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Últimos acontecimentos da TL
O dia 7 de Outubro foi marcado por uma sucessão de acontecimentos que agitaram a timeline e decretaram, oficialmente, o fim do Setembro Amarelo. Embora, pensando bem, de amarelo este só teve mesmo o sol.
Jasmine, conhecida membro da Twitter Elite e, aparentemente, também da UNICEF, foi, sem dúvida, uma das grandes guerreiras do dia. Lutando em três frentes distintas, acabou carinhosamente baptizada de Xena, a Princesa Guerreira.
Primeira frente: feminismo e sororidade
De um lado, Jasmine, defendendo a ideia de que mulheres devem apoiar mulheres. Do outro, a nossa querida mãe de Gervásio e Maria Ambrósio, também conhecida como Jéssica Rabbit. Optamos por não utilizar o seu nome verdadeiro, uma vez que ela já havia solicitado anteriormente que assim fosse.
A discussão rapidamente ganhou proporções maiores quando surgiram outras vozes defendendo que a senhorita Rabbit, assim como outras mulheres que não se identificam com o movimento feminista, não deveriam usufruir de determinados direitos e benefícios conquistados pelo próprio feminismo, incluindo o direito ao voto.
Uma curiosa interpretação de sororidade, diga-se de passagem.
Segunda frente: violência contra homens e mulheres
No segundo campo de batalha, um jovem, cujo nome não habita actualmente a memória desta humilde escritora, manifestou indignação perante aquilo que considerava ser uma diferença no tratamento dado à violência sofrida por homens e mulheres.
Jasmine, munida dos seus já conhecidos poderes de má interpretação, respondeu apresentando dados estatísticos sobre a percentagem de homens e mulheres vítimas de violência.
Foi então que surgiu uma questão nesta escritora e, aparentemente, em alguns dos espectadores:
Se os homens sofrem determinados tipos de violência em menor número, isso significa que perdem o direito de sentir, denunciar ou reclamar quando são vítimas?
Uma pergunta simples. A discussão, contudo, esteve longe de ser simples.
Terceira frente: Leia chega à TL
E chegamos, talvez, à mais interessante das discussões do dia.
A conhecida Leiaitslove resolveu dar as caras no Twitter, acompanhada por vários dos seus seguidores. A chegada, entretanto, não foi exactamente recebida com flores.
Algumas vozes manifestaram indignação e desconforto com a presença de pessoas vindas da rede vizinha, levantando a velha questão de quem pode ou não ocupar determinados espaços desta internet.
E, porque aparentemente não poderia faltar o dedo da nossa Xena, Jasmine defendeu que a conta de Leia deveria ser denunciada.
Naturalmente, isso levantou outra questão:
Se o conteúdo publicado por Leia é, em essência, um tipo de conteúdo que já circula normalmente nesta rede, por que razão deveria ela receber um tratamento diferente?
Emanuel, numa intervenção que aparentemente acabou por contribuir para o posterior desaparecimento/desactivação da conta de Jasmine, questionou por que razão ela se sentia ameaçada pela presença de Leia, sobretudo quando, segundo ele, ninguém teria interesse nela.
Depois da retirada de Jasmine, surgiu uma nova questão na timeline:
Afinal, se ela defende o feminismo e a sororidade, por que estaria a tentar retirar outra mulher daquele espaço?
E assim chegámos ao ponto em que a TL deixou de parecer Twitter e começou a parecer uma reunião de fofoqueiras do bairro.
E ainda houve espaço para um Space.
Emanuel dirigiu uma conversa sobre uma questão que talvez merecesse mais reflexão do que os próprios barracos da timeline:
Julgar mulheres que prestam serviços de afecto é uma questão de moralidade ou, em muitos casos, apenas de hipocrisia?
E foi assim que terminou mais um glorioso episódio da nossa querida TL.
Sim, tens razão, Miguel devia ser o único a vender caipirinhas, deter mesmo o monopólio e continuar a ser mal educado, encher açúcar e escolher a quem quer atender.
Concorrência é uma cena off, devia ser ele só. Tipo LAM, EDM assim.
São monopólios bebê 🤏🏾🤏🏾🤏🏾