A imprensa gringa inteira exaltando o Vini Jr. com fotos dele espalhadas por toda a internet, enquanto a mídia brasileira insiste em estampar a cara do Neymar. A nossa síndrome de vira-lata com o passado não deixa a gente enxergar o presente.
Outro dia, depois do treino, fui tomar banho na academia.
Abri a mochila e descobri que a calcinha que eu tinha levado estava descosturada na lateral. Na mesma hora veio aquele pânico inútil: “E se alguém ver?”
E aí lembrei de um clássico conselho de mãe: “Nunca saia de casa com roupa íntima velha ou rasgada, porque vai que você desmaia e vai parar no hospital. Imagina a vergonha se precisarem tirar sua roupa.”
Como se o médico, no meio de um atendimento de emergência, fosse parar tudo e anunciar: “Pressão está estável… mas infelizmente a calcinha está em estado crítico.”
A gente cresce com essas paranoias e acredita mesmo. Na mesma semana fui acompanhar meu pai numa endoscopia.
Na sala de espera tinha uma mesinha cheia de bolacha para quem já tinha feito o exame. Eu estava com fome e fiquei olhando os pacotinhos como um gato olhando frango na televisão.
Levanto ou não levanto?
Fiquei pensando: “Vão achar o quê de mim? Que eu vim só pela bolacha?”
Até que percebi a besteira, levantei, peguei a bolacha e sentei. E adivinha o que aconteceu?
Nada.
Ninguém chamou a segurança, ninguém fez reunião de condomínio da recepção.
Porque a verdade é simples.
A gente acha que todo mundo está nos observando, julgando, analisando…
Mas na prática cada pessoa está ocupada demais tentando esconder a própria calcinha descosturada da vida.
Né?🤭🤭