Houve um período da história do futebol brasileiro que ficamos sem um campeão nacional unificado, justamente durante a transição entre a Taça Brasil e o Camp BR hierarquizado em séries. Desta forma, se SAN, PAL e FLU são campeões brasileiros, Sport, Ceará e Fortaleza também são.
Essa regra precisa ser revista, pois o toque não desvia a trajetória da bola. O chip é capaz de determinar se houve toque e também se houve desvio. Estão usando hj apenas o critério do toque, o que causando injusto as como a de hoje.
O jogador da Croácia não foi beneficiado pelo toque na bola, pois não houve desvio, e no momento do lançamento ele não estava impedido.
É preciso ir direto ao ponto: A saída do Sport do G6 foi um projeto da própria direção do clube. Eles escolheram "sangrar" o Sport para não precisar tomar uma decisão que gerasse qualquer questionamento. E é a segunda vez que fizeram isso. Esperaram Roger causar um dano irreversível. E agora esperaram Márcio sangrar até a última gota.
Não precisava tanto. O Sport deveria ter sido colocado em 1° lugar e não foi. A diretoria se colocou em 1° lugar. Tentou se proteger. E por isso fica criando números ocos para esconder um trabalho horroroso de Márcio. Um time que se arrasta há tempos. Que nunca evoluiu. Que nunca ajustou seus erros. Ninguém se preocupou em analisar a qualidade do futebol apresentado?
Diretores se preocupavam mais em questionar thumbs do NE45 ou reportagens do GE do que em olhar pra dentro. Em ter senso crítico com o que acontece da porta pra dentro. Reclamam que a imprensa deveria distorcer a realidade para criar uma imagem positiva. A narrativa imaginária que alimentam internamente.
E parece que acreditam na própria maquiagem que criaram.
Por isso, sim, sangrar o Sport foi um projeto da diretoria. Para eles era muito mais fácil esperar o time perder e sair do G6 para tomar uma decisão simples. Porque aí, na verdade, a decisão já está automaticamente tomada. Ninguém corre o risco de desagradar A ou B.
E dessa vez não foi Ítalo que morreu abraçado com Márcio. Desde os 10 dias perdidos antes do jogo contra o Athletic, o alerta interno foi acionado para a incapacidade de Márcio em evoluir. O trabalho bateu no teto.
Esperaram uma derrota. "Não podemos demitir de novo um técnico com uma derrota". E por isso ignoraram 3 empates inadmissíveis. Seis pontos perdidos que minaram a campanha. E, ainda assim, a direção não achou que o Sport já havia sangrado o suficiente.
Era preciso sangrar mais. Perder, sair do G6, patinar no mercado, perder opções de treinador e reforços, desgastar os próprios jogadores (alguns já insatisfeitos com o rumo do trabalho)...
Agora talvez a ferida tenha sido suficiente. Ou vão dizer que "são só 3 pontos abaixo do líder" ou "não fossem os minutos finais, a gente era líder".
Importante: Não tem terra arrasada ainda. O plano inicial da efetivação de Márcio era esticar a corda até onde fosse possível reverter e reagir no 2° turno. A matemática, claro, permite. Mas nesse momento só a matemática e nada mais.