Dito isso: só essa semana enviei uns 4 pacientes para fazer uma viagem de 1h30 para se aventurar (sim, pois nunca tenho certeza se o exame será mesmo realizado) em uma UPA da capital em busca de USG (esses pacientes poderiam muito bem ser avaliados com um USG portátil)
Acho triste como se criou um grupo de pessoas que agem como se tivessem certeza absoluta de como uma UBS funciona, quando, na verdade, falam coisas que deixam claro que eles nunca estiveram em uma.
Uma questão sobre a pseudo baixa complexidade da APS é que, atuando como MFC, você aprende que cada vida atendida é uma vida salva. O ponto é que a morte evitada não vai ser vista por você, médico do dia, mas por um familiar que terá mais tempo com os seus daqui a alguns anos.
Se uns ficaram chateados com a moça que faz saúde da mulher, pois não é ginecologista, por que achariam normal que ela estivesse trabalhando em uma UBS em local de alta vulnerabilidade, por exemplo? É preciso entender que MFC tem RQE e que ele não vale menos que os outros .
Dito isso, a APS é difícil para caramba e, não, não estou falando que recém formado não pode trabalhar na UBS. Estou dizendo que pacientes atendidos por MFC possuem melhores desfechos (é fato).
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