🚨 ATENÇÃO: Lira admitiu que não consegue votar o PL 1904!
Se antes eles queriam votar o Projeto do Estupro às pressas, agora não conseguem mais. Em coletiva de imprensa, Lira anunciou que no segundo semestre criará um grupo de trabalho para debater o 1904, sem previsão de votação.
Isso só aconteceu pela força da nossa mobilização nas ruas e nas redes!
Mas precisamos seguir mobilizadas exigindo o imediato arquivamento do PL 1904, pois no fim do ano podem querer rifar os direitos das mulheres em troca de negociatas sobre a eleição da mesa diretora.
Convoco todas a estarmos nas ruas de todo o país mostrando a nossa força, para que não ousem mexer nos nossos direitos. Em SP a manifestação será domingo, às 15h, no MASP.
Criança não é mãe! Arquiva, Lira! #CriançaNãoÉMãe
@LATAM_BRA hello! Preciso finalizar a minha compra com pontos e não consigo. Já estou tentando há dias e vcs não fazem nada, o que está acontecendo?!Me responderam mas não resolveram. Podiam pelo menos fazer uma reserva e garantir o valor até resolverem o problema. 🤯🤯🤯🤯🤯
@LATAM_BRA absurdo! Coloca promoção no ar e não finaliza compra! Estou tentando tem 2 dias e nada de finalizar. Só aparece msg de erro. No WhatsApp o atendente demorou 13h pra atender. Total desconsideração com o consumidor!
Procurem se informar por fontes confiáveis sobre o que está ocorrendo em Israel e na Faixa de Gaza. Muito triste em ler comentários absurdos e desrespeitosos de gente que não sabe de nada.
Só vou dizer o seguinte... Nada disso que estamos descobrindo seria suficiente parar parar o bolsonaro se não tivéssemos ganhado na urna. Se o número da urna, com todas as fraudes e sacanagens, tivesse dado vitória ao fascista, nada seria revisto.
Comemore se você virou voto.
Aulas, cria! 😎
O dirigente nacional do MST, @stedile_mst, respondeu ao deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) que ocupação pela reforma agrária não é "invasão", assim como não é crime e que não há presos por ocupações promovidas pelo movimento no Brasil.
#BrasilDeFato
Estava voltando da UERN hoje bem cedo, onde havia deixado a minha filha mais velha, quando vi dois meninos guiando uma carroça bem cheia.
Eu parei, na saída da universidade, para que eles passassem com o seu veículo.
Mais na frente lembrei que a minha filha mais nova havia separado umas roupas que não cabiam mais nela, e que a sacola com as roupas estava no carro, justamente para situações assim, inesperadas e de encontros felizes.
Dei uma buzinada e acenei para que eles entendessem que era pra encostar a carroça, que tinha algo para lhes dar. Encostaram, encostei também, liguei o pisca-alerta e desci do carro para ir ao encontro dos dois. Eram dois irmãos, lindos. Os cabelos louros e os rostos bem delicados. Um tinha os olhos bem claros, o mais
novo. O outro, mais velho, segurando a rédea, com a cara de desconfiado para mim (não arredio, apenas com a cara de quem queria saber o que uma mulher estava querendo com eles naquela hora da manhã).
– Oi, tudo bem?
– Tudo bom.
– Vocês são irmãos?
– Somos.
– E essa carroça tão pesada, homem, não tá ruim de guiar não?
– Não, a gente já é acostumado demais!
– É o que que tem aí nesses sacos pesados na carroça?
– Resto de comida e coisas plásticas que esse prédio aí separa pra gente – falou, apontando para um condomínio de luxo que tem bem em frente onde havíamos parado.
– E vocês fazem o que com esse material?
– É assim, a gente cria porcos lá onde a gente mora, ali no Santo Antônio, aí a gente separa a comida para os porcos e os plásticos a gente vende. Os porcos da gente são bem gordinhos. Quando a gente vende eles, tira um dinheirinho bom danado.
– Entendi. Mas vocês estudam?
– Estuda, sim, a gente estuda de tarde, e nunca falta não, viu? Vem com a carroça pegar essas coisas só essa hora de manhãzinha mesmo.
– Ah, que bom! Vocês têm irmã?
– Temos. A gente é três homens e duas mulheres.
