Há negócios que basta teu subordinado te ligar ficas mal disposto because you know they about to report an issue that will require you to open your pockets 😭
INCM DECLARA GUERRA DIRECTA A MAIS DE 1 MILHÃO DE SMARTPHONES “PIRATAS” NO PAÍS; GRANDE PARTE PODE SER DE IPHONES
O famoso “iPhone americano” vendido na esquina por 15 mil meticais, com carregador “oferta especial” e promessa de bateria que “dura dois dias”, pode afinal ter viajado mais do que deputados em missão oficial. E a festa parece estar a chegar ao fim.
O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) decidiu entrar em cena como polícia tecnológica e declarou guerra aberta aos smartphones pirateados que inundam o mercado nacional. A suspeita é explosiva: mais de um milhão de aparelhos ilegais poderão estar em circulação no País, e uma fatia considerável pode ser composta por iPhones falsificados, clonados ou roubados no estrangeiro.
Durante anos, o mercado informal transformou-se num verdadeiro “shopping sem recibo”. Em cada esquina há um especialista em Apple que nunca viu uma loja da Apple, mas garante ao cliente que o aparelho é “original de Dubai”, “veio da África do Sul” ou “foi oferta de um primo no Brasil”. O problema é que, em muitos casos, o telemóvel tem mais histórias do que um romance policial.
Com a nova plataforma do INCM, basta marcar *#06# para obter o IMEI e verificar gratuitamente se o aparelho é autêntico. Traduzindo para linguagem de mercado: agora o comprador pode descobrir se está a levar um iPhone legítimo ou um “iPhone da criatividade internacional”.
Nos mercados de Maputo e Matola, encontrar um iPhone recente a preço de bicicleta já não surpreende ninguém. O que surpreende é a facilidade com que esses aparelhos aparecem embalados, reluzentes e acompanhados de frases mágicas como “só abriu para testar”. Mas, muitos utilizam IMEIs clonados, isto é, copiam a identidade electrónica de um aparelho verdadeiro. É como circular com o BI de outra pessoa e ainda exigir garantia.
A ironia é cruel: o cliente compra um símbolo de estatuto e pode acabar a financiar uma rede internacional de contrabando. Em vez de entrar para o “clube Apple”, entra para o arquivo da polícia tecnológica.
Investigadores do setor apontam a África do Sul como grande corredor regional do negócio. Contentores chegam da Ásia carregados de réplicas, passam pelos mercados de Joanesburgo e depois atravessam as fronteiras rumo a Moçambique. Alguns aparelhos, dizem as autoridades, fizeram turismo completo: Ásia, Joanesburgo, Ressano Garcia e finalmente uma banca de mercado em Maputo