@postneoemo@Salvedrew meu sentimento é o mesmo. O time com certeza tinha problems adm, mas eu desconhecia e só sabia do futebol. época que os outros clubes eram tão desorganizados quanto o corinthians. Hoje em dia o corinthians tá ficando no final da fila.
@DELAMORESEP@iiinutil O perito afirmou que os juros variavam entre 19% a 450%, não significa que todos os meses foram 450%, pode ser que em apenas um ou alguns meses tenha ocorrido esse juros.
Oi, Paulinho.
Li sua matéria e, respeitosamente, há uma grande inversão da lógica econômica da operação, que só consigo atribuir a uma compreensão equivocada de como transações dessa natureza são estruturadas.
A carta não afirma que a SAFIEL já possui o dinheiro da arena.
Afirma que aceita a condição colocada publicamente pelo presidente e propõe estruturar a obtenção antecipada desses recursos, enquanto se constrói o instrumento vinculante, cumprem-se os ritos estatutários, abre-se o data room e são realizadas as diligências.
E É EXATAMENTE ASSIM QUE PRECISA SER.
Aliás, seria bastante estranho exigir hoje “prova de fundos” de centenas de milhões para uma operação cujo ativo ainda pertence integralmente ao SCCP, sem autorização para negociar a dívida com a CEF, sem diligência e sem sequer existir um instrumento vinculante negociado.
Não se está propondo: “entregue o futebol primeiro e depois procuramos o dinheiro.”
Tampouco deveria ser: “entregue o dinheiro primeiro e depois vemos se entregamos o futebol.”
NEGÓCIOS DESSA MAGNITUDE SÃO CONSTRUÍDOS NO MEIO. Funding comprometido, condições precedentes, garantias e closing simultâneo.
O dinheiro entra quando a transformação institucional se torna juridicamente exigível.
Aliás, a própria carta pede que a autorização para negociar com a CEF não gere qualquer obrigação de contratação para o Corinthians.
Portanto, cobrar a comprovação da capacidade financeira no momento adequado é absolutamente legítimo... diria até indispensável.
Agora, exigir que centenas de milhões estejam disponíveis antes mesmo de permitir a estruturação da operação que viabilizará esses recursos é um joguinho infantil.
A lógica passa a ser: "mostre o dinheiro para eu permitir estruturar a operação; mas estruture a operação sem ter autorização sobre o ativo para o qual pretende levantar o dinheiro.”🤡🤡🤡
Percebe o absurdo???
Se houver disposição real do SCCP para testar a proposta, o caminho é bastante simples.
Sentem-se a mesa, abram os dados necessários, negociem o instrumento vinculante e estruturem simultaneamente funding, garantias e condições precedentes.
E então veremos, objetivamente, se a SAFIEL consegue entregar aquilo a que se propõe. Se não conseguir, estará demonstrado.
Mas exigir a prova antes de permitir o teste não é diligência. É criar uma condição impossível e depois usar o seu não cumprimento como argumento contra a proposta.
Aí, sim, teremos uma excelente oportunidade de separar DILIGÊNCIA DE NARRATIVA.