O #BancoMundial mudou sua visão sobre políticas industriais.
Depois de décadas de resistência, a instituição agora defende que elas integrem as estratégias de desenvolvimento dos países.
No meu novo artigo no @valoreconomico analiso essa virada e seus impactos para o Brasil.
“A gente deve pautar a nossa vida por uma ética permanente. A ética não é relativa, não depende de circunstâncias”, disse o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.
Folha: “Remuneração, palestras, viagens...”
Mello: “É muito importante que todo mundo saiba com quem o juiz convive. Se recebo um convite para uma palestra, todos têm direito de saber quem está me convidando, quem vai pagar a passagem, se eu estou recebendo honorários, qual o valor dos honorários e quem está pagando.”
Folha: “O ministro Alexandre de Moraes falou que o juiz hoje no Brasil é uma das figuras mais restritas na sua atuação.”
Mello: “O juiz é uma figura que tem que ter uma conduta muito austera e sóbria. Eu sou juiz há 40 anos. Sempre me vi tolhido de muitas coisas que eu não pude fazer, ou que eu queria falar e não falei. Temos a Loman [Lei Orgânica da Magistratura], temos o Código de Bangalore [normas éticas definidas pela ONU para o Judiciário], temos o código de ética da magistratura, mas a gente está assistindo que isso não está resolvendo. Eu não sou contra que o juiz faça palestra. Ele faz a palestra, mas diz para quem, quanto foi, como recebeu. [Que] isso fique bem claro, porque a parte, na hora que for o julgamento, vai falar assim: ‘O senhor deu uma palestra para a empresa tal, recebeu isso, recebeu aquilo, então eu não quero que o senhor julgue o meu processo, quero que o senhor se dê por suspeito’.”
Folha: “O relator da CPI do Crime Organizado pediu o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Os dois primeiros estão envolvidos no caso Master. Esse caso respinga na credibilidade dos tribunais?”
Mello: “Tudo isso que estamos assistindo, de fato, acaba respingando na magistratura.”
Folha: “E viagem de avião?”
Mello: “Eu só viajo avião de carreira, com passagem e tudo, mas eu acho que é a mesma aproximação de se eu convidar alguém para fazer palestra. Eu acho que ele pode até viajar, mas ele diz assim: ‘Sou suspeito para falar qualquer coisa com relação a isso’.”
Folha: “O que mais tem que entrar nessa definição de suspeição e impedimento?”
Mello: “Se o juiz tem um parente, ele não pode julgar processos daquele escritório. E hoje é muito mais grave, porque temos uma repercussão geral nos tribunais superiores. É uma discussão que não pode ser tida como tabu. Em 2023, não aprovaram [a proposta de dar transparência às palestras]. Eu levei a proposta e não foi aprovada por um voto. Poderia ser aprovada e talvez não tivéssemos nem vivendo muitas situações que encontramos hoje.”
@Cassito_Z Se Soso for confirmado, cabe aos jornalistas informarem como os times se comportam defensiva e ofensivamente HOJE. Aí sim, nossa opinião ficaria mais perto dos fatos.
Jorge Seif (PL-SC) confessou o acordão.
Após relatar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cobrou desistência da CPI do Master em troca de pautar dosimetria do 8/1, o senador bolsonarista disse:
“Vou fazer um documento com a oposição dizendo que concordamos com pauta única. Lógico que queríamos anistia, lógico que queríamos CPI do Master, mas a pauta humanitária pesou.”
O bolsonarismo, portanto, em razão do rabo dessa vez literalmente preso de seus líderes e seguidores, ajuda novamente o sistema a se blindar, como aconteceu a partir de 2019 com a sabotagem da CPI da Lava Toga e da Operação Lava Jato, em razão do rabo-preso de Flávio Bolsonaro, então investigado por “rachadinhas” e dependente da boa vontade de ministros do STF, como Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
O histórico de funcionários fantasmas em gabinetes e, depois, as presepadas contra urnas eletrônicas e o resultado eleitoral de 2022 serviram para garantir que os intocáveis da República do Escambo permaneçam como tais, impedindo o avanço de investigações independentes (que também atingem aliados, claro, como Ciro Nogueira e sua turma do Centrão).
Esse foi o xadrez 4D da suposta oposição nos últimos 7 anos e 4 meses, garantindo a impunidade alheia para beliscar um pedacinho dela, enquanto distraía o eleitorado nas redes e no WhatsApp com a velha polarização de fachada do Brasil.
Agora, para fins eleitorais, ressuscita-se uma promessa bissexta ou outra, como a redução da maioridade penal (aprovada em 2015 na Câmara dos Deputados e deixada de lado no Senado ao longo de todo o governo Bolsonaro, inclusive), ou a reedição da PEC do fim da reeleição (originalmente proposta por Jorge Kajuru e igualmente ignorada quando interessava aos Bolsonaro ficar no poder); acena-se ao eleitorado feminino embarcando em pautas da esquerda lulista e aventando uma mulher como vice na chapa; afaga-se o mercado com o nome de algum ministro supostamente liberal; afeta-se moderação com novos conchavos, e pronto: o senador que mais fortaleceu Lula e STF na década vira o candidato ideal para derrotar o consórcio (pelas mesmas urnas eletrônicas das eleições passadas) e resgatar o país.
