Sim. Flávio é ladrão, recebeu milhões de Vorcaro assim como Xandão. Ninguém de bem deve servir de escada para esse vagabundo fingir “enfrentar o sistema” enquanto seu coordenador de campanha pede clemência para o Gilmar Mendes.
Paulo Gonet, que nunca contestou as extrapolações de Moraes, agora pede apuração de interferência de Mendonça em inquérito que atinge Moraes e ele próprio, em vez de se declarar impedido.
Segundo Gonet, uma decisão “foi ocultada do Ministério Público, que foi assim impedido de realizar o necessário controle externo da atividade policial”.
Assim nasceu em 2019 e até hoje vigora o inquérito das fake news, entre outros nos quais o relator Moraes age de ofício, com medidas gravosas, enquanto o PGR faz cara de paisagem. Duplo padrão é escancarado.
Haja saudade de charutos e Macallan.
Um juiz constitucional cercado por gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça já representa, por si só, um risco institucional em razão da natureza de suas condutas. Mas torna-se um elemento ainda mais desestabilizador pelas medidas que pode adotar em busca da impunidade. É nisso que o ministro Alexandre de Moraes se transformou diante das revelações que apontam para suas condutas com Daniel Vorcaro e, sobretudo, diante de sua retaliação autoritária, colocando o Supremo Tribunal Federal no caminho de uma crise institucional sem precedentes.
O Brasil precisa priorizar a defesa de suas instituições e de seu regime democrático, neutralizando imediatamente essas ameaças. O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional. Da mesma forma, toda a rede de autoridades potencialmente implicadas ou que esteja obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização também deve ser afastada e investigada.
Se as vias naturais de resolução estão sendo bloqueadas pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Senado Federal, cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição para o enfrentamento dessa crise.
As investigações dos esquemas do Banco Master e de outros casos de grande complexidade exigem a atuação coordenada dos órgãos de investigação, persecução criminal e julgamento, cada qual dentro de sua competência constitucional. Somente assim é possível assegurar o devido processo legal, a ampla defesa e a solidez das futuras responsabilizações, evitando que nulidades ou interferências comprometam a busca por justiça, reparação e recuperação da confiança pública nas instituições.
Em um contexto de grave tensão institucional, intensa circulação de desinformação e crescente instrumentalização política das investigações, especialmente durante o período eleitoral, a máxima transparência dos procedimentos torna-se ainda mais necessária e deve ser tratada como prioridade por todas as autoridades envolvidas.
Já estão em pleno curso as mesmas táticas que, no passado, foram empregadas com sucesso para enterrar investigações que alcançaram os mais altos níveis do poder no Brasil: a disseminação massiva de desinformação, a manipulação do debate público e a divisão da sociedade, impedindo que ela se una em defesa de seus próprios interesses. O Brasil precisa resgatar as lições do passado e impedir que a corrupção sistêmica volte a operar seus mecanismos de impunidade.
O que está em risco agora é muito mais do que a destruição das investigações sobre o maior caso de corrupção financeira da história brasileira. O que está em jogo é um colapso institucional na mais alta instância do sistema de Justiça, com potencial para contaminar o processo eleitoral e favorecer sua captura por forças populistas e autoritárias, em diferentes níveis, valendo-se da indignação popular.
A sociedade e as instituições precisam agir com responsabilidade, firmeza e respeito à ordem constitucional para conter a escalada da crise e preservar a integridade do Estado Democrático de Direito.
@LuanSperandio Quase isso!
Se o Senado Federal estivesse exercendo sua responsabilidade constitucional, independente de abertura de investigação ou não pelo próprio STF, eles poderiam derrubar um ministro.
Qualquer ministro, mas especialmente os do STF precisam ter a reputação ilibada.
@TonyVolpon Precisamos urgente de uma nova constituição, meu único receio é que a nova assembleia constituinte seja formado por uma corja de vagabundos! Apesar que piorar a que existe hoje é muito difícil!
Hoje a letra da lei é interpretada conforme a conveniência de quem aplicará a sentença ou de quem está sendo julgado! Eles, os corruptos, não precisam ser inocentes, basta ter os amigos certos!
O sistema exige provas para abrir investigação sobre seus integrantes.
Mas, se as provas são apresentadas, diz que eles não podiam ter sido investigados sem autorização e que o relatório policial é nulo.
Não importa se o conjunto probatório contém apenas dados extraídos de equipamentos e outros achados obtidos sem diligência específica contra as autoproclamadas vítimas de abuso.
Ou se pede do zero a abertura de investigação e ela é recusada, ou ela é recusada porque não se pediu do zero.
Esse é o paradoxo que mantém a blindagem da casta, insultando a inteligência alheia. Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come.
Já passou da hora, portanto, de a sociedade enfrentar esse bicho, em vez de ficar parada ou sair correndo.
Não há mais tapete para esconder tanta sujeira.
Pense no que a esquerda está defendendo ao tentar blindar seu herói, Xandão.
A fortuna colossal que a família Moraes recebeu de Vorcaro -- chegando perto de R$ 200 milhões -- veio do dinheiro que Vorcaro roubou dos depositantes do banco, incluindo os aposentados e servidores públicos que a esquerda diz defender.
Eles estão defendendo o direito de um ministro do STF de se tornar uma das famílias mais ricas de Brasília graças aos recursos de um banco corrupto que roubou dos depositantes.
Alexandre de Moraes já deveria ter sofrido impeachment pelo inquérito das fake news.
Também deveria ter sofrido impeachment pela censura sigilosa revelada nos Twitter Files.
O envolvimento suspeito com Vorcaro já é o terceiro motivo.
Não tem condições de permanecer no cargo.
A teoria de Renan parece obviamente verdadeira.
A única alternativa é que o Brasil sofra de uma gigantesca coincidência: toda vez que alguém critica um dos ministros do STF da ala dominante (Moraes, Dino, Gilmar, Dias Toffoli, Zanin), acaba sendo investigado criminalmente, preso, censurado ou punido de alguma outra forma (violação do sigilo de suas fontes, suspensão de campanha, etc.).
Outros candidatos não registraram no TSE perfis que usam em propaganda eleitoral.
Decisão de Toffoli de suspender campanha de Renan resultou na descoberta de casos até piores, porque o candidato do Missão, ao menos, fez o registro em 19/8, apenas 3 dias após o início oficial da corrida em 16/8.
Há os que não fizeram até hoje.
Fica a pergunta: todos terão a campanha suspensa? Ou só os que criticam Toffoli?
O correto, claro, seria o próprio ministro reconhecer a barbaridade que fez e revogar a decisão antidemocrática anterior.
Mas o correto não é o que ele costuma fazer.