O mundo seria hoje um lugar muito melhor se Napoleão tivesse triunfado. Como sempre, a pérfida Albion intervindo na Europa para transformar o mundo num inferno.
No creía en Dios.
No hablaba hebreo.
Dos de sus tres hijos se quitaron la vida.
Consideraba a los judíos palestinos nativos una clase inferior a los judíos de ascendencia europea.
Estaba considerando entre Argentina y Palestina como el lugar para el establecimiento de su «Estado judío», pero optó por Palestina para engañar a más gente al vincular el nuevo estado de Israel con el antiguo pueblo israelita.
He aquí el padre del sionismo: Theodor Herzl. Hay más de 50 calles que llevan su nombre en el estado moderno de Israel, más que cualquier otra figura nacional.
Desde el principio hasta final, esto ha sido una gran farsa: este no es el Israel bíblico, esta no es la nación de los profetas y patriarcas de antaño, este no es el pueblo escogido de Dios ni la restauración de la Casa de David: ¡esa no es su estrella ni estandarte!
Son falsos judíos, con una tierra robada, que fingen ser los «elegidos» de un Dios en el que no creen y al que mucho menos sirven.
Uma breve reflexão sobre a figura do "guerreiro" e sua degeneração
Recentemente, por causa de notícias sobre a morte de um mercenário brasileiro que foi à Ucrânia lutar por Zelensky começou-se a discutir sobre se há valor intrínseco neste ato ou não - a partir de uma perspectiva antiburguesa e iliberal.
Algumas pessoas têm defendido que o ato tem um valor positivo que é independente da dimensão política e geopolítica da guerra, como uma escolha de fugir do conformismo utilitarista da existência quotidiana para arriscar a própria vida.
Eu, particularmente, tenho defendido que a questão não é assim tão simples, e que o valor do "pegar em armas" depende de uma série de circunstâncias interiores e exteriores. Em outras palavras, a minha posição é a de que diante de duas pessoas semelhantes que decidem pegar em armas em diferentes exércitos e diferentes causas pode haver elementos que legitimam uma atitude e deslegitimam a outra.
Aqui eu vou usar, principalmente, Julius Evola e por um motivo bastante específico: o falecido, supostamente, seria um leitor do filósofo tradicionalista italiano. Meu objetivo aqui não é tentar adivinhar qual seria o posicionamento de Evola no conflito russo-ucraniano (ou russo-ocidental), tampouco "forçar" qualquer tipo de posicionamento extemporâneo para cima do Barão.
Quero tão somente demarcar alguns pontos em relação à legitimidade da ação naquilo que concerne a figura do guerreiro.
"No mundo da ascese guerreira tradicional, a «pequena guerra santa», ou seja, a guerra exterior, é indicada ou mesmo prescrita como via para realizar esta «grande guerra santa» e, por essa razão, no Islã, «guerra santa» - jihād - e «via de Alá» são termos frequentemente usados como sinônimos. Nesta ordem de ideias, a ação tem rigorosamente a função e a tarefa de um rito sacrificial e purificatório. As situações exteriores da vicissitude guerreira determinam um afloramento do «inimigo» interior, o qual, como instinto animal de conservação, medo, inércia, piedade ou paixão, opõe uma revolta e uma resistência que quem combate deve vencer no próprio ato de descer em campo para combater e vencer o inimigo exterior ou o «bárbaro»." (Evola, Revolta Contra o Mundo Moderno, cap. XVII)
Uma coisa que distingue Evola de outros tradicionalistas é a ênfase evoliana na "ação" e na "guerra" como possíveis caminhos de ascese e de realização espiritual. O italiano apela à doutrina islâmica da jihad, ao Gita e a determinadas prescrições evangélicas e escolásticas para mostrar que, ao longo da história, também a guerra esteve imbuída de significado espiritual para as sociedades consideradas, por ele, como vinculadas ao mundo da Tradição. A guerra aparece como a manifestação externa e visível da luta travada interiormente contra os aspectos vis e baixos do homem e a morte nesse tipo de guerra aparece como "mors triumphalis", como passagem garantida para o Paraíso.
