O Salário Mínimo Nacional deixou de ser um piso, em Portugal, passou a ser a bitola….
O salário mínimo como bitola é a compressão silenciosa da economia portuguesa…
Dados recentes do Banco de Portugal mostram um índice de Kaitz próximo dos 90%: o salário mediano está encostado ao mínimo. Isto significa que o mínimo já não protege apenas a base da distribuição salarial, define-a.
Cada aumento deixa de afetar apenas os mais vulneráveis e passa a arrastar o centro, por via administrativa e não por criação de valor.
O efeito mais imediato é a compressão. A diferença entre quem entra no mercado e quem investiu em qualificação ou experiência torna-se residual. O prémio pelo esforço desaparece, trabalhar mais, saber mais ou produzir mais passa a valer quase o mesmo.
A fiscalidade agrava o problema, pequenos aumentos salariais são rapidamente absorvidos por impostos e contribuições, tornando a progressão ainda menos visível no rendimento líquido, a compressão não é apenas salarial, é também fiscal.
Do lado das empresas, o impacto é desigual. As grandes estruturas absorvem, as PME ajustam: menos horas, menos contratação, mais precariedade, o emprego não desaparece necessariamente das estatísticas, mas degrada-se.
O próprio Estado reforça este mecanismo,como grande empregador e financiador da economia, difunde o salário mínimo como referência implícita, estendendo a compressão a vários setores.
O resultado aparece como uma melhoria estatística da desigualdade, mas é uma igualdade achatada, quando os salários se colam, as carreiras deixam de progredir, e quando não há progressão, o talento sai. A emigração qualificada é, em parte, um reflexo desta ausência de diferenciação.
Nada disto implica que o salário mínimo não deva crescer, implica, sim, que não pode substituir a produtividade como motor da evolução salarial, quando isso acontece, deixa de ser proteção e passa a ser distorção.
Portugal não tem apenas salários baixos, tem salários comprimidos e enquanto o mínimo for a bitola de todo o sistema, continuará a ter mais igualdade nos números e menos mobilidade na vida.
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Depoimento"Comecei a licenciatura em História na NOVA FCSH, em 2020, com esse Pokémon, que se chama Afonso e há de ter 23-24 anos. Fez algumas aulas no primeiro semestre, felizmente não convivi com ele porque foi na altura da COVID, e tínhamos aulas em regime semi-presencial, por turnos (éramos de turnos diferentes). Esse gajo achou que era boa ideia ligar o seu microfone numa aula para gritar "Angola é Nossa" (perante uma turma que tinha, entre outros, alunos angolanos) e outras barbaridades, além de mostrar a sua coleção de parafernália Salazarista (incluindo um uniforme da Mocidade Portuguesa). Aparecia nas aulas com uma mala, um sobretudo e um chapéu, de bigode, e fazia sempre uma vénia com o tal chapéu. Depois disso desapareceu, e claro está que nunca acabou a licenciatura."
Vou dar a minha opinião sobre esta "trapalhada toda", embora não seja "conciliadora"....
Anda meio mundo a "panicar" com os números dos Estates( aqui tenho a minha quota de responsabilidade ) 😃
Confiança do consumidor da University of Michigan nos 47,6.
Petróleo a disparar e a cair na mesma semana.
Dívida nos 39 biliões.
Juros a subir e a começar a doer a sério.
E pronto, lá vem o coro do costume: “isto agora é que vai rebentar, vai tudo com as “couves”, para não dizer com o c@r@lh@, mas devo ser polido nas análises, para não "fugir o pé para o chinelo"...
Já ouvi isto vezes demais, o que pouca gente diz é o óbvio:
Isto já devia ter sido ajustado há muito tempo.
Durante mais de uma década, andámos a fingir que havia crescimento sem custo. Dinheiro barato, risco escondido, empresas que sobreviviam porque o financiamento era praticamente grátis.
Isto não era capitalismo, era uma versão meio artificial dele.
Agora o custo voltou, e de repente parece que o mundo acabou.
Vamos ao petróleo.
Sim, está caro. Sim, isso é inflação, mas não vale a pena inventar.
Mas também não vamos fazer de conta que os Estates estão do lado errado disto. Hoje são uma máquina energética, produzem, exportam, mandam neste jogo há 15 anos….
Enquanto a Eurozuela entra em stress sempre que há barulho no Médio Oriente, os americanos estão sentados em cima do activo mais importante desta década.
Isto tem impacto negativo no curto prazo? Claro que tem.
Mas ignorar o lado estratégico disto é não perceber metade da história.
