BLOCKBUSTER: The Boston Celtics have agreed to trade Jaylen Brown to the Philadelphia 76ers for Paul George, two first-round picks and two second-round picks, sources tell ESPN.
Eu lembro até hoje de quando veio na minha mente pela primeira vez: “puxa, esse moleque é diferente.”
Heat x 76ers, clássico do Leste, Heat atrás por 2 pontos faltando 10 segundos. A gente recupera a bola e Tyler Herro, ainda como rookie, carrega pro ataque.
Ele tem Jimmy Butler de um lado. Bam Adebayo de outro. Como um calouro, o que se imaginava era que tocasse a bola, ou pedisse tempo.
Mas Tyler Herro tem daqueles parafusos a menos que desbloqueiam a personalidade. É uma faca de dois gumes, por vezes necessária e por vezes sabotadora. Mas é fato que ele tem. E é fato que ele arremessou pra 3 e ganhou o jogo pro Miami Heat.
Estamos falando de um pontuador de 25ppg. Um All-Star da NBA, nosso cestinha, a cara de uma cidade. A profecia se concretizou, é fato, ele é diferente sim!
Só não é (era) suficiente.
O torcedor do Miami Heat sempre quis mais. Tyler Herro por diversas vezes em
sua passagem atuava para ser perdoado de um pecado que ele não sabia bem qual era. Sempre fez sua parte, sempre ajudou, um questionamento aqui, outro ali, como todo jogador. Mas a soma era positiva.
Mas repito: não era suficiente.
O Miami Heat de Pat Riley e de Erik Spoelstra sofre com a dualidade de vencer ou fracassar. Não existe meio termo. E Tyler Herro foi o que separou por diversas vezes o Heat do seu encontro com mais uma estrela que viria pra comandar o barco.
Foi James Harden, depois Donovan Mitchell, Kevin Durant, Damian Lillard, outros, outros e outros. Apenas um ponto em comum nesses pacotes de troca. E ele foi sobrevivendo no time ao compasso que acumulavámos fracassos dentro da quadra.
Chegou em um ponto que as duas coisas não haviam mais distinção. Olhar para Tyler Herro era olhar pro fracasso institucional ao longo desses anos.
Uma tremenda injustiça isso. Mas o basquete funciona assim, fãs funcionam assim e, concordem ou não, é isso que faz a roda girar.
Chegou o fim desse tormento. Tyler Herro vai ter um time pra chamar de seu, quis o destino que fosse no local onde nasceu. Que recarregue as energias em casa, com a família.
Por aqui, apesar das críticas, sempre lembrarei do moleque que ganhou o jogo contra o 76ers pra gente. Ou daquele que fez 37 pontos como rookie em plena final de conferência, contra o maior rival. Também vou lembrar daquele que meteu um game winner histórico em plena noite de ano novo.
A história poderia terminar melhor se Herro tivesse vindo em outra época. Mas não seria tão marcante.
Boa sorte, #14! ❤️