Mas Evola especifica que há condições específicas para que se possa falar na legitimidade da via da ação.
"Naturalmente, a orientação espiritual, a «justa direção» - niyyah - que é aquela para a transcendência (símbolos: o «céu», o «paraíso», os «jardins» de Alá e assim por diante), é pressuposta como base; caso contrário, a guerra perde o caráter sagrado e se degrada numa vicissitude selvagem onde ao heroísmo verdadeiro se substitui a exaltação e são determinantes os impulsos desencadeados do animal humano." (Evola, Revolta, cap. XVII)
"Como a ascese em geral, assim também o heroísmo e a ação, quando não visam a reconduzir a personalidade ao seu centro verdadeiro, não são nada daquilo que foi glorificado no mundo da Tradição, são uma «construção» que começa e termina no homem e que como tal não tem um sentido ou valor além daquele da sensação, da exaltação, da frenesia impulsiva. Tal é, quase sem exceção, o caso do culto moderno da ação." (Evola, Revolta, cap. XVIII)
O que Evola quer dizer aqui é que se esse direcionamento espiritual da ação não for explícito e consciente então os mesmos atos podem ser lidos, inversamente, como o decaimento na animalidade, ou seja, como absorção da pessoa humana pelos aspectos inferiores da existência. Um soldado que avança, berrando, munido de um fuzil com baioneta, para atacar uma trincheira inimiga, tanto pode ser um asceta no caminho de Alá quanto um orc, um zumbi, um escravo. Tudo depende, na verdade, em primeiro lugar, da orientação espiritual da ação.
Na ausência da orientação espiritual, a ação é mero frenesi e agitação. Existe um fundo legitimador da ação, bem como de todas as outras coisas, que é o "Sol espiritual" da Tradição. Exatamente as mesmas instituições, atos e projetos possuem um sentido e uma direção completamente invertida se estiver ausente este "Sol espiritual". A busca por adrenalina, a busca por escapar da "mesmice", do "tédio", o desejo por "ação", "de qualquer tipo" se encaixa nesse demonismo animalesco em que o homem é tomado por algo de teor impessoal que o impele para buscar situações perigosas, quase como uma "droga", com o objetivo de afastar o entorpecimento da vida burguesa urbana.
A bem da verdade, independentemente das leituras individuais feitas, é bem fácil ver como esta descrição se encaixa com o perfil de praticamente todos os voluntários não-ideológicos que vão lutar pela Ucrânia. Em geral, são homens jovens em busca de uma aventura, de adrenalina, de uma fuga da vida. Segundo Evola, esses homens, na verdade, são escravos de suas paixões inferiores, inclusive por sua incapacidade de permanecer "de pé entre as ruínas" (o que, em muitos casos, significa, sim, ser capaz de preservar a "chama interior" mesmo em meio à mediocridade da domesticidade quotidiana dos cubículos de escritório e da casa de classe média). São, fundamentalmente, vítimas do niilismo. E, nesse sentido, como homens "impelidos" pelo niilismo, não há nada de meritório em sua escolhe de ir se arriscar na Ucrânia.
