A RESPOSTA DO GUILHERME ARANTES a um tal de Marco Antônio, que fez a minha admiração a ele, só aumentar.
"Senhor Marco Antônio, eu vivi a minha vida pegando o mesmo busão às 4 da manhã. CMTC. Largo da Concórdia. Não fui criado para burguês. Nunca ganhei carro, não tive calça Levis.
Calça de tergal e Camisa Volta ao Mundo, japona de lã da 25 de Março, se quer saber. Enfrentei toda a truculencia de uma familia que não aceitava filho "artista-vagabundo".
Meu pai, meu maior exemplo na vida, se formou médico em 1° lugar na Pinheiros, com um esforço descomunal, dando aulas em cursinhos pra comprar os livros de Medicina. Quantas vezes eu vi meu pai sofrendo, em casa, e até chorando por causa de paciente mendigo e ladrão, que ele, cirurgião, operava nos plantões do Hospital Municipal.
Papai...quando criança, o Dr. Gelson Arantes Lima, teve até que entregar marmita e engraxar sapatos, quando minha avó ficou viúva com 4 filhos para criar, em uma condição de muitas dificuldades. Eu sei a minha origem. Cromossomos de luta e de vergonha-na-cara. Minha mãe pegava o bonde pra ir trabalhar como Bibliotecária na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.
Fui criado na régua mais severa, estudei em Escolas Estaduais, no Alberto Conte, no Vocacional do Brooklyn e no Roosevelt, da Liberdade. Não tive carro, lutei contra tudo e contra todos, sentei no humilde banco dos calouros das gravadoras, me recusei a cantar em inglês, ouvi um monte de 'groselha', para ser cantor de auditório no Silvio Santos, fiz o Show de Calouros usando um terno da Ducal e sapato Vulcabrás, uma gravata borboleta que eu mesmo fiz, e até a botinha de prata que eu uso até hoje, e que eu mesmo fiz porque sou artesão com genética labrega.
Enfrentei o Pedro de Lara, o Zé Fernandes e a Aracy de Almeida, enfrentei a guilhotina do Flávio Cavalcanti, enfrentei o censor José Vieira Madeira e a tal Dona Solange, cara a cara, pra liberar o carimbo de execução pública de minhas músicas. Toquei no Barros de Alencar, no Bolinha, no Alfredo Borba, no Dácio Campos, no Ayrton e Lolita Rodrigues, na Hebe, no Raul Gil, no Chacrinha, nos auditórios...por total amor ao povo simples brasileiro, não fui mimado-abençoado de elite-oligárquica cultural. Não tive pai me incentivando e nem poetas pra me darem colo. Eu sou o operário da MPB que ralou e comeu o pão que o diabo amassou, quando a Censura e o AI5 desceram a lenha e acabaram com os Festivais e musicais na TV.
Fui chamado de brega e cafona, fui sacaneado décadas a fio pela Inteligentzia lacradora, porque não nasci carioca e não pertenci a movimentos nem patotas pra me protegerem. Fui eu, fomos nós, caipiras e provincianos, latino-americanos sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindos do interior, que inventamos o Brasil depois do dilúvio e da Era Glacial do AI-5, que expulsou e tentou calar os nossos ídolos no Exílio, fomos nós que pegamos o rabo-de-foguete .
Toquei por amor, sem cachê, com Jorge Mautner, TomZé, Walter Franco. Carreguei muito órgão, piano elétrico e amplificador, estourei minha coluna. Tive que me inventar da estaca zero. Quando lancei minha primeira música, eu trabalhava na Secretaria de Bem-Estar Social, concursado por exame para estagiário, ganhando salário mínimo, consertando encanamento de creches lotadas de bebês pobres, em Itaquera, São Miguel e Guaianazes.
Comprei, finalmente, o meu fusquinha só em 76, há exatos 50 anos, com o meus primeiros parcos dinheirinhos da SICAM, que eu ia buscar no Largo do Paissandu. Mas a minha vida sempre foi assim mesmo. Continuo do mesmo jeito. A gente se vira nos 30. Desenhista, marceneiro, afinador, lustrador, eletricista, pedreiro, cozinheiro, pra correnteza não levar a imaginação é fértil.
