A deputada federal @anyortiz enquadrou comunista de iphone cheia de “consciência social” que usava a skin de oprimida e omitia ser rica.
Alguém anotou a placa?
This is true socialism.
In France.
École Primaire La Planette is a primary school in Nîmes, a town in southern France.
A child recently fainted because of the heat (40 deg). Classes were being taught in corridors to get out of the heat.
The parents got together to raise money for five portable air conditioning units. It took them only 3 days to raise the €2,000.
They installed the units.
Great, you think.
Not according to the current municipal team in Nîmes (left-wing coalition led by communist mayor Vincent Bouget). Bouget has told the school to remove the units because “it sets a precedent” and “in some neighbourhoods, parents don’t have the means to act”.
Yes, you read that correctly.
He is objecting on the grounds that it is unfair to other schools and causes inequality.
For the first time, researchers have identified exactly what Roman builders were adding to their concrete to make it last for centuries....
At an unfinished building site in Pompeii, abandoned during the eruption of Mount Vesuvius in 79 AD, archaeologists uncovered something rare: Roman concrete materials that were prepared but never mixed. That frozen moment revealed how Roman builders actually made their concrete.
Instead of mixing lime and water the way we do today, they combined quicklime with volcanic ash first, then added water. The reaction produced intense heat and left behind tiny fragments of reactive lime trapped inside the hardened concrete. When cracks later formed and water seeped in, those fragments reacted again and sealed the damage from within.
In other words, some Roman concrete was intentionally engineered to heal its own cracks — and it’s still doing it nearly 2,000 years later.
Archaeological Park of Pompeii
#archaeohistories
🚨 CHINA LE ROBÓ LA IA A ANTHROPIC.
Y lo hicieron durante 45 días seguidos.
Anthropic acaba de acusar a Alibaba de lanzar el mayor ataque de robo de IA de la historia.
El objetivo: extraer las capacidades de Claude… sin pagar ni un dólar.
Cómo lo hicieron:
→ Crearon casi 25.000 cuentas falsas
→ Ejecutaron 28,8 millones de conversaciones con Claude
→ Todo entre el 22 de abril y el 5 de junio de 2026
El método se llama “ataque de destilación”.
Básicamente: entrenan tu propio modelo… con las respuestas del modelo de tu competidor.
Anthropic tiene a Claude bloqueado en China.
Alibaba encontró la forma de saltárselo igualmente.
Y no fue solo Alibaba.
DeepSeek, Moonshot AI y MiniMax también están en la lista.
Anthropic ya envió una carta al Senado y a la Casa Blanca.
Piden medidas urgentes.
La guerra por la IA no es solo tecnológica.
Es una guerra de espionaje industrial.
Y acaba de hacerse pública.
The Earth just experienced FOUR significant earthquakes in a single day.
First, it was a Magnitude 5.6 in California’s Redwood Valley.
Then, 7 hours later, a devastating “double” quake inflicted massive destruction in northern Venezuela. The first one at Magnitude 7.2, followed by an even larger Magnitude 7.5 only 39 SECONDS later.
Finally, a mere 25 minutes after the Venezuela twins, a Magnitude 6.9 marine earthquake struck offshore of Kuji, Japan.
Very rare to see this much seismic activity across the globe in such a short period of time.
O governo Lula rebaixa e degrada ainda mais a já deplorável qualidade do ensino público no Brasil ao instituir a Escola Nacional de Hip-Hop. Militância e doutrinação ocuparão espaço que deveria ser dedicado à matemática, ciência e língua portuguesa. O programa ensinará rap, DJ, breaking e graffiti (pichação). A surpresa é que a maconha foi deixada de fora. O programa aplicará R$ 50 milhões do nosso dinheiro no emburrecerimento e desprepararo de jovens para o mercado de trabalho e uma vida mais digna. Isso é Lula!
My girlfriend asked why I was smiling at my phone at 3AM.
I lost my job last week.
Rent due in 4 days.
No backup plan.
Then I found a 33-year-old nerd who turned $1,000 into $946,207 trading Bitcoin with a trick he stole from hurricane forecasts.
No finance degree. No trading desk. Just a method every meteorologist uses and every trader ignores.
The method: meteorologists never forecast tomorrow with a single model. They run 31 and count the votes. He applied that exact framework to Bitcoin.
Built a Claude agent that reads every 5-minute BTC candle and feeds it into MiroFish simulator running 31 parallel prediction paths.
Trade only fires when 28 out of 31 models agree.
Below 26 votes? Trade dies instantly.
