Essa é boa. O Senado rejeitou a classificação de PCC e CV como terroristas no ano passado. O que fez Flávio Bolsonaro? Senador não estava no plenário e não defendeu a medida. A votação foi simbólica, sem contabilização do voto individual de cada senador. Os senadores contrários à emenda deveriam não se manifestar, e o trecho foi rejeitado. Flávio não estava no plenário e teve seu voto considerado como contrário à emenda, assim como a maioria (Folha)
Não há ninguém sério, no mundo jurídico, na esfera militar ou entre os profissionais de segurança, que concorde com essa iniciativa dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Todos sabem que os EUA vivem em uma permanente “guerra ao terror” e que esse rótulo funciona, na prática, como um mote para legitimar intervenções em outros países, inclusive no Brasil.
Na semana passada, por exemplo, dois agentes norte‑americanos morreram em um acidente de trânsito no México, e posteriormente veio à tona que eles eram oficiais de inteligência, identificados pela imprensa como integrantes da CIA, envolvidos em operação antidrogas em Chihuahua sem autorização clara do governo mexicano. O episódio acendeu o alerta sobre a atuação clandestina de agentes dos EUA em território estrangeiro e desencadeou um debate sobre violação de soberania no México. Agora, imagine esse tipo de abordagem sendo replicado aqui no Brasil sob o pretexto de combater o “terrorismo” associado a facções brasileiras.
Nenhum político minimamente responsável pode aceitar, muito menos celebrar, que outro país se arrogue o direito de intervir em seu território com base em uma classificação unilateral de grupos internos como terroristas. Além disso, há um enorme tiro no pé para setores da própria extrema direita que se lambuzam com dinheiro de bancos e de grandes instituições financeiras, inclusive por vias que podem se cruzar com esquemas de lavagem associados ao PCC e a outras facções. Se os EUA passam a rotular o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas globais, qualquer fluxo financeiro conectado a essas redes pode levar também à classificação de indivíduos, empresas e grupos políticos como apoiadores do terrorismo, com risco de sanções e bloqueios patrimoniais.
Portanto, não há nada de sério ou de genuinamente cooperativo nessa decisão; trata‑se de uma medida que amplia o poder de intervenção dos EUA e cria um enquadramento jurídico-político extremamente perigoso para a soberania brasileira. E é importante lembrar que muitas pessoas e instituições que combatem duramente o PCC e o Comando Vermelho também são contra essa classificação como terrorismo, justamente porque ela desloca o problema do campo da segurança pública e da justiça criminal para o campo da guerra e da intervenção externa, com todas as consequências que isso implica.
Sabia que a maior operação contra o crime organizado aconteceu durante o governo Lula? A Carbono Oculto mirou um esquema de R$ 52 bilhões lavados em fintechs da Faria Lima.
Com esse valor daria pra atender a 388 pedidos de 134 milhões que o Flávio pediu ao Vorcaro do Master.
Às 22h desta quinta, bancos brasileiros já haviam recebido dois pareceres sobre os efeitos extraterritoriais do carimbo de “terrorista” sobre CV e PCC. Ambos sinalizavam para o risco de suas operações e o medo imposto ao investimento estrangeiro no país https://t.co/m1S2gAae7V
Ainda é cedo para sabermos todos os impactos que essa classificação do PCC e do CV como grupos terroristas trará para o Brasil.
O que chama a atenção, de imediato e mais uma vez, é a submissão de políticos como Sérgio Moro, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema ao bolsonarismo, dando os parabéns a Flávio Bolsonaro.
Flávio é senador da República por um dos estados que mais sofre com o crime organizado e as milícias e nunca fez nada para combater efetivamente essas organizações criminosas. Agora, como pré-candidato à Presidência da República, o melhor que conseguiu apresentar sobre o tema foi pedir ajuda a outro país.
Demonstra que é alguém totalmente despreparado para o cargo que pleiteia e que o objetivo principal da sua ação não é resolver o problema de segurança do Brasil, mas sim tirar o foco das investigações sobre o seu envolvimento com o banco Master.
A extrema direita brasileira articula ostensivamente no Congresso Nacional contra os projetos que fortalecem institucionalmente o governo federal para combater nacionalmente o crime organizado, como a PEC da Segurança.
E quer tentar te convencer que a solução vem de fora: enfraquecer nossa soberania para uma potência estrangeira tentar resolver esse problema.
Não querem nacionalizar, mas querem internacionalizar.
Como se mudança de nomenclatura de facção criminosa para organização terrorista fosse uma bala de prata ou panaceia. Não será.
Vale dizer que há grandes cidades americanas que também enfrentam problemas com gangues relacionadas ao tráfico de drogas. Não sei de onde tiraram que são exemplos de qualquer coisa.
O crime organizado é um problema grave no Brasil. Um dos mais graves. Mas não vai ser com populismo entreguista que o problema será resolvido.
Cooperação internacional sim é necessária. Submissão voluntária nunca!
A prefeitura de SP aumentou gastos com shows em quase 200% antes das eleições de 2024, quando Ricardo Nunes se candidatou à reeleição. Encontramos shows suspeitos, sem licitação e sem evidência se aconteceram, além de doações de assessores da Cultura https://t.co/nsYP1HGbx3
Nikolas Ferreira e Mario Frias ficavam de ceninha nas redes sociais postando "Delata, Vorcaro!"
Hoje já sabemos que um estava com o numero salvo no celular do Vorcaro e outro mandou audio agradecendo a ele por um dinheiro.
É absolutamente impossível uma produção com um visual tão absurdamente grande de filme para televisão americano ter custado mais que algo como “Conclave” ou “A Substância”
Em poucos dias, Flavio Bolsonaro foi de negar qualquer contato com Vorcaro para admitir que se encontrou com o banqueiro já preso. Não há gestão de crise possível num desastre desses.
Digimais: com um rombo de 8,5 bilhões de reais, o banco do bispo Edir Macedo é a nova dor de cabeça do Banco Central, do FGC e do mercado.
Leia a reportagem de @consuelodieguez, publicada em março no site da piauí.
https://t.co/zBxyFP83Fp