A beleza da vida não está no desaparecimento de cicatrizes e dores, mas na aceitação de que cicatrizes e dores fazem parte de quem somos. É necessário se permitir sentir e entender que faz parte da vida não somente sorrir, mas também chorar.
Ao olhar para o espelho, percebo que sou o mal que tanto neguei. As máscaras caem, e os ídolos que criei em meu coração se despedaçam.
O que resta após o fim de uma ilusão?
A inspiração é uma centelha que paira sobre a cabeça, incendeia o coração e consome o corpo.
Nenhuma obra nasce pronta, primeiro é necessário uma fagulha para depois queimar.
O problema da sociedade do desempenho é acreditar que o mundo funciona igual ao LinkedIn.
Ei, jovem, não caia nessa ilusão, seus vizinhos nem sabem seu nome.
Desta vez, Sísifo não sorriu quando levou a pedra ao topo da montanha e viu ela rolar até o início do percurso.
Não sorriu pq a pedra já tinha passado por cima dele no meio do caminho.
Talvez Sísifo nunca tenha chegado ao topo da montanha...
Sobre nossas ilusões:
Construimos castelos na areia para mostrar aos outros que somos fortes e capazes de grandes feitos, mas na primeira tempestade, restam apenas ruínas de uma construção sem alicerce.
No final, percebemos que sempre estivemos caídos.
Quando eu me permito ser livre, aceitar quem eu sou e ter coragem de abraçar o pequeno lampejo de criatividade que brilha sobre minha cabeça...
Neste instante, por menor que seja, eu sei que eu sou a pessoa mais feliz deste mundo.
Não existe prazer maior em ser quem eu sou.
Viver é compreender a beleza que existe na morte.
Quando percebo que a cada dia que se passa uma parte de mim morre (e não retorna) e que a outra parte está mais próxima do fim. Começo a refletir se a vida que estou levando é uma vida bem vivida.