The agent moves faster than any human trading desk:
→ Collects market data 24/7 without breaks
→ Runs continuous simulations inside MiroFish engine
→ Operates fully autonomous with zero manual input
→ Every trade executes only when consensus hits threshold
→ Every dollar captured is pure market inefficiency exploit
That is the entire edge.
Not prediction. Consensus.
Position sizing follows Kelly criterion. Signal fires or it does not. Most signals fail the vote count, so the system stays flat most days.
He spent years learning that certainty is a scam and consensus is the only edge that matters.
You only need Claude + device + 1 hour per day.
Giving this free for 24 hours.
To get it:
1. Comment the word Claude
2. Like and retweet this
3. Follow me @expertwith_AI so I can DM you
Save this post. Build the consensus system this week. Start with $200. Scale on evidence.
DOSSIÊ MASTER
Parte 2/3
A ENGENHARIA DO CONSIGNADO
Cronologia, conexões societárias e expansão financeira de um dos maiores casos envolvendo crédito consignado, Banco Master, Credcesta e agentes políticos.
CAPÍTULO 1
A PEÇA MAIS IMPORTANTE NÃO É O BANCO
Ao observar o Caso Master, muitos analistas concentram a atenção em Daniel Vorcaro.
É um erro.
O personagem principal não é o banqueiro.
É a folha de pagamento.
Toda a estrutura gira em torno de um ativo extremamente valioso:
renda garantida.
O aposentado recebe.
O pensionista recebe.
O servidor recebe.
O desconto acontece antes que o dinheiro chegue à conta.
Para qualquer instituição financeira, isso equivale a possuir uma garantia quase perfeita.
A pergunta então deixa de ser "quem concedeu o empréstimo?"
E passa a ser:
quem conseguiu acesso privilegiado à folha?
CAPÍTULO 2
2022
O PONTO DE INFLEXÃO
Em fevereiro de 2022 surge o Decreto 48.370 em Minas Gerais.
A mudança não cria o consignado.
Mas amplia significativamente sua capacidade operacional.
O decreto regulamenta cartão benefício consignado, amplia possibilidades de contratação digital e fortalece mecanismos de desconto em folha.
Na prática, abre um mercado bilionário.
A partir desse momento surge a primeira pergunta investigativa:
quem estava preparado para explorar imediatamente esse novo mercado?
Porque mudanças regulatórias não geram lucro sozinhas.
Elas beneficiam estruturas previamente posicionadas para capturá-las.
CAPÍTULO 3
A EXPLOSÃO DO CREDCESTA
Pouco tempo depois ocorre um fenômeno extraordinário.
O Credcesta experimenta crescimento explosivo.
Dados publicados posteriormente indicariam um salto de pouco mais de cem mil contratos para milhões de operações.
Nenhum produto financeiro cresce nessa velocidade sem uma engrenagem de distribuição.
Isso exige:
correspondentes bancários.
convênios públicos.
integração tecnológica.
força comercial.
campanhas agressivas.
acesso a bases de clientes.
A questão central passa a ser:
quem forneceu essa infraestrutura?
CAPÍTULO 4
O ECOSSISTEMA
O grande diferencial do caso não está apenas no banco.
Está no ecossistema.
Observe os componentes:
Banco Master.
Banco Pleno.
Credcesta.
Convênios consignados.
Correspondentes.
Redes varejistas.
Financeiras.
Concessionárias.
Cartões de benefício.
Programas de fidelização.
Todos operam sobre a mesma matéria-prima:
margem consignável.
Quando um sistema controla crédito, meio de pagamento e consumo, surge uma característica clássica de captura financeira.
O cliente não gera apenas juros.
Ele gera fluxo.
CAPÍTULO 5
A FAMÍLIA COMO MERCADO
Esta talvez seja a parte menos investigada.
Historicamente, programas de fidelização transformam clientes em distribuidores.
A lógica é simples.
Indique.
Ganhe pontos.
Receba benefício.
Acumule vantagens.
Em um ambiente consignado isso assume outra dimensão.
O aposentado deixa de ser apenas consumidor.
Torna-se porta de entrada para novos consumidores.
Filhos.
Netos.
Cônjuges.
Parentes.
Toda a rede familiar passa a ser potencial mercado secundário.
A pergunta investigativa é objetiva:
existiram campanhas formais ou informais para utilizar beneficiários do sistema como canais de aquisição de novos clientes?
CAPÍTULO 6
AS CONEXÕES POLÍTICAS
Em 2025 e 2026 surgem denúncias e pedidos de investigação envolvendo possíveis relações entre alterações regulatórias e expansão de operações ligadas ao Credcesta.