A dívida é outro tema onde há muito teatro ( eu incluido)
“39 biliões! Insustentável!”
Ok, é verdade, mas só agora é que isso incomoda?
Durante anos, ninguém quis saber porque os juros estavam a zero. Agora que subiram, descobrimos todos que afinal há um custo.
Que surpresa!?!
Os yields estão a subir porque o risco está finalmente a ser tratado como risco. Isto não é colapso, é o mercado a deixar de fingir.
E há uma coisa que está a passar ao lado de muita gente, o dinheiro está a mudar de sítio, devagar, mas está. Sai de dívida fácil, de activos inflacionados por liquidez, de "histórias bem vendidas e contadas"…
e começa a ir para coisas que dão cash flow a sério.
Energia. Infraestruturas. Indústria.
Nada disto é novo. Só deixou de ser ignorado.
A confiança nos mínimos?
Claro que está.
As pessoas estão a sentir os preços, os juros, a incerteza. Não há romantismo nisso. Mas também acho que era inevitável.
Durante anos viveu-se com uma percepção de riqueza que não era bem real ( já escrevi mais de cem vezes sobre isto) .Agora há um ajuste, e ajustes não são simpáticos, mas são necessários.
Sobre o Donald Trump — nem 8 nem 80.
Não é ele que inventa isto tudo, mas também não está propriamente a travar.
Diria até que está confortável com o choque. Porque isto de limpar excessos, forçar o custo do dinheiro, puxar pela economia real ,encaixa bem na narrativa dele.
Agora, achar que isto é tudo “plano genial”?
Isso já é outra conversa, que não vou ter hoje …
No meio disto tudo, há uma pergunta que quase ninguém quer fazer: e se isto não for uma crise…mas sim o fim de um período anormalmente fácil?
Porque, se for isso, então muita coisa vai ter de mudar:
Expectativas de retorno, forma de investir,setores que lideram crescimento.
E isso custa, principalmente a quem estava confortável no modelo antigo.
Isto pode piorar antes de melhorar? Pode e vai ...
Mas chamá-lo de “fim do sistema” é mais emocional do que analítico.
O sistema não está a falhar, está a ser obrigado a funcionar sem anestesia e isso doi, todos sabemos .
E isso, para muita gente, parece uma crise.
No fim do dia, é simples, ou continuamos a ler isto com a cabeça de 2015, ou percebemos que o jogo mudou, ou pelo menos o tabuleiro...
Quem ainda está preso à primeira vai ver caos em tudo, quem já percebeu a segunda começa a ver para onde o capital está a ir.
A resposta de cada um é que realmente interessa, no fim do dia… 😘
Se pesquisares nos meus post, tentei ajudar a “ ler” relatórios e contas, balanços , Dr e Fluxos de caixa, das empresas ( melhor forma de entrar em stocks) , de pouco ou nada serviu ( talvez há uns 2 anos) recentemente, analisei as contas das principais empresas alemãs e italianas ( fabricantes automóveis) , para tentar “ despertar” as mentes para a sua importância ( R&C) , este é apenas um exemplo…
Tento explicar as contas da TAP, as contas do orçamento de estado, as “ falácias “ do superávit e afins….
Nunca irei dar “ peixe”, irei sim, sem qualquer contrapartida, ajudar a pescar…
Mas talvez seja um velho rezinza do Restelo…
@urso_de_shorts@al_antdp Percebo. Só que nunca foi o proprio presidente do US a fazer isto, e nesta escala. Estamos a falar de matar pessoas para ter lucro.
@pedromicabeca@Simao_Jorgensen Porque o chega quando fala de portugueses de bem, não é a favor da eugenia...o cartaz nesta manifestacão não faz sentido.
@urso_de_shorts Ele quer ajuda sem pedir ajuda. Ele que baixe a bolinha e admita que precisa. Mas percebo as consequências de não se fazer nada. Por outro lado, os aliados estão a ajudar. Ele utiliza as nossas bases a vontade certo?
@urso_de_shorts Ele que ative o artigo 5 . Percebo o que dizes. Mas ele lançou esta guerr sem passar cavaco a ninguém. Honestamente, não sei se a Europa deve alinhar ou não.
First promo for the animated 'Firefly' series just dropped
They need fans to like their post on IG "to convince folks that this is something people want."
(via IG | https://t.co/6A8rICEQhF)
@enfermeira_a Trabalhei nos salesianos. Claro que nos indignamos com o valor do estado. Mas uma escola, que supostamente tem valores católicos fazer segregação de alunos… além de que os salesianos tem muito dinheiro. É vergonhoso que façam isto. O director da paróquia calça um salário mínimo