“Precisamos voltar a ter o hábito de ir à casa dos outros só para passar um tempo, bater papo e jogar conversa fora, sem compromisso.”
Não sendo na minha casa, pode arrochar.
Cedo ou tarde, a gente cai no café sem açúcar, no vinho, na corrida de rua ou na academia.
Ninguém escapa. É apenas uma questão de qual surto chega primeiro.
E, às vezes, quando o surto vem forte mesmo… a gente abraça tudo de uma vez só.
Hoje eu só quero ficar em paz, fazer minhas coisas, rir de alguma bobagem e deixar a vida seguir. Nem tudo precisa ser entendido, resolvido ou controlado. O que não der para resolver hoje, fica para amanhã.
Você pode fazer tudo por uma pessoa. Pode apoiar, compreender, esperar, estar presente… mas existe uma coisa que nunca poderá fazer por ela: a parte dela.
Se você acha que vai encontrar alguém com a mesma vibe que você em uma corrida de rua que começa às 5h/6h da manhã, você está certo. A chance é grande.
Mas já tentou procurar em uma clínica psiquiátrica? A chance é maior ainda.
Não dá para garantir que a gente vai ser a pessoa que ficará para sempre na vida do outro. Mas dá para ser alguém que fez bem, que tratou o outro de um jeito bonito, que ajudou e que ofereceu coisas boas.
Há coisas que a gente não controla, outras dependem apenas de nós.