@clivesafado Minha colega na sexta série foi atropelada por um caminhão em uma avenida perigosa do meu bairro. Primeira vez que perdi alguém, foi muito triste. No enterro dela ainda me convidaram pra ler um texto de despedida 😢
@finalbollsz Como as pessoas estão demandantes, talvez ela só quisesse a família lá. As cobranças até em relacionamentos não amorosos tão cada vez maiores, eu hein.
🚨 #ULTIMAHORA preocupación por el estado de salud mental de Edward Norton. Se le ha visto desorientado hablando solo durante el USA-Turquía en el estadio de los Ángeles.
O Brasil conseguiu na mesma semana a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia; ser o país que mais recebe investimentos da China no mundo; e ganhar elogios do Trump em Washington.
Vocês já se deram conta da loucura que é isso?!? 🇧🇷
A polilaminina é um caso emblemático de como a forma de divulgar ciência importa
Nas noticias iniciais, a informação mais importante, o tempo de lesão (até 72h, fase aguda), apareceu de forma vaga, muitas vezes ofuscada por narrativas emocionais de “voltar a andar”.
Muitos imaginaram que a medicação seria eficaz quando aplicada em pessoas com muito tempo de lesão
Aí pegou fundo. Pq na cultura ocidental, recuperação de paralisia é sinônimo de milagre. Quando se somou isso à narrativa da “molécula de Deusem forma de cruz”, a história deixou de ser científica e passou a ser também simbólica. A fronteira entre esperança racional e fé ficou borrada
O resultado é que muita gente formou sua opinião num terreno de crença, não de dado. E onde entra fé, a argumentação científica passa a ser vivida como ataque pessoal. Mudar de ideia dói: gera dissonância cognitiva, ameaça identidade, mexe com projetos de vida.
Não se trata de tirar a esperança de ninguém, mas de colocá-la no lugar certo:
Esperança na ciência bem-feita, em ensaios robustos, em transparência sobre limitações.
Se a gente não fala claramente sobre quando a intervenção funciona, em quem e com qual grau de incerteza, alguém vai preencher esse silêncio com milagre. E depois, tentar voltar dessa narrativa é uma das tarefas mais difíceis que a comunicação científica enfrenta