Um amigo meu se afastou do grupo depois de uma viagem.
Não teve briga.
Não teve discussão.
Só teve um detalhe.
Ele dirigiu mais de 10 horas.
Pagou pedágio.
Resolveu problema de hotel.
Organizou roteiro.
Buscou gente atrasada.
Fez tudo.
Na volta, o grupo criou um álbum com mais de 200 fotos.
Ele apareceu em duas.
Nenhuma legenda mencionava o que ele tinha feito.
Nada.
Naquele dia ele percebeu algo desconfortável:
algumas pessoas gostam muito do resultado do seu esforço.
Mas quase nunca lembram da pessoa que carregou o piano.
Meses depois ninguém entendia por que ele tinha se afastado.
Mas às vezes o afastamento começa quando alguém percebe que é valorizado pelo que faz...
e não por quem é.
Você acha que as pessoas são ingratas...
ou simplesmente distraídas?
A imagem de uma deputada federal sentada num trono de balas e fuzis é mais do que provocação estética, é um sinal alarmante da normalização da violência como valor político.
Quando uma representante eleita pelo voto popular adota símbolos de morte como emblema de poder, o problema deixa de ser individual e passa a refletir algo estrutural.
Esse gesto expressa a consolidação de uma cultura política armamentista, na qual força e intimidação substituem diálogo e democracia.
É “violência simbólica legitimada”, o poder sendo reproduzido por símbolos que oprimem, mas são aceitos como naturais.
O mais preocupante é que essa estética da força foi chancelada nas urnas, o trono de fuzis é também o trono da legitimação popular.
Quando a violência vira símbolo de autoridade e fé, a democracia adoece em silêncio, aplaudindo o próprio colapso.
@PunkyBolsonaro E o jeitinho dele conversar?!?! Que delícia ouvir esse sotaque!!!🥰
Bom que assim começa a saber o valor das coisas e o quanto é difícil para consegui-las