A deputada Bella Gonçalves protocolou representação solicitando investigação sobre possível favorecimento ao Banco Master após alterações promovidas em Minas Gerais.
Posteriormente, CPMI do INSS convocou Daniel Vorcaro e Romeu Zema para esclarecimentos relacionados ao consignado.
Isso não prova irregularidade.
Mas prova algo importante:
o tema ultrapassou o campo econômico e entrou oficialmente no campo político e investigativo.
CAPÍTULO 7
O COLAPSO
Em novembro de 2025 o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Posteriormente vieram medidas envolvendo Banco Pleno, instituições relacionadas e outros desdobramentos do conglomerado.
Em março de 2026 o BC converteu o regime especial remanescente do Banco Master Múltiplo em liquidação extrajudicial.
Nesse momento a pergunta deixa de ser apenas financeira.
Passa a ser histórica.
Como um conglomerado que expandiu tão rapidamente chegou a esse ponto?
CAPÍTULO 8
AS PERGUNTAS QUE NINGUÉM RESPONDEU
Qual foi a evolução anual dos contratos Credcesta por estado?
Qual percentual estava concentrado em servidores públicos?
Qual percentual estava concentrado em aposentados?
Quantos contratos foram refinanciados?
Qual receita veio dos juros?
Qual receita veio de tarifas?
Quantos contratos originaram novas operações dentro do mesmo grupo econômico?
Quais empresas integravam a cadeia completa de monetização?
Quem financiou o crescimento?
Quem recebeu comissões?
Quem controlava os correspondentes?
Quem aprovava os convênios?
Quem lucrava quando uma dívida era refinanciada?
CAPÍTULO 9
A TESE
A antiga pirâmide precisava convencer pessoas a entrar.
A nova não.
Ela nasce ligada diretamente à renda.
Não promete enriquecimento.
Promete facilidade.
Não vende investimento.
Vende crédito.
Não distribui lucros.
Distribui limite.
Não depende de reuniões.
Depende de decretos, aplicativos, bancos e desconto automático.
O verdadeiro produto nunca foi o cartão.
Nunca foi o empréstimo.
Nunca foi o financiamento.
O verdadeiro produto era a própria renda do servidor, do aposentado e do pensionista.
Transformada em ativo financeiro permanente.
FONTES PRIMÁRIAS
Decreto 48.370/2022
https://t.co/SQNl5l2tSQ
Banco Central – Liquidação do Banco Master
https://t.co/lWFIWaONWg
Banco Central – Liquidação do Banco Pleno
https://t.co/V0IEWFCGLM
Banco Central – Comunicado Oficial Banco Pleno
https://t.co/hhos42S7yI
Banco Central – Conversão do RAET do Banco Master
https://t.co/tGZoQ7otmS
MPF
https://t.co/UJEQPvL3Pb
CPMI do INSS
https://t.co/DqtvBwSsjs
PF apura elo entre Zema e Master
https://t.co/07hiX9KX8O
Relatório BTG Pactual – Zema Financeira (PDF)
https://t.co/fIkrN4OiUU
Denúncia sobre decreto e Banco Master
https://t.co/vKb65tCQ8i
Curioso ver uma parte da “direita” passar o dia inteiro atacando o Flávio Bolsonaro enquanto o verdadeiro beneficiado desse fogo amigo é o Lula.
Fazem oposição ao Bolsonaro, ao bolsonarismo, ao Flávio, ao Carlos, ao Eduardo… e depois juram que estão combatendo a esquerda.
Vamos lá: as últimas pesquisas deixam claro que NENHUM CANDIDATO da direita virou competitivo com a queda do Flávio.
Desenhando: N-E-N-H-U-M
A queda do Flávio elege o Lula.
Então vocês podem chorar, espernear, pedir ajuda ao Chapolin Colorado que se você não quer reeleger o Lula, terá que votar no Flávio.
E mais: se não quiser correr o risco dos peruanos, é melhor tampar o nariz e fazer isso no 1o turno.
Então, antes de vir aqui atacar o Flávio (ao invés de atacar o Lula), lembre-se de um detalhe: o próximo presidente escolhe 25% dos ministros do STF.
Depois não adianta reclamar…
- Bolsonaro foi perseguido por anos com a fake news permitida de envolvimento na morte de uma parlamentar que sequer sabia quem era. Mesmo após a verdade vir à tona, os partidos políticos que fabricavam a desinformação direcionada a toda a sua família dia e noite, assim como agentes de Estado e grande parte da imprensa – especialmente a Globo – silenciaram. Nenhum pedido de desculpas. Nenhuma reparação. Apenas o silêncio, comprovado por todos. Algo digno de vergonha: usar a alma de uma pessoa politicamente, dia sim, dia também, sem a menor vergonha, e impedi-la de descansar em paz.
