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No próximo sábado, 13/06, estarei no AgentCon Rio de Janeiro palestrando sobre:
SDD e o Fim do “Vibe Coding”: O Futuro do Desenvolvimento Guiado por IA
Vamos falar sobre como sair do uso improvisado de IA para um fluxo mais estruturado, avaliável e confiável no desenvolvimento de software com agentes.
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Se priorizar,
Dizer Não,
As vezes,
Não significa que vc é ruim.
Muito pelo contrário:
Significa dizer que vc pensa em
Vc e que você se ama,
Nem todo "SIM'
MERECE SEU SACRIFÍCIO.
pense nisso!
Toda vez que assisto o vídeo da garota que foi jogada assassinada de Rope jump eu não acredito que foi só um erro, é muito perceptível que ela estava sem a corda. Rodeada de gente gravando com celular, levantada na posição do aviãozinho completamente desamarrada. Todo mundo ao redor sofreu um apagão mental, é isso?
Uma jovem de 21 anos animada para o rope jump. O noivo e os amigos a acompanhavam.
Pouco antes de ser arremessada, pessoas que assistiam gritaram para avisar que a corda não estava presa. Ninguém ouviu.
Um dos aspectos mais perturbadores dessa tragédia é que ela nos obriga a distinguir duas coisas completamente diferentes: risco e abandono.
Quem pratica um esporte de aventura aceita o risco inerente da atividade. Aceita a altura, a velocidade, a adrenalina. O que não aceita - e jamais poderia aceitar - é ser lançada ao vazio sem a única medida de segurança capaz de transformar uma queda livre em uma atividade esportiva.
Essa jovem de 21 anos caiu cerca de 40 metros após a equipe esquecer de conectar a corda de segurança. Se os fatos forem confirmados, não estamos diante de uma fatalidade da natureza nem de uma falha imprevisível do equipamento. Estamos diante da supressão da própria segurança que justificava a existência da atividade.
Juridicamente, a questão é grave. Para que alguém seja lançado de uma ponte sem estar conectado ao sistema de segurança, quantas barreiras falharam?
Quem equipou a vítima? Quem conferiu? Quem autorizou o salto? Quem realizou a checagem final? Quem supervisionava a operação?
Quanto maior o número de protocolos ignorados, mais difícil se torna enxergar o episódio como um simples lapso individual.
A vítima depositou confiança absoluta na equipe. Não tinha como verificar mosquetões, ancoragens ou sistemas de fixação. Sua vida estava literalmente nas mãos de terceiros.
Mas, para além do Direito, há algo profundamente doloroso nesse caso. Horas antes, ela fazia planos, registrava momentos, publicava nas redes sociais e vivia um dia de diversão. Em segundos, sem sequer compreender o que estava acontecendo, tudo acabou.
O Direito chamará isso de culpa, negligência ou talvez discutirá algo ainda mais grave. São categorias necessárias. Mas elas parecem pequenas diante da dimensão humana da perda.
O resumo da tragédia:
Ela não morreu porque praticava rope jump. Ela morreu porque a única coisa que transformava uma queda de quarenta metros em um esporte - a corda - não estava conectada.
Sem a corda, não existe esporte de aventura.
Existe apenas uma queda livre de quarenta metros.
Força à família da jovem.
O ser humano parou de:
Cozinhar
Conversar olhando nos olhos
Ler por prazer
Dormir cedo
Ter tempo sem tela
E a ansiedade, o estresse e a solidão aumentaram.
Talvez não seja apenas coincidência.
Um trilhão é mil bilhões. Gastando 1 milhão por dia, nem em 3 mil anos gastamos 1 trilhão. Um trilionário pode financiar campanhas, comprar meios de comunicação, influenciar algoritmos e mover mercados.
Essa concentração de riqueza é incompatível com uma democracia saudável.