**Carta Aberta aos Órgãos de Comunicação Social**
🗣️ Na qualidade de Presidente da Juventude Popular, expresso a minha profunda preocupação e indignação perante o silêncio quase total dos órgãos de comunicação social, relativamente aos acontecimentos ocorridos na Marcha pela Vida, em Lisboa.
Foi um evento cívico, pacífico e legítimo, no qual participaram milhares de cidadãos no exercício dos seus direitos fundamentais. No entanto, assistimos a episódios de agressão e perturbação que, pela sua gravidade, mereciam um escrutínio público, isento e proporcional. Ou, eu já só pedia que tivesse sido dado a conhecer. Infelizmente, tal não se verificou.
⚠️ Este silêncio torna-se ainda mais incompreensível quando comparado com a cobertura mediática de outras manifestações, nomeadamente no contexto do chamado “pacote laboral”, onde atos de violência, incluindo o incêndio de contentores, o arremesso de objetos e confrontos junto à Assembleia da República, foram amplamente difundidos, analisados e debatidos durante dias.
🗞️ A disparidade de tratamento levanta questões legítimas sobre imparcialidade e responsabilidade social dos meios de comunicação. A informação deve ser tratada com rigor, mas também com equilíbrio, garantindo que todos os acontecimentos relevantes são devidamente reportados, independentemente da natureza ou orientação das iniciativas em causa. O que se viveu não foi só “um incidente”.
Num Estado de Direito democrático, a liberdade de imprensa é um pilar essencial, mas essa liberdade deve caminhar lado a lado com o dever de informar com verdade, pluralismo e justiça.
Em meu nome e em nome da JP, apelo a que os órgãos de comunicação social revejam a sua atuação neste caso concreto, para que, no futuro, assegurem uma cobertura mais transparente dos acontecimentos.
A confiança dos cidadãos na comunicação social constrói-se com consistência e isenção.
🚫 Atirar um cocktail molotov para cima de pessoas, incluindo crianças, vai muito além de discordar com uma causa, é um comportamento inaceitável que coloca vidas em risco!
✍🏻 Catarina Marinho
Presidente da Juventude Popular
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