- Agora, em MAIS UM EPISÓDIO Lula e seus ministros entram em favelas que somente podem ser feitas com autorização de criminosos – locais onde até a Polícia tem dificuldade de entrar –, “painho” NOVAMENTE ressurge com suas estranhas coincidências: ladeado por parentes de traficante do PCC em plena favela. E a mesma imprensa finge que nada aconteceu. Sem manchetes escandalosas ininterruptas, sem indignação, nenhum “escândalo” fabricado.
- Com Bolsonaro, todo o aparato estatal fica a serviço da perseguição, desumanização e esfacelamento.
Com Lula, até possível, provável – e quem sabe – vínculo com o crime organizado é tratado com naturalidade.
- No fim, em 2022, o TSE ainda multou e mandou Jair Bolsonaro remover conteúdos que apenas demonstravam os fatos relacionados a estes e uma infinidade de outros assuntos.
- Mais uma vez tire suas conclusões!
- É tudo coincidência!
A mais alta corte da Itália expõe regime de censura e perseguição política no Brasil, impondo derrota acachapante a Moraes
A mais alta corte da Itália acaba de fazer o que a Justiça brasileira ainda não teve a capacidade de fazer: olhar para a atuação de Moraes e enxergar, com todas as letras, a impossibilidade de qualquer juiz ser, ao mesmo tempo, investigador, vítima, julgador e executor da sentença.
A Corte Suprema de Cassação (equivalente ao Supremo brasileiro) anulou sem reenvio (sem possibilidade de reabertura do caso) a sentença que autorizava a extradição. Não foi tecnicalidade. A decisão, depositada em 11 de junho de 2026, declara a INSUBSISTÊNCIA das condições para entregar Zambelli ao Brasil e determina sua imediata libertação. Na prática, o Judiciário italiano reconheceu que o processo conduzido sob a batuta de Moraes feriu o núcleo essencial do direito de defesa.
E o fundamento é demolidor.
Vale lembrar como o sistema brasileiro tem operado: no Supremo, o mesmo ministro investiga, prende, relata, julga e executa. A corte italiana descreveu exatamente isso. Segundo a sentença, Moraes "é pessoa ofendida do procedimento penal objeto do pedido de extradição; conduziu pessoalmente as investigações, decretou as medidas cautelares, ordenou prisões". Ou seja: ofendido pelo crime, investigador, autor das cautelares, relator no julgamento de mérito e responsável pela execução. Tudo na mesma mão.
A corte foi além. Reconheceu que é INDISCUTÍVEL que Moraes figura como pessoa prejudicada, dado o dano "ao menos reputacional, causado pela introdução no sistema informático do Conselho Nacional de Justiça do ato relativo ao falso mandado de prisão emitido contra ele". Traduzindo: o documento falso era um mandado de prisão contra o próprio Moraes, e foi ele quem julgou quem o teria forjado.
Há um nome jurídico para isso em qualquer democracia funcional: suspeição. Não existe justiça sem imparcialidade, e não é possível haver imparcialidade quando a vítima é o julgador.
Na verdade, o tribunal de Roma aplicou a régua da própria Corte Europeia de Direitos Humanos, citando os critérios que definem uma "negação flagrante de justiça". E foi categórico: a falta de imparcialidade tem força contaminante, capaz de tornar sem significado todas as demais garantias do processo. Uma única peça envenenada estraga o caldo inteiro.
Enquanto isso, o que fez o Estado brasileiro? Confrontado com os indícios de parcialidade, o governo Lula respondeu com burocracia, ancorado em "meras considerações de caráter formal", sem enfrentar o mérito da acusação.
O golpe final está no diagnóstico sobre o conjunto da obra. Os juízes italianos não viram irregularidade pontual, viram um processo inteiro maculado, com a quebra de imparcialidade lançando "uma sombra de preconceito sobre seu desenvolvimento completo, da admissão das provas até a pronúncia da decisão final". É a descrição precisa de um estado de exceção operando sob a fachada de legalidade.
Vale registrar quem assinou: o presidente Gaetano De Amicis e a conselheira relatora Debora Tripiccione, magistrados de carreira da corte de cúpula de um dos países fundadores da Civilização Ocidental. Não são "bolsonaristas". São juízes lendo os autos e constatando o óbvio que a militância de redação passou anos tentando esconder.
