LAS VERDADES INCÓMODAS QUE JAVIER MILEI PUSO SOBRE LA MESA
➜ Los impuestos son un robo.
➜ La inflación es un impuesto encubierto que castiga a los más pobres.
➜ El Estado nunca crea riqueza, solo se la extrae a los demás.
➜ El déficit fiscal de hoy son los impuestos e inflación de mañana.
➜ El empresario no es un explotador, es quien detecta oportunidades, invierte y asume riesgos.
➜ El beneficio empresarial no es inmoral, es la recompensa por satisfacer mejor al consumidor.
➜ La competencia beneficia al consumidor, los privilegios estatales benefician a los amigos del poder.
➜ El proteccionismo no protege al consumidor, protege a empresas ineficientes.
➜ El libre comercio enriquece, el intervencionismo empobrece.
➜ El control de precios provoca escasez, desabastecimiento y mercados negros.
➜ Ningún burócrata posee la información necesaria para reemplazar al mercado.
➜ La pobreza no se combate repartiendo riqueza, sino creando condiciones para producir más riqueza.
➜ La libertad económica no es un privilegio de los ricos, es la principal herramienta de progreso para los pobres.
➜ Las ideas importan, cambiar las ideas precede a cambiar la realidad.
➜ Los políticos no gastan su dinero, gastan el tuyo.
➜ El empresario prebendario no es capitalista, es un socio del Estado.
➜ Ningún derecho puede existir si se obliga a otra persona a trabajar para financiarlo.
O sempre preciso e elegante @fernandoschuler Discorre sobre a ideologia "progressista" da maioria dos bacanas endinheirados
Crenças de Luxo
Fernando Schüler
Revista Veja, 25/03/2024
“Nosso pedido é simples: nos imponham impostos”, dizia o manifesto lançado por um grupo de milionários, o Proud To Pay More, ou “Orgulho em pagar mais”, no Fórum de Davos. Do grupo, fazem parte a herdeira da Disney, Abigail Disney, o ator Brian Cox e outros bacanas. “Só em Davos”, pensei, uma ideia como aquela, desejo de pagar mais impostos, faria sentido. O curioso foi ler a justificativa. A ideia de que dar mais dinheiro aos governos transformaria uma “riqueza privada extrema e improdutiva em investimento para o futuro democrático comum”. Como assim? Esse pessoal não investe o próprio dinheiro? Deixa embaixo de um colchão? Seus investimentos não geram empregos, novos negócios, novas tecnologias? Se o sujeito tem alguns milhões sobrando, por que não cria um fundo para investir em startups que podem descobrir a cura para o câncer? Ou quem sabe um fundo de endowment, com dinheiro aplicado no mercado, como fez, lá atrás, Andrew Carnegie, e financiar bolsas de estudos para quem não pode pagar a faculdade? Essa turma de fato acredita na sabedoria dos governos para “investir em nosso futuro”?
Ok, eles não são brasileiros. Não conhecem nossos políticos. Nosso modelo de distribuir dinheiro do contribuinte via emendas parlamentares, nossos 15 000 juízes ganhando acima do teto do setor público. Talvez o Brasil seja realmente uma exceção à regra, na política global. Quem sabe seja isso. Essa ideia de “pagar mais impostos”, sem pensar em reformas e como o dinheiro é gasto, no mundo político, é exemplo do que o psicólogo social Rob Henderson chama de luxury beliefs, ou crenças de luxo. Henderson é personagem improvável. Quando criança, morou no meio do lixo, em Los Angeles. Pulou de casa em casa, como filho adotivo, se meteu com drogas e por muito pouco não se perdeu. Um dia fez o alistamento militar e deu sua virada. Conquistou uma bolsa para Yale, depois para Cambridge. Hoje é respeitado, com textos no The New York Times. E com um detalhe: ao contrário de muitos de seus colegas intelectuais que dão receitas aos mais pobres, ele viveu, de fato, a vida dos miseráveis. Na linguagem da moda, adquiriu um “lugar de fala” para não engolir conversa fiada que soa bacana em um auditório na Suíça ou em Boston, mas que na prática inferniza ainda mais os que pretensamente deveriam ser ajudados.
