Ano novo com a família no litoral.
Hoje minha filha chega com meu genro mala. O desgraçado teve a capacidade de vir na minha casa com a camisa listrada e trazer uma garrafa de chuva de prata e uma caixa de bombom, entregar na minha mão e falar “vapo sogrão, feliz ano novo, o senhor picou o papel?” com carinha de deboche. Guri de merda, bunda mole.
Não respondi por mim, joguei a garrafa na parede e armei um escarcéu, gritei forte na cara dele “tu não vai putiar meu colorado debaixo do meu teto seu infeliz”. Minha filha começou a chorar e eu disse “da próxima vez tu escolhe um colorado pra namorar sua inconsequente”. O merdinha ficou intimidado e minha mulher começou a me xingar enquanto me segurava pra não partir a cara daquele castelhano em dois “Para Ernesto! Vai estragar nosso fim de ano por causa de futebol, seu doente”. Que inferno mesmo.
Foi assim que o meu réveillon terminou em tragedia. Acabou tudo. Zero clima.
Feliz 2026 pra todos.
Triste. Os azuis atravessam o Brasil, como os europeus atravessaram o mundo. E foram até a Amazônia dar o gosto da vitória àquele povo, mas de rompante se foi a felicidade yanomami Néds.
"Nos deram espelhos, e vimos um mundo doente. Tentei chorar, e não consegui".
R. Manchado