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A data do lançamento não poderia vir em momento mais oportuno: logo hoje, quando o filme e sua lisura ganham os holofotes do país com as declarações e desdobramentos da ações truculentas de Flávio Dino.
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Eu acabei de assinar o abaixo-assinado em apoio ao Ministro André Mendonça. Se você também deseja manifestar seu apoio, assine e compartilhe. Participe: https://t.co/cfBv4ezjuq
CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Ministro Edson Fachin
Excelentíssimo Senhor Ministro Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal,
Escrevo esta carta aberta porque o Brasil chegou a um momento em que o silêncio institucional não serve como resposta.
As informações que vieram a público sobre o caso Banco Master ultrapassaram os limites de uma controvérsia política.
Estamos falando de documentos, mensagens extraídas do aparelho de Daniel Vorcaro, relatório produzido pela Polícia Federal e fatos que alcançam os mais altos níveis das instituições da República.
O ministro André Mendonça entendeu que essas informações devem chegar ao Plenário do Supremo Tribunal Federal.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao questionar a validade das diligências determinadas pelo relator, sustentou que eventual aprofundamento envolvendo um integrante do Supremo deveria passar pela Presidência da Corte e pela deliberação do Plenário.
Pois bem, ministro Fachin.
SE O CAMINHO É O PLENÁRIO, QUE SEJA O PLENÁRIO.
E é exatamente por isso que me dirijo ao senhor.
PAUTE.
Coloque o assunto diante dos onze ministros.
Faça a sessão presencial.
Faça a sessão pública.
Permita que os fatos sejam conhecidos, debatidos e enfrentados institucionalmente.
E permita que o Brasil saiba qual é a posição de cada integrante da Suprema Corte.
O que não podemos admitir é uma situação contraditória:
dizer que um ministro não poderia avançar sozinho porque a competência seria do colegiado e, depois, permitir que o assunto jamais seja submetido ao colegiado.
SE SOMENTE O PLENÁRIO PODE DECIDIR, ENTÃO O PLENÁRIO PRECISA DECIDIR.
Não daqui a meses.
Não quando o assunto tiver desaparecido das manchetes.
Não depois das eleições.
AGORA.
Ministro Fachin,
as mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e divulgadas pela imprensa colocaram diante do país perguntas extremamente graves.
Dois dias antes de sua prisão, Vorcaro teria perguntado a Alexandre de Moraes:
“Acha que 2ª tenho que estar fora?”
Em outra mensagem divulgada, aparece:
“Temos que dar um jeito de desarmar isso.”
Também foram divulgadas mensagens em que Vorcaro pergunta sobre a possibilidade de “bloquear” determinada situação e pede que Alexandre de Moraes tente “sensibilizar” o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Há ainda o contrato entre o Banco Master e o escritório ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes, que, segundo informações publicadas, poderia alcançar aproximadamente R$ 131 milhões.
Registros de metadados divulgados pela imprensa atribuem modificações em uma versão desse documento a um perfil denominado “Ministro Alexandre de Moraes”.
São fatos e registros que exigem esclarecimento.
O BRASIL PRECISA SABER O QUE ACONTECEU.
Quem sabia o quê?
Quando soube?
Que informações circularam?
Por que essas mensagens foram enviadas?
Houve os contatos solicitados?
Houve encontro?
Qual foi a extensão da participação de cada pessoa?
Quem utilizava os telefones identificados?
O que foi alterado nos documentos?
E aqui, ministro Fachin, existe um fato especialmente importante.
ESSA NÃO É UMA PREOCUPAÇÃO QUE SURGIU AGORA.
Meses atrás, durante os trabalhos da CPMI, nós já havíamos encontrado um número de telefone relacionado às comunicações de Daniel Vorcaro.
Solicitamos oficialmente às empresas responsáveis a identificação daquela linha.
E a resposta que recebemos foi objetiva:
O NÚMERO ESTAVA VINCULADO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Naquele momento, tivemos o cuidado institucional de não atribuir aquele telefone a qualquer ministro sem a identificação oficial de quem efetivamente utilizava a linha.
O que fizemos?
Determinamos que o próprio Supremo Tribunal Federal fosse oficialmente provocado para informar quem utilizava aquele número no período em que ocorreram as comunicações com Daniel Vorcaro.
A pergunta que fiz naquele momento continua de pé:
QUEM ESTAVA DO OUTRO LADO?
Qual autoridade?
CONTINUAÇÃO NOS COMENTÁRIOS.
Segundo o próprio alexandre de moraes, em seu voto que condenou a Débora do batom a prisao, mensagens apagadas sao a prova da tentativa de obstruir as investigações.
Alexandre prenderia o próprio Alexandre.