A queda do esquema do argentino Cerimedo tem um efeito de explosão nuclear na organização da extrema direita latina.
Preso na Bolívia, quando Cerimedo tentou matar sua mulher grávida de quatro meses, a ação do governo boliviano está escancarando um mundo de fraudes, dinheiro e, principalmente, uma central de controle e atuação no mundo (e submundo) da internet.
Toda a extrema direita da Argentina, Brasil, Bolívia, México, Colômbia e Chile atuava interligada e gerida pelo grupo de Cerimedo.
Não há campanha de manipulação que não tenha partido das "fazendas de bots", da grana (dólar) e dos disparos de lá.
A queda na Bolívia teve repercussão imediata nos esquemas na Argentina, com o desbaratamento do modelo Milei de ação fraudulenta.
O bolsonarismo está de orelha em pé e apavorado.
Cerimedo foi o principal articulador de uma tal "auditoria" que buscou mostrar "fraude" na urna eletrônica.
Foi a partir de seu trabalho que o bolsonarismo lançou ataques por todos os lados na internet.
É quase impossível avaliar o dano causado pela queda do esquema Cerimedo, mas, pelo que já foi revelado, será grande.
A mídia corporativa brasileira, que vive numa bolha, cobrindo as eleições com "radinho" de pilha, ainda não entendeu o que está acontecendo.
O mundo e o submundo da internet estão em completo alvoroço, e a mídia brasileira fica procurando o Armínio Fraga para falar sobre "equilíbrio fiscal".
É a mais completa alienação numa área que tanto interfere nas eleições e nos países.
Pelo menos na Argentina, o El Clarín, La Nación e o Página 12 estão mais antenados com o novo mundo digital e nos informam sobre a explosão nuclear ocorrida na extrema direita do continente.
É certo que, no Brasil, este não deve ser o único problema a noticiar na campanha e nos obstáculos do candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, tão umbilicalmente ligado e dependente do esquema Cerimedo, agora estourado.
O excesso de notícias (sem notícias propriamente ditas) do caso Lulinha alavancou as cobranças no caso da grana do Vorcaro para a família do ex-presidente, num efeito comum em campanha eleitoral que está deixando sem rumo a campanha da extrema direita.
Como também estão sem rumo com a chegada do livro do ex-comandante da Aeronáutica, que rasgou as histórias fantasiosas e mostrou todo o caminho do golpe fracassado de 2022.
O caso de Cerimedo — importante alavanca do bolsonarismo — ocorre no momento em que a esquerda conseguiu equilibrar a "guerra eleitoral" na mídia digital.
Hoje o bolsonarismo não está sozinho e, pelo contrário, perdeu terreno.
A queda do "esquema Cerimedo" ainda terá impacto na campanha da oposição no Brasil.
E não será boa coisa.
Nas entrevistas de hoje, na Folha e no Estadão, o brigadeiro Carlos Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica, enterra sem choro, flores ou velas a história de que o ex-presidente é um perseguido injustamente condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
O livro que está publicando (Eu disse não - uma trincheira antigolpista - Editora Autêntica) mostra o ex-presidente Bolsonaro e seu grupo tentando organizar um golpe para anular a eleição, prender seus adversários e continuar no poder.
O brigadeiro conta tudo, inclusive seu voto em Bolsonaro na eleição e os passos seguidos do ex-presidente para dar o golpe.
A contestação às urnas eletrônicas, as concentrações nas portas de quartéis, a loucura de tentar explodir o aeroporto, os bloqueios de estradas eram trabalho para criar um clima pró-golpe, e a pressão sobre os militares foi intensa e sem quaisquer regras.
Para o brigadeiro, alguns militares ficaram pelo golpe, mas foram os que não aceitaram que acabaram bloqueando a trama golpista.
Todos os condenados - mesmo os altos cargos militares - mereceram a exemplar punição dada pelo STF, capitaneada pelo valente ministro Alexandre de Moraes.
Não sobrou nada da narrativa que se tentou criar de que só houve um movimento de velhas senhoras, com Bíblias e orações, em Brasília.
Foi uma trama golpista, e a cúpula bolsonarista, comandada pelo ex-presidente Jair, foi a fundo em todo o seu empenho para romper a democracia.
Não há mais espaço para aqueles que vacilaram naquele momento golpista e continuaram com suas narrativas diversionistas, como fizeram algumas TVs e rádios.
Foi um golpe. Foi uma traição. Foi uma canalhice do grupo do ex-presidente e dos jornalistas que acompanharam aquela loucura.
São Paulo melhor de verdade é com Haddad governador!
O ministro da Educação que criou o ProUni, o Sisu, os Institutos Federais e a expansão das universidades federais.
O prefeito que abriu 100 mil vagas em creches, ampliou as ciclovias e os corredores de ônibus em São Paulo.
O ministro da Fazenda que isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês, enfrentou privilégios e fez a Reforma Tributária.
Uma trajetória de trabalho, experiência e muitas conquistas. Agora, essa história continua em São Paulo. É 13!
É muito difícil falar sobre estatais com o público médio, porque foi implantada a ideia absurda de que uma empresa pública existe, necessariamente, para dar lucro.
Mas lucro para quem? Para o Estado?
Uma estatal existe, antes de tudo, para atender à população.
Se uma empresa de água decide priorizar o lucro acima do atendimento, o que ela fará? Vai reduzir custos, adiar investimentos, diminuir equipes e economizar na manutenção.
Com energia, transporte, correios e outros serviços essenciais, a lógica é a mesma.
