A loucura de Rodrigo Garro contaminou um bando inteiro em Barueri. Só um ser humano completamente desprovido de lucidez poderia acreditar nos minutos finais do Dérbi. Ou seja: qualquer corinthiano.
Depois do gol de Yuri Alberto, abriu-se a porta da imaginação. A expulsão de Cássio foi o início de uma sequência de delírios. Tudo era alucinação e realidade ao mesmo tempo. Tudo era possível.
Com Gustavo Henrique no gol e Raniele na linha, o Timão lutou até o sol raiar pelo empate. Não é nome de música, é inspiração. Tema de quem sempre acredita, mesmo que pareça maluquice. De quem se sacrifica por uma falta, que seja, para ter uma última chance de contrariar a lógica burra.
Por ela, Garro talvez cruzasse na área. Mas isso seria tão careta… Uma voz sussurrou em seu ouvido: “chuta”. Era a loucura se anunciando, pronta pra guiar a bola e tirar as mãos de Weverton do caminho.
É tanta doideira que, se você contar por aí, ninguém acredita. Mas quem precisa já acreditava antes mesmo do jogo começar.
Como? Não tente entender. Só os loucos sabem.
📸 Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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