Eu sou o Guilherme Arantes do povão, do Prato-Feito, do Largo Treze, da Santa Ifigênia. E vou ser sempre assim com cabeça erguida.Voce não sabe nada sobre mim. Limpe sua boca, antes de expelir seus equívocos se achando superior. Não preciso do seu perdão porque se há uma coisa que eu não carrego é culpa social .
Eu sou o Brasil.
O de verdade, não o de mentirinha !
Abraço fraterno".
Sobre antifragilidade:
Um garoto de 10 anos entrou em uma loja da Samsung no Shopping Recife e, com toda educação, perguntou se poderia usar um dos tablets em exposição. O vendedor permitiu.
Ele não queria jogar nem navegar por diversão, apenas sentou-se, abriu a mochila, tirou um caderno e uma caneta e começou a copiar, à mão, as informações que apareciam na tela. Curiosos, os funcionários perguntaram o que ele estava fazendo.
O menino explicou que precisava entregar um trabalho de Geografia, mas em casa não tinha computador, acesso à internet nem recursos para comprar um dispositivo e, por este motivo, usar o tablet da loja foi a solução que encontrou para continuar estudando.
As câmeras de segurança registraram a cena e o vídeo se espalhou rapidamente. A Samsung presenteou o garoto com um tablet, a Claro ofereceu internet e uma rede de doadores ajudou a reformar a casa onde ele vivia com a mãe e o irmão. O resultado do trabalho de Geografia foi nota 10.
Muitas pessoas aguardam o cenário ideal para agir. Esperam o orçamento aprovado, a equipe completa, a ferramenta perfeita, o alinhamento total e o momento exato.
Enquanto isso, um menino em Recife mostrou que é possível superar grandes limitações com um caderno, uma caneta e muita determinação.
Antifragilidade não significa apenas suportar o caos, e sim transformar restrições em um método de ação.
Guilherme Santiago não esperou pelas condições perfeitas, ele utilizou os recursos que tinha disponíveis.
Grande parte das mudanças mais relevantes começa exatamente assim, quando alguém deixa de esperar e decide agir com o que está ao seu alcance.
✌️🚀
Crédito da história original: vídeo gravado por Luiz Carlos Rodrigues Silva, funcionário da loja Samsung do Shopping Recife.
Salvador Dalí adorava jantar bem.
Grupos grandes.
Mesas longas.
Vinhos caros.
Os melhores restaurantes de Paris e Nova York.
E sempre insistia em pagar a conta.
Ninguém desconfiava.
Na hora de fechar, ele preenchia o cheque com o valor total, com calma e elegância.
Assinava.
E então, antes de entregar ao garçom, virava o papel e rabiscava um desenho no verso.
Um esboço rápido.
Elefantes.
Cavalos.
Figuras surreais.
Assinava embaixo.
E entregava o cheque ao estabelecimento.
Dalí sabia exatamente o que aconteceria a seguir.
O dono do restaurante não descontaria o cheque.
Colocaria numa moldura.
Exibiria na parede do melhor ponto do salão.
Um Dalí original, emoldurado, no restaurante.
Valia infinitamente mais do que qualquer refeição.
Os cheques com seus desenhos foram todos guardados.
E hoje valem uma fortuna.
Há relatos de que a prática aconteceu diversas vezes ao longo dos anos, em Paris e em Nova York.
Em uma das noites documentadas, no Café de la Rotonde em Paris, Dalí pediu ao garçom uma folha de papel, esboçou um elefante de tromba erguida, assinou embaixo e entregou com desenvoltura.
A conta estava paga.
E o estabelecimento havia lucrado com o negócio.
O que Dalí fez não era só excentricidade.
Era uma compreensão precisa de que o valor da sua presença e da sua assinatura já haviam superado o preço de qualquer cardápio.
Ele não precisava de dinheiro para pagar.
Precisava apenas de um pedaço de papel e de saber o quanto valia.
Fontes: ISTOÉ — ArteRef — Revista Bula — Top Melhores
Ah, não! Pára!
Pete Hegseth, o Secretário da Guerra de Trump, cita verso da Bíblia. O problema? O verso não existe. Ele foi inventado no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. 😂 🇺🇸
COMEMOREM
A maior ong dos EUA entrou no caso Orelha após a manifestação em Nova York, através de uma investigação independente eles HACKEARAM o sistema e estão EXPONDO todo o processo SIGILOSO do caso Orelha em live nesse exato momento. A moça até chorou ao expor de tão pesado.