Os que andam com segundas intenções não conseguem enganar ninguém. Está na cara... O perigo mesmo ― porque é invisível ― está nos que têm terceiras intenções.
>seja o Lito Sousa
>nascido no Ceará
>cresce fascinado por aviões
>não por glamour
>pelo que acontece dentro deles
>como funcionam
>por que são seguros
>por que às vezes não são
>cursa manutenção de aeronaves
>vai trabalhar na Base Aérea de Santos
>depois na Varig
>depois na Transbrasil
>depois na United Airlines
>décadas dentro da aviação
>entendendo cada parafuso
>2010
>decide compartilhar o que sabe
>cria o canal Aviões e Músicas
>proposta simples
>explicar aviação pra quem não é especialista
>pra quem treme só de entrar num avião
>pra quem lê notícia de acidente e entra em pânico
>começa a transformar o complexo em simples
>o técnico em humano
>canal cresce devagar
>depois rápido
>depois muito rápido
>toda vez que um avião cai no mundo
>a imprensa liga pro Lito
>Globo, Band, CNN Brasil, Record
>ele explica com calma
>sem alarmar
>sem simplificar demais
>3,3 milhões de inscritos no YouTube
>6 milhões de seguidores somados nas redes
>virou a voz da aviação brasileira
>julho de 2026
>exame de rotina
>PSA alterado
>câncer de próstata
>adenocarcinoma de agressividade intermediária
>59 anos
>diagnóstico pesado mas tratável
>começa o tratamento
>informa os seguidores com a mesma calma de sempre
>durante o tratamento
>braço esquerdo começa a formigar
>ignora no início
>piora
>perde coordenação motora
>emagrece 7kg em 15 dias
>vai ao ortopedista
>suspeita de coluna cervical
>viaja aos Estados Unidos
>primeiro diagnóstico: inflamação no cérebro
>internado no Albert Einstein em São Paulo
>pulsoterapia
>novos exames
>semanas de espera
>semanas de hipóteses
>21 de agosto de 2026
>Mila Seidl, sua esposa, grava um vídeo
>voz partida
>"é uma doença muito rara"
>"não tem tratamento"
>"ele já perdeu bastante movimento"
>"mas a lucidez está íntegra"
>Doença de Creutzfeldt-Jakob
>príons destruindo o cérebro
>progressiva
>fatal
>sem cura
>médico orienta a família
>"aproveitem essa janela"
>"não sabemos de quanto tempo é"
>Lito chama o filho de 7 anos
>senta com ele
>explica o ciclo da vida
>do jeito mais gentil que consegue
>o homem que passou décadas explicando como aviões funcionam
>agora explicando pra um menino de 7 anos
>como a vida funciona
Passou a vida inteira ajudando as pessoas a não terem medo de voar. Não merecia pousar assim.
🇦🇷 Alguien ha hecho un resumen de 13 minutos con todas las acciones sucias de los argentinos en la final.
Vídeo de jugar al fútbol no hay, eso sí. https://t.co/g8ReZ2cWCO
Olha a saia justa que passou o cara indicado para ser embaixador dos EUA no Brasil. Ele foi perguntado no Congresso Americano sobre quem levará mais prejuízos com a taxação de produtos brasileiros, os EUA ou o Brasil?
Imagine uma apresentação de tango. Você provavelmente vai pensar em dançarinos brancos ostentando ternos e vestidos com fenda, um salão aristocrático de um bairro tradicional de Buenos Aires e uma orquestra melancólica com bandoneóns, contrabaixos e violinos.
Um argentino respondendo a essa pergunta no fim do século 19, no entanto, descreveria um cenário bem distinto, povoado por personagens negros em um bairro marginalizado da periferia portenha, dançando ao ritmo dos batuques do candombe.
O tango, afinal, foi forjado nas comunidades afro-pratenses, entoado por escravizados e seus descendentes. Por muito tempo, o estilo musical foi estigmatizado e perseguido, rotulado como imoral e degradante. No começo do século 20, no entanto, os viajantes europeus se encantaram com o ritmo. O tango se tornou uma febre em cidades como Paris, Londres e Berlim.
Surpresa com a boa recepção do estilo, a elite argentina, acostumada a mimetizar o comportamento dos europeus, viu-se obrigada a gostar de tango. Para torná-lo mais palatável, promoveu o “branqueamento” do estilo — e se dedicou a apagar a sua origem negra.
O "branqueamento" do tango é o tema do artigo de hoje para o @operamundi. Confira o texto no link:
https://t.co/8uZmvGgSfk
eu falei isso na copa de 2022 e um monte de esquerdista fanático por futebol veio dizer que eu tava forçando a barra contra os crente e que era pra eu descansar a militância. óbvio que isso é papo de quem não veio de igreja evangélica e não conhece crente de perto. tudo que é cultura brasileira eles vão destruir, tão nesse processo há décadas e as pessoas tão percebendo isso só agora pq chegou no ponto que atingiu até o futebol delas.
É triste que as pessoas sejam tão ignorantes sobre o tipo de efeito social que a religião causa nesse nível.
Historicamente, católicos e evangélicos neopentecostais diferem em muitas coisas, mas um dos principais pontos de divergência é a forma como enxergam a glória eterna e a relação entre sucesso, responsabilidade e salvação.
A glória, no catolicismo, tem um caráter comunitário. Não há glória, salvação ou sucesso desvinculados da comunhão com o outro. O individualismo é condenado e, embora a providência divina também faça parte da doutrina, a responsabilização é profundamente pessoal. Deus sabe de todas as coisas, mas o livre-arbítrio continua sendo um princípio central. Você faz escolhas diante da sua comunidade e da sociedade, e são essas escolhas que geram consequências. Se você falhou, falhou porque fez escolhas ruins, porque não fez o suficiente ou porque negligenciou seus deveres para com o coletivo.
No neopentecostalismo, a lógica tende a ser outra. A vitória é, antes de tudo, individual. Você vence porque fez a sua parte, e Deus recompensa sua fé organizando os acontecimentos conforme Sua vontade. Se você perdeu, perdeu porque lhe faltou fé ou porque Deus decidiu que aquele não era o momento. A teologia da prosperidade, que ocupa um papel central em boa parte do neopentecostalismo, reforça justamente essa leitura individualizada da relação entre fé e sucesso.
Tudo isso produz disposições morais diferentes nas pessoas e, consequentemente, nos próprios jogadores. Se você vence, foi porque Deus quis. Se perde, foi porque faltou fé ou porque Deus assim determinou. A derrota deixa de ser, em primeiro lugar, um problema de responsabilidade pessoal, de senso de comunidade ou de compromisso com o coletivo.
O discurso, inevitavelmente, tende a ser mais: 1) egoísta, porque o foco está na relação individual entre o fiel e Deus; e 2) receptivo à derrota, porque ela deixa de ser interpretada como consequência das próprias escolhas e passa a ser entendida como parte do plano divino.
Esse é o Brasil que vem sendo construído nas últimas décadas. Somos, da política ao futebol, cada vez mais egoístas, individualistas e menos responsáveis pelas consequências comunitárias de nossas ações.
"... Por isso, o Brasil deveria manter o Endrick onde ele está: parado, num banco de reservas dentro da nossa cabeça. Por que nesse banco onde ficam sentados lado a lado todos os nossos sonhos, o Endrick é perfeito; o Endrick é puro; ele é o Endrick platônico. E esse Endrick platônico, quando se juntar ao Neymar hipotético, ao Raphinha atacante espacial e ao Igor Thiago imaginário, o Brasil será o maior time conceitual de todos os tempos."
– Falha de cobertura #276