Depois de uma certa idade, meu amigo, a gente não pode mais colocar a culpa na infância, no pai ausente, na mãe tóxica, na escola que não nos entendeu. Isso até explica muita coisa, mas não justifica tudo. Chega um ponto em que não somos mais produto do ambiente, somos produto das nossas escolhas. E aí é duro encarar o espelho. Porque se a vida não anda, a responsabilidade não é mais de quem te criou. É sua. Eu sei, dá vontade de encontrar culpados. É fácil culpar o passado, mas culpar o passado é uma distração do futuro. A vida pede coragem de assumir a própria história. Coragem de se curar, de se reconstruir, de ser a pessoa que nunca te ensinaram a ser. Curar-se não é luxo, é sobrevivência. Crescer não é opção, é necessidade. Você ou pega as rédeas, ou passa a vida inteira preso nas desculpas que inventa para não se mover. E sabe qual é a verdade que ninguém gosta de ouvir? Ninguém vai vir te salvar. Não existe príncipe, fada madrinha, nem coach com manual de felicidade garantida. Cabe a você ser a pessoa que faltou na sua vida. Cabe a você se tratar com o cuidado que não recebeu, com o carinho que não teve, com o respeito que tanto procurou nos outros. Ou você escolhe se continua sendo refém daquilo que te feriu ou decide escrever uma história nova. A dor não tem como evitar. Mas o destino, ah… o destino você pode reinventar todo santo dia.
às vezes, a maior conquista é gostar de quem você está se tornando, apesar das cicatrizes de guerra. existe uma espécie de honra em conquistar respeito e admiração por si mesma, principalmente quando se caminhou por lugares ermos sem ter recebido todas as ferramentas que merecia.
Se tem uma coisa que eu nunca caí foi no conto da carochinha de ser empreendedor. Desde que formei eu já sabia que precisava entrar num concurso público, que é bateu o sinal, saio correndo junto com os alunos, sem nem olhar pra trás.