Quando a busca pelo lucro se torna o objetivo principal, investir passa a ser tratado apenas como custo.
Manutenção vira despesa. Expansão do atendimento vira prejuízo. E regiões menos rentáveis acabam abandonadas.
Nenhum país sério discute uma estatal apenas nesses termos: “O governo colocou dinheiro, portanto teve prejuízo”.
Atender à população nunca é prejuízo. É investimento em infraestrutura, dignidade e qualidade de vida.
Uma estatal é o dinheiro dos impostos retornando à sociedade por meio de serviços públicos. O que precisa ser combatido é a corrupção, o desperdício e a má gestão, não o investimento público.
É claro que, quando uma estatal consegue cumprir sua função social e ainda gerar lucro, melhor ainda. Mas o lucro deve ser consequência de uma boa gestão, nunca a razão principal de sua existência.
"Si vous avez déjà atteint soixante ans, cessez de compter les pièces et commencez à compter les moments.
Parce que pendant que vous continuez à épargner “au cas où”, les “au cas où” affûtent leurs crocs, attendant votre fatigue pour profiter de ce que vous ne vous êtes pas permis.
Vous avez déjà travaillé, déjà élevé vos enfants, déjà souffert.
Maintenant, c’est votre tour de regarder l’aube avec calme, de vous offrir ce que vous avez toujours reporté, de prendre le café le plus cher sans culpabilité et avec un sourire.
Ne vous lancez pas dans des affaires folles et ne vous laissez pas convaincre par le fils “entrepreneur” qui a toujours une “grande idée” et jamais de facture payée.
Et s’il vous plaît : ne vivez pas avec vos enfants. Visitez-les, embrassez-les, mais conservez votre porte et votre paix.
Ne portez pas les problèmes de quiconque. Les petits-enfants sont là pour rire, pas pour être élevés ; les enfants, pour aimer, pas pour subvenir à leurs besoins.
À cet âge, prenez soin de votre corps, mais surtout de votre esprit. Ne parlez pas trop de maladies ni de pilules ; parlez de voyages, de chansons, de souvenirs heureux.
Et si quelqu’un vous dit que “vous ne servez plus à rien”, souriez avec élégance… et pensez que cette personne ne comprend pas encore ce que c’est d’aller loin sans rien devoir à personne.
Riez, vivez et laissez les autres s’aigrir à leur guise.
Vous avez déjà gagné : vous êtes toujours là, debout, avec une histoire et du style.
Et ça, c’est vraiment un privilège !"
Gabriel García Márquez
Não há mais espaço para o negacionismo climático.
Todo o apoio às famílias das vítimas que perderam a vida atingidas pelos fortes ventos ocorridos ontem no nosso estado, principalmente no litoral, região de Sorocaba e capital.
A crise climática é foco de atenção desde o início do governo Lula. Além das políticas transversais, o governo anunciou um pacote de R$ 1,33 bilhão para minimizar os impactos de eventos climáticos extremos no país, além do apoio a agricultores, prevenção a incêndios, monitoramento do nível dos rios e para a Força Nacional do SUS.
Tarcísio usou o boné de Trump e Trump tarifou o Brasil, afetando a economia paulista. Tarcísio homenageou Milei e o verme fascista que envergonha os argentinos de bem insultou todos os brasileiros. São Paulo pode e deve mudar para melhor. Haddad é a civilização contra a barbárie.
"Quando vi artistas como o Lobão e o Roger [do Ultraje a Rigor] apoiando a direita, fiquei muito decepcionado", afirma Tony Bellotto no #RodaViva.
#TVCultura#SomosCultura
PATÉTICA: a expressão de Moro é o retrato da decadência política e moral de quem passou anos fingindo combater a corrupção. O ex-juiz que se vendia como paladino da moral aparece ao lado de Flávio Bolsonaro enquanto o senador confirma que encontrou Daniel Vorcaro quando ele estava em prisão domiciliar.
Na direita tem negro que vota em racista. Professor que vota em quem chama professores de vagabundos. Gay que vota em homofóbico. Cristão que vota em quem apoia tortura. Servidor público que vota em quem privatiza. Mulher que vota em quem é contra igualdade salarial para mulheres
Estoura a noticia da amizade Flávio-Vorcaro.
Pânico.
Chamam o líder para abafar. “Não pode, acharam 450 mil em espécie na casa dele”.
Está fora.
“Que tal o governador CEO?”, arriscam. “Não dá, levou grana de ligado ao Master na campanha”.
Hum. Difícil.
“O deputado de MG podia gravar um vídeo”, propõem. “Nem pensar: viajou no jatinho de Vorcaro”.
As opções minguam.
Nem o chefe poderia - está preso e recebeu grana na campanha. Do Master.
O velho nome volta à baila: ex-ministro, líder do centrão, camaleão pelo próprio interesse, o habitué da TV paga.
“NÃO! Recebia mesada de Vorcaro, tinha triplex de 22 milhões, está atolado na lama”.
Tensão. É preciso prudência - mas ela rareia.
O chefe parlamentar, o ex-governador do RJ e o do DF estão na mira por fundos estaduais injetados no Master.
Nem vão cogitar.
O cerco aperta. A defesa não vem, as mentiras se sucedem. Tic-tac.
E a mídia? “Faz a parte dela: inventa, mistura, confunde, mas não resolve”.
A solução escapa. Nem aqui, nem lá fora - o fugitivo pode ser preso pela casa onde vive.
Falta pouco. Medo. Desespero. E a última cartada - rezar.
“Não na lagoinha”, recomendam. Faz sentido. Nada escapa no Bolsomaster.