Henderson diz que as crenças de luxo vão tomando o lugar dos bens de luxo, em nossa cultura. Por muito tempo, exibir uma bolsa Birkin, da Hermès, era uma boa estratégia de distinção. Hoje, funciona bem menos. Na cena pública, o que gera distinção é a adesão a um certo tipo de retórica. Dizer que “a família tradicional está superada”, como ele escutou de uma colega bacana, em Yale. Moça que havia sido criada em uma boa família tradicional e que pretendia, ela própria, criar a sua. Henderson sabia o quanto havia lhe custado ter pulado de galho em galho, em meio a famílias desestruturadas, na sua formação. Percebeu como era fácil dizer alguma coisa a custo zero, para si mesmo, ainda que complicada para um bocado de gente. Na prática, um tipo de irresponsabilidade intelectual. Algo que ganhou força com a revolução digital. Com este mundo em que todos estamos conectados, sob intensa vigilância, e onde tendemos a agir como “retóricos”. Como pequenos políticos, tentando agradar a alguma audiência, fazendo “sinalizações de virtude”. Por estes tempos me dei conta disso de um jeito um tanto cruel. Me deparava com um “eu amo o SUS”, seguido de um coraçãozinho, na rede social de um sujeito que frequentava o Hospital Albert Einstein, no terceiro espirro, enquanto um bom amigo de escola, sem grana ou plano de saúde, esperava exatos quatro meses e doze dias para iniciar seu tratamento no sistema público, depois do diagnóstico de um câncer pesado.
Uma das crenças de luxo preferidas de Henderson é o defund the police. A pregação feita pelos ativistas em regra mais ricos e instruídos sobre retirar recursos das polícias. “Pessoas vivendo em bairros seguros”, diz ele, “querem uma política cujo resultado é tornar ainda mais vulneráveis os que vivem em bairros de maior criminalidade”. No Brasil, meu exemplo favorito é a defesa que nossa elite faz do sistema estatal de educação, a “escola pública”. O modelo que defendemos, em que colocamos o tal coraçãozinho, mas no qual, por nada deste mundo, matricularíamos nossos próprios filhos. Henderson vê algo semelhante no discurso contra a meritocracia, uma “crença mais comum entre meus colegas em Yale do que entre as crianças com quem cresci”. A lição: para quem já está com a vida ganha, o tema do mérito não faz diferença. Para alguém que “vem de baixo”, como Henderson, é a única aposta. Ir atrás, buscar alternativas, como ele fez, com a carreira militar, depois com as bolsas, e por aí foi.
Crenças de luxo não são de esquerda ou de direita. Tempos atrás, escutava de um simpático “libertário” a tese de que não deveria existir nenhuma política social, nem mesmo apoio público à educação. “O mercado resolve”, dizia ele. É um tipo de crença de luxo, sem audiência. A vantagem da esquerda vem de seu controle sobre o mundo da opinião. Em Harvard, talvez o maior “centro de distinção” intelectual do mundo, 75% dos professores são “progressistas”.
Estudo feito em 48 grandes universidades anglo-saxônicas, que realmente podem irradiar prestígio intelectual a uma ideia, mostra o mesmo quadro. Não é difícil entender por que um empresário bacana pede para pagar mais impostos, mesmo sabendo o que os políticos fazem com o dinheiro. Ou que nossos parlamentares façam juras de amor ao SUS, sem dispensar o plano de saúde do Congresso. Ou ainda que uma intelectual diga, em um bom jornal, que o “capitalismo é incompatível com a democracia”, ela mesma vivendo, feliz da vida, em uma democracia capitalista, na Europa.
