada.
Então você ouve sobre a federação de futebol do Irã alegando que sua cota de ingressos para torcedores foi retirada apenas dias antes do torneio. Se for verdade, isso faz com que torcedores comuns paguem o preço por questões que nada têm a ver com futebol.
As pessoas que sofrem não são políticos. São torcedores que economizam dinheiro por anos na esperança de seguir sua seleção nacional em uma Copa do Mundo.
O futebol sempre foi uma das poucas coisas capazes de unir diferentes culturas. No momento em que a política começa a decidir quem pode fazer parte dessa experiência, todos perdem.
Eu joguei em Copas do Mundo e torneios internacionais. A beleza desses eventos é ver torcedores de dezenas de países compartilhando as mesmas ruas, os mesmos estádios e a mesma paixão.
Nenhum torcedor deve ser julgado por causa de sua nacionalidade, e nenhum árbitro deve perder o maior momento de sua carreira por circunstâncias políticas além de seu controle.
A FIFA, os governos e as autoridades do futebol precisam encontrar soluções porque as manchetes agora são sobre vistos, restrições de viagem e disputas em vez do próprio futebol.
A Copa do Mundo deve pertencer ao mundo. É isso que a torna especial. O jogo deve sempre vir em primeiro lugar, e a política nunca deve ser permitida para ofuscar a maior celebração do futebol."
Sou uma das pessoas que mais gostaria de ver o Dória fora do São Paulo, mas definitivamente não dessa forma.
Somos torcedores, não animais. Normal às críticas ao campo, mas entrar na vida pessoal do cara e ameaçar integridade física ou família é totalmente desproporcional.
Jornalista, digo, suposto jornalista se filmar fazendo PERGUNTA e depois postar "como a pergunta foi foda, lacrei, mandei meu recado" é uma das muitas provas de como tanta gente desqualificada supostamente vem exercendo a profissão. O importante é a resposta, ou a não-resposta, que seja, como o nó que o PVC deu no Ancelotti segunda-feira. A única coisa que importa é a notícia, mas os caras realmente se acham mais importantes que ela, razão de ser do jornalismo, mais relevantes que o próprio entrevistado. Que merda.