Estamos no Mês do Orgulho, período de para celebramos nossa existência, mas não podemos negar que identidades e sexualidades não hegemônicas são alvejadas. Que é perigoso ser uma pessoa queer no Brasil.
Uma violência que produz sofrimento psíquico, claro, vejo diariamente na clínica, o Estress de Minorias nos prova isso, mas, também, há o risco da ordem do Real, da letalidade. Orgulho é luta. Lutamos, ou seremos mortos.
Naamã Rubet
Psicólogo e Psicanalista
Essa é uma pesquisa realizada pelo Observatório de Mortes e Violência LGBTI+ no Brasil, uma parceria entre Acontece- Arte e Política LGBTI+, a ANTRA- Associação Nacional de Travestis e
Como esperado, pessoas trans e travestis são os principais alvos, correspondem a 61, 74 % dos casos (142); em seguida homens gays 59 (25, 65 %); Homens trans e pessoas trans masculinas 13 (5, 65%); lésbicas 7 (3, 04%) e outras 8 (3, 48%).
As principais formas de violências são assassinatos- 184 (80 %); suicídio- (7, 83%) e outras 28 ( 12, 17%).
A pesquisa também identificou que as mortes são com atos brutais, como esfaqueamento, apedrejamento, asfixia, esquartejamento e tentativas de homicídio.
O Brasil assassinou uma pessoa LGBT a cada 38 horas, em 2023. Isso sem considerar a subnotificação dos casos por ausência de dados governamentais, é o que aponta o Dossiê LGBTIfobia letal.
Amanhã converso, em Live, lá na outra rede com queridissima Márcia Rachid. Márcia Rachid é médica infectologista. Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela UFRJ. Cofundadora do Grupo Pela VIDDA RJ (idealizado e fundado em 1989 por Herbert Daniel). 👇
Assim, dentro do possível, conversaremos sobre seu olhar para a história, desde os primeiros casos que acompanhou na década de 80, as transformações ao longo da história e, claro, onde chegamos. Além disso, abordaremos os avanços e os novos (ou os mesmos) desafios.