– Eu estou com umas roupas de menina aqui no carro e queria saber se vocês aceitariam.
– A gente quer, sim, senhora.
Fui ao carro, peguei a sacola de roupa e uma nota de vinte reais, que era o que tinha comigo naquele momento. Entreguei a sacola para o mais novo e a nota para o mais velho.
– Como vocês se chamam?
– Meu nome é João Paulo, respondeu o mais velho.
– E o seu? – perguntei ao mais novo, que era também mais calado.
– João Paulo.
– João Paulo também? Vocês dois se chamam João Paulo?
– É, os dois. Foi pai e mãe que quis botar assim.
Sorri para eles, achando curioso e ao mesmo tempo bonito, por que aparentava que eles tinham orgulho de ter o mesmo nome.
– Olhe, aqui tem vinte reais, veja o que vocês acham melhor fazer com o dinheiro, tá?
– Dona, obrigada! A gente vai dividir dez pra mim e dez pra ele. A gente vai guardar pra usar depois, né, João Paulo? – falou o mais velho, olhando para o mais novo, que agora sorria olhando para a nota.
Desejei boa sorte aos Joões Paulos, voltei para o carro e eles seguiram pelo caminho para o destino deles.
Sei não, a cada dia que ouço, vejo e vivencio histórias de pessoas grandiosas, travestidas de seres humanos normais, como esses dois irmãos tão novos e tão fortes, eu agradeço a Deus a possibilidade de aprender com eles mais sobre educação, humildade, força, fé e gratidão.
(Crônica escrita em 2019)
Diego Emanuel tem 32 anos. Nascido em Mossoró-RN, desde os 10 anos, o seu endereço é a rua.
Perdeu o pai muito novo (nem lembra quando) e a mãe o entregou para a avó paterna criar, quando pequenininho, assim como fez com a sua única irmã, que foi entregue para uma outra família. Não sabe onde está mais ninguém. É só no mundo. Sua vida toda está numa mochila azul com a alça quebrada.
Teve um relacionamento com uma mulher no passado, no qual foi gerado um filho.
- Acho que hoje o menino deve estar com uns 14 anos. Mas faz muito tempo que não o vejo também.
Diego estudou até a sexta série, sabe ler e escrever. Hoje em dia, pastora carro durante o dia na Praça da Catedral e a noite, vem dormir aqui, na Praça Dom João Costa (Praça do Diocesano), seu endereço atual, que foi onde nos encontramos.
Ele estava sentado num banco da praça, embaixo de um pé de algaroba. Eu o vi, e desci do carro para bater um papo. Sentei ao seu lado.
- Diego, e o que você queria que acontecesse na sua vida?
- De verdade, eu queria era ter uma granja, cheia de galinha pra criar. Acho lindo demais os bichos. - Ele sorri quando fala do sonho.
- Às vezes, as pessoas pensam que a gente é um bando de vagabundos que não quer trabalhar, mas a senhora nem imagina o jeito que olham pra gente, porque estamos sujos. Ninguém dá atenção a uma pessoa suja, não, imagine um trabalho!
Eu fico ouvindo sem ter muito o que falar. Só o ouço e nada mais.
- A casa da gente é em qualquer canto e o momento mais difícil para quem mora na rua é a noite, porque, às vezes, chove, tem bicho, e ainda tem aquelas horas que roubam as nossas coisas. Não tem onde tomar um banho, lavar uma roupa. Pra a senhora vê, eu estava domindo um dia desses, quando acordei com uma cobra preta, grande, se enrolando no meu braço. Pense num susto! Tive que me levantar, pegar minha mochila e procurar outro canto pra terminar de passar a madrugada.
Perguntei a Diego se ele já tinha buscado apoio e atendimento alguma vez nos órgãos da Prefeitura aptos a acolhê-los.
- Já fui sim, ao CAPS, mas deixei de ir. A assistente social de lá dizia que eu estava me drogando, só que eu não uso nada, além da cachaça. Como eu posso acreditar numa profissional que não acredita em mim? O meu vício é só a cachaça, que eu bebo para passar o dia e o tempo. Se a gente ficar parado aqui, só pensando, a gente endoida bem rapidinho, pode acreditar.
Estou silenciada com a história de Diego.
- Diego, o que é o pior para quem está na rua?
- O pior para quem está na rua é a fome. Dói. A fome dói.