Porque é disso que se trata. Durante meses, fomos informados de que Zambelli era apenas uma "foragida da Justiça". O que ninguém contou ao público foi que o juiz da causa era a suposta vítima do crime, condição que faria qualquer estudante de direito de primeiro ano apontar nulidade. Coube a uma corte estrangeira dizer em voz alta o que o establishment jurídico brasileiro tratou como tabu.
E não foi só a Itália. O caso de Zambelli é o ponto mais recente de uma sequência reveladora. Em dezembro de 2025, a Audiência Nacional da Espanha, a mais alta corte penal do país, negou em definitivo a extradição do jornalista Oswaldo Eustáquio, reconhecendo de forma expressa a "evidente conexão e motivação política" do pedido brasileiro, e rejeitou todos os recursos do governo Lula. Na Argentina, a comissão nacional de refúgio reconheceu o "temor de perseguição política" e concedeu asilo a Joel Borges Corrêa, condenado pelo Supremo pelo 8 de janeiro, travando sua entrega depois que os próprios juízes argentinos já a haviam autorizado. E nos Estados Unidos, onde Moraes foi alvo de sanções da Lei Magnitsky, a recusa foi ainda mais direta: segundo a Folha, ao analisarem o pedido de extradição do jornalista Allan dos Santos, agentes do FBI disseram às autoridades brasileiras, em reunião no próprio Ministério da Justiça, que as condutas imputadas a ele não eram crime nos EUA, esbarravam na liberdade de expressão e que o conteúdo apresentado eram, na frase que ficou, "apenas palavras".
Somados, os casos revelam um padrão. Toda vez que a engrenagem montada por Moraes é submetida ao crivo de uma instituição estrangeira que ele não controla, o veredito é o mesmo. Aquilo que no Brasil se vende como aplicação da lei, lá fora é reconhecido como o que é: perseguição política.
Esta não é apenas uma vitória de Carla Zambelli. É uma derrota acachapante de Moraes e do Supremo, e de um modelo de poder que confunde o ministro com a lei.
Na prática, o recado italiano é simples e devastador: o resto do mundo não é obrigado a fingir que o que se faz no Brasil é justiça.
É preciso, de uma vez por todas, colocar fim ao estado de exceção que foi aberto no Brasil em 2019, com o chamado "Inquérito das Fake News". Aquilo nunca foi um inquérito no sentido próprio do termo. Foi, na prática, um Ato Institucional do Supremo: instaurado de ofício pelo então presidente da Corte, com Moraes na relatoria, sem o Ministério Público, reunindo na mesma mão as funções de investigar, acusar e julgar. Não por acaso, ainda em 2019, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu sua anulação e o classificou como um "verdadeiro tribunal de exceção".
E isso só termina de um jeito: com o fim desse inquérito e a anulação de todas as decisões dele derivadas, acabando com a condenação, a censura e a prisão de centenas de perseguidos políticos brasileiros.
Dias Toffoli acaba de fazer um pequeno ajuste na tese do STF sobre redes sociais.
Pequeno para eles.
Gigantesco para quem entende o que está acontecendo.
O ministro propôs que as novas regras passem a valer apenas para o futuro, deu 60 dias para as plataformas se adaptarem e manteve a exigência de representantes legais no Brasil para empresas que atuam no país.
Traduzindo para o português claro:
O STF decidiu criar um novo ambiente regulatório para as redes sociais e agora está organizando a forma como isso será implementado.
O curioso é que durante anos ouvimos que não existia censura, que ninguém queria controlar plataformas, que tudo era apenas combate à desinformação.
Agora já existe prazo de adequação.
Já existe obrigação estrutural.
Já existe dever de cuidado.
Já existe representante obrigatório dentro do país.
Já existe responsabilização ampliada das plataformas.
E tudo isso sem uma lei aprovada pelo Congresso Nacional.
O debate que deveria passar pelos representantes eleitos da população acabou sendo conduzido dentro de um tribunal.
A cereja do bolo é o prazo de 60 dias.
Porque quando o próprio STF concede dois meses para as empresas se adaptarem, está admitindo que não se trata de um mero esclarecimento técnico.
Trata-se da criação de novas obrigações com impacto direto sobre o funcionamento das redes sociais.
A pergunta continua sendo a mesma:
Se as regras são tão amplas, tão estruturais e tão importantes para a liberdade de expressão, por que não foram discutidas e votadas pelo Congresso?
Porque democracia representativa é lenta.
Canetada é mais rápida.
E quando o assunto é controlar o fluxo de informação, a pressa parece sempre vencer o debate.
A tal “direita permitida” adoraria se livrar de @jairbolsonaro o quanto antes, para que seus planos previamente autorizados possam seguir seu curso sem maiores obstáculos na democracia inabalável!