“Lógico que queríamos” combater a corrupção, que prende o Brasil em ciclos de escândalos e atravanca o crescimento econômico, “mas” sabe como é: isso aí ‘a gente vê depois’.
🚨A Anthropic acabou de publicar um dos gráficos mais importantes sobre o impacto da IA no trabalho.
Ele mostra duas coisas diferentes.
A área azul representa tudo que a IA já é capaz de fazer hoje.
A área vermelha mostra como as pessoas realmente estão usando IA no trabalho.
E a distância entre as duas é enorme.
Essa diferença é importante porque ela revela algo que muita gente ainda não entendeu sobre a transição tecnológica. Capacidade não é adoção.
Por exemplo.
Em áreas como programação, grande parte das tarefas já está tecnicamente dentro do alcance da IA. O mesmo começa a aparecer em análise financeira, suporte ao cliente e funções administrativas.
Mas isso não significa que essas funções desapareceram.
Na prática, o que está acontecendo é muito mais gradual.
O desemprego nas profissões mais expostas praticamente não mudou. O que mudou foi outra coisa.
Empresas começaram a contratar menos nessas áreas.
Nos EUA, as contratações para jovens entre 22 e 25 anos em funções mais expostas à IA já caíram cerca de 14%.
Ou seja, a mudança não está acontecendo via demissões em massa.
Ela está acontecendo via redução da porta de entrada no mercado de trabalho.
Outro dado interessante do estudo: hoje, cerca de 49% dos empregos nos EUA já têm pelo menos um quarto de suas tarefas dentro do alcance da IA.
Há apenas um ano, esse número era 36%.
A tecnologia já chegou e isso terá impacto significativo no mercado de trabalho e atividade econômica.
Só de puxar o Cazá Cazá sem dar pausa pra turma aplaudir já merece um troféu. Herói!
Os locutores da Rádio Ilha criaram esse vício terrível e distorceram o Cazá Cazá.
Tirando o erro textual de Junior Viana 😂, todo mundo de pé, no ritmo e na cadência.
Cazá Cazá é tradição!
A questão da Enel é mais simples do que parece.
Estamos falando de uma concessão de serviço essencial, sem concorrência.
Nesse tipo de modelo, diferente da telefonia, não existe incentivo real para qualidade.
Uma empresa que não precisa disputar cliente vai, naturalmente, priorizar lucro.
“Mas se eles não fornecem luz, deixam de ganhar.”
O cálculo não é esse. Se a empresa reduz manutenção preventiva, posterga troca de cabos, poda de árvores e modernização da rede, ela economiza milhões.
Ficar com uma cidade sem luz por 3 ou 4 dias vira um efeito colateral aceitável dentro do modelo de negócio. Multas são muito menores do que o custo de investir corretamente.
“O problema são as agências reguladoras.”
Uma agência federal consegue fiscalizar poste por poste em milhares de cidades?
Não. Ela depende, quase integralmente, dos relatórios produzidos pelas próprias empresas.
Para mudar isso seria preciso uma estrutura enorme, com muito mais técnicos e fiscalização constante, o que significa mais custo para o Estado. Hoje, a regulação existe mais no papel do que na prática.
“O modelo de concessão é ruim.”
Esse é o ponto central. Água e energia são serviços públicos essenciais e monopólios naturais.
Entregar esse tipo de serviço à iniciativa privada, sem concorrência real e sem regulação forte, cria incentivos perversos.
A lógica do lucro de curto prazo entra em choque direto com a qualidade e a continuidade do serviço.
No mundo, os países que conseguiram algum sucesso com concessões desse tipo têm reguladores muito mais fortes, multas realmente pesadas, transparência total dos dados e mecanismos automáticos de punição.
O Brasil não tem nada disso. Aqui, multa vira custo operacional e pedido de desculpas nas redes sociais vira estratégia de comunicação.
O problema não é simplesmente “privado versus público”.
O problema é monopólio sem fiscalização efetiva, sem punição dura e sem risco real para a concessionária.
Enquanto a pior consequência for uma multa simbólica, a escolha racional da empresa continuará sendo economizar na manutenção.
Isso é projeto de país. Ou decidimos que luz e água não podem ficar reféns do lucro de curto prazo, ou aceitamos que, de tempos em tempos, cidades inteiras vão ficar dias no escuro depois de uma chuva.
A melhor imagem colorizada e restaurada do Sport Levantando o troféu das bolinhas de 1987, colorida e restaurada por mim, ajude meu Trabalho retuitando e principalmente me seguindo