Não há nada ilógico nessa desconexão entre retórica e escolhas individuais. O mercado remunera bem as crenças de luxo, ainda que elas envolvam um claro nó ético. Foi este o tema do discurso de Max Weber sobre “A vocação da política”, há 100 anos, sugerindo a ideia de uma “ética da responsabilidade”. Uma ética daquele que não se deixa levar pela “excitação estéril”, que está aberto a mudar de ideia, que presta atenção às consequências que suas visões de mundo produzirão. E que está disposto a fazer isto mesmo ficando em minoria. Perdendo seu prestígio e, quem sabe, sendo desconvidado de algum jantar elegante, em Davos ou em São Paulo. Conheço gente assim. Talvez sejam eles que tenham descoberto um secreto sentido da ideia de luxo, que, não tenho dúvidas, deveríamos cultivar."
Fernando Schüler é cientista político e professor do Insper
https://t.co/QJg3xLr90b
A Verdadeira Origem Da Escravidão
“A prática da escravidão, como a entendemos no contexto histórico, surgiu em grande parte com o advento da agricultura e das sociedades sedentárias e comunitárias há cerca de 10.000 anos.
Foi quando as sociedades começaram a ter recursos excedentes que levaram à hierarquia social, direitos de propriedade, e a capacidade de controlar e explorar o trabalho dos outros.
Antes do advento da agricultura, durante a Era Paleolítica (também conhecida como Idade da Pedra), as sociedades eram principalmente comunidades de caçadores-coletores.
Nestas comunidades, os conceitos de direitos de propriedade e excedente econômico eram praticamente inexistentes.
Cada um comia o que conseguia comer.
Assim, seria difícil para uma forma de escravidão, como a entendemos hoje, existir.
Embora possa ter havido várias formas de desigualdade social e exploração, é pouco provável que se assemelhassem à instituição da escravidão que se desenvolveu em sociedades agrícolas e industriais mais complexas.”
Vocês não irão encontrar essa informação acima em nenhum livro de História no Brasil, precisei consultar o ChatGPT para saber a origem.
A escravidão não surgiu vindo da África, ela surgiu no Oriente Médio.
Quando tribos guerreavam entre si, quem perdia a batalha morria, quem sobrevivesse era morto imediatamente.
O objetivo era justamente esse, ter menos pessoas procurando a mesma comida.
Em “O Banquete Antropofágico” do livro História do Brasil, Hans Staden narra que o guerreiro perdedor não era escravizado e sim cozinhado e comido.
“Velhas recolhiam, numa cuia, o sangue e os miolos; o sangue devia ser bebido ainda quente.
A seguir, o cadáver era assado e escaldado, para permitir a raspagem da pele. Introduziu-se um bastão no ânus, para impedir a excreção.
Os membros eram esquartejados e, depois de feita uma incisão na barriga do cadáver, as crianças eram convidadas a devorar os intestinos.”
A prática de permitir que a tribo derrotada pudesse ainda viver, aprendendo a nova técnica da agricultura, ajudando a plantar comida, cuidando da safra até a colheita, foi até uma agradável surpresa para os derrotados.
A maioria sabia que ia morrer, tanto que os samurais derrotados se antecipavam cometendo o haraquiri.
Foram eles os primeiros a bradarem “liberdade ou morte”, preferindo a morte. A única opção que existia.
Ser escravo em troca de se manter vivo, não era uma opção, até o advento da Agricultura.
A única opção era ser morto ou torturado num caldo fervente e depois ser comido.
Nada disso absolve a prática na Escravidão 11.000 anos depois.
Mas que os livros de história da escravidão omitem como a escravidão surgiu de fato, é algo inadmissível.
Surgiu como uma nova prática tribal, de não exterminar a tribo derrotada e deixá-los viver, “alugando” terras em troca de parte da produção, e ensinando-os uma nova forma de sobreviver.
Somos todos descendentes de escravos, eu tenho um ascendente eslavo, o povo recente escravizado e que deu o nome “slave” e escravo.
Não tenho nenhum ascendente japonês samurai derrotado.
Algo para se pensar.