Para matar este tópico, uma vez mais, com Evola:
"Ainda que o todo não se reduza a uma cultura de «reflexos», a um controle quase esportivo de reações elementares, como, dada a mecanização exacerbada das variedades modernas da ação, com a própria guerra em primeira linha, é quase inevitável – onde quer que se realizem experiências existencialmente liminares – que delas seja sempre e apenas o homem a se nutrir incestuosamente; antes, o plano frequentemente se desloca para forças coletivas subpessoais, às quais as «estases» conectadas a heroísmo, esporte e ação propiciam uma encarnação. O mito heroico de base individualista, voluntarista e «super-homística» na época moderna constitui um perigoso desvio. Com base nele, o indivíduo, «cortando toda possibilidade de desenvolvimento extraindividual e extra-humano, assume – por diabólica construção – o princípio da sua pequena vontade física como ponto de referência absoluto, e ataca o fantasma externo apostando-se a ele com a exacerbação do fantasma do seu Eu. Não é sem ironia que diante desta insânia contaminadora aquele que vislumbra o jogo destes pobres homens mais ou menos heroicos relembra os conselhos de Confúcio, segundo os quais foi tornado um dever a todo homem razoável conservar a vida em vista do desenvolvimento das únicas possibilidades pelas quais o homem é verdadeiramente digno de ser chamado tal». Mas o fato é que o homem moderno precisa, como de uma espécie de entorpecente, de tais formas degradadas ou profanadas de ação: precisa delas para iludir o sentido do vazio interno, para sentir a si mesmo, para encontrar em exasperadas sensações o substituto de um verdadeiro significado da vida. Uma espécie de inquietação tetânica que supera todos os limites, que impele de febre em febre e desperta sempre novas fontes de embriaguez e estonteamento, é uma das características da «idade escura» ocidental." (Evola, Revolta, cap. XVIII)
Para evitar simplesmente repetir o que Evola diz ou o que eu mesmo já disse, basta apontarmos para a lógica subjacente ao pensamento de Evola neste caso: o homem moderno é vítima do niilismo, é tomado por um vazio interior com o qual ele não consegue lidar - precisamente por não estar inserido num contexto apto a organizar esse tipo de experiência de forma construtiva; esse vazio interior o leva a buscar soluções fora de si mesmo, no mundo, uma delas sendo a ação; buscando se completar através da ação, o homem busca a guerra, o esporte radical ou outras experiências limítrofes para preencher o vazio com adrenalina, como se fosse uma droga. O mero fato do homem ser "impelido" por um vazio já garante que a sua decisão não foi, realmente, livre num sentido pleno do termo.
Enfim, o guerreiro no sentido tradicional é precisamente a figura, descrita por Evola, do "cavaleiro", do "iniciado", que trilha o caminho da guerra como uma forma de ascese e como via da realização espiritual. Este tipo de figura praticamente desapareceu da história humana, e em seu lugar emergiu, já no século XVIII (mas distinguível de forma absoluta apenas no início do século XX), a figura do "soldado". O soldado, como descreveu Jünger, é o "herói impessoal", o mero número, a engrenagem na máquina titânica da mobilização total para a guerra material. As possibilidades positivas, de nível pessoal, para o soldado são extremamente estreitas e só estão abertas como exceção - de resto, ele depende, para sua legitimidade, da legitimidade daquelas figuras que controlam a "máquina" ou da causa dessas figuras.
Na época da guerra dos drones e dos alvos selecionados por IA isso é ainda mais verdadeiro. O humano tornou-se mero detalhe na guerra, ou corre o risco iminente de sê-lo. A Técnica tornou-se - apelando à fórmula de Ernst Niekisch - literalmente uma "devoradora de homens".
Uma outra figura, que parece, de modo geral, representar uma queda ainda mais abaixo na escala do valor da ação, é a figura do "mercenário". Aqui eu aproveito para apontar que por "guerreiro", "soldado" e "mercenário" eu estou me referindo a "tipos". Um soldado profissional ou um mercenário literal podem ser, na verdade, "guerreiros", tal como um soldado pode, na verdade, não passar de um mercenário. O mercenário parece ser uma figura típica da privatização e da financeirização da guerra. É o algoritmo de uma operação numa planilha de Excel tornado carne. Ele não luta por vocação, tampouco por ascese, também não o faz por dever funcional, mas para ganhar um dinheiro e para ajudar acionistas (da empresa para a qual ele trabalha ou de empresas contratantes) a ampliar seus dividendos, valorizar ativos, etc.
Agora, boa parte dessas configurações podem ser válidas em todos ou quase todos os conflitos contemporâneos, independentemente do lado... se não fosse pela questão da "causa", do "porquê", do "com quem" e do "sob quem".
O próprio Evola, novamente, não era indiferente a essa questão. Ele demonstrou em inúmeros textos bastante ceticismo em relação àqueles que viam algo de redentor nos apelos à ação e à guerra por parte de personagens, países ou doutrinas engajados naquilo que ele via como "subversão mundial".
Recordando muito brevemente a historiografia espiritual de Evola, o filósofo italiano percebia a história como "ciclo", mas, principalmente, como "queda", especialmente quando tomamos como parâmetro a história dos últimos milênios. Essa queda tem algo de impessoal e inevitável, mas o avanço daquilo que ele chama de Modernidade ou Antitradição também se personifica em determinados agentes que operam como motores do processo degenerativo, o que permite caracterizá-los como "subversivos" ou "agentes da subversão".
Nesse sentido, diante de um conflito, uma postura possível de um "evoliano" seria se perguntar: entre as forças em choque, qual delas aponta para um aprofundamento da subversão mundial, e qual delas representa uma tentativa sincera de reverter ou, pelo menos, deter o avanço da subversão? Mesmo quando não se trata de antíteses absolutas o questionamento vale quando se trata, pelo menos, de uma questão de "grau". O próprio Evola, em sua vida, apoiou forças políticas que ele considerava criticáveis, mas que ele via como esforços de reverter o processo de subversão.
Quando a coisa é colocada nesses termos, que nos remetem para a ideia de "justa causa", "guerra justa", ou, quando se pensa em termos de kalokagathia precisamente para o aspecto do "bem", fica bastante difícil de sustentar a legitimidade heroica de ir para a Ucrânia lutar para preservar o pantomimeiro Zelensky no poder como testa-de-ferro precisamente dos Senhores da subversão mundial, os quais instrumentalizam os ucranianos e os mercenários estrangeiros como bucha-de-canhão num conflito proxy contra a Rússia.
Exatamente na medida em que sabemos que o mundo que se pretende impor em escala mundial - tendo na Rússia uma barreira - representa a enteléquia de todos os projetos gestados pela subversão mundial já há séculos: o afundamento total da humanidade - tornada massa indiferenciada - na mais abjeta e cega escravidão, e do homem, a nível pessoal, no adormecimento absoluto.
Na medida em que, do outro lado, ainda que de forma imperfeita e incompleta, existe o que parece ser o esforço catecôntico de erguer uma barreira à subversão mundial - o que várias vezes foi apontado por Vladimir Putin em seus discursos, e demonstrado por ele em leis e políticas públicas - não há nem o que questionar quanto à legitimidade superior da qual participam aqueles que lutam contra Kiev e seus mestres ocultos.
The illusion of American and Israeli omnipotence is crumbling in the face of Iranian resilience. Those who believed Tehran would buckle like it was the 1980s have been blinded by their own hubris; power today is a process, and the process is shifting toward the East.
Best headline ever: Christians and Hezbollah unite against 'Epstein empire'.
“The relationship between the village and Hezbollah is stronger than with the Pope,” Rifiat Nasrallah, 60, told The Telegraph during a visit in the midst of war. “The Vatican did nothing for us but Hezbollah spilt their blood to protect us."
Shame on Pope Leo for his cowardice in the face of Israel and the Jews’ crimes.
A perseguição à Ortodoxia na URSS passou por diversas fases. A primeira foi a perseguição total e aberta, a fase em que sacerdotes eram executados, igrejas demolidas, propaganda blasfema era publicada diariamente em cartazes e por aí vai.
Depois tentaram vários planos mais "brandos" , incluindo a infiltração de membros do Partido nos seminários e a tentativa de formação de uma "anti-Igreja" com doutrina distorcida.
Acabou que, pelo que dizem, a maior parte dos espiões comunistas se converteu de fato durante o serviço eclesiástico e os planos de destruição da Igreja a partir de dentro foram fracassando progressivamente.
Só restou manter uma espécie de "moralismo anticristão" na sociedade, pelo qual pessoas publicamente religiosas eram tratadas com preconceitos, impedidas de acessar cargos de prestígio, sofriam zombarias etc.
Para evitar essa exclusão social, muitas pessoas batizavam seus filhos em casa (uma medida emergencial permitida pela Igreja) e praticavam a fé apenas domesticamente. Foi o caso do próprio Putin, que foi batizado pela avó e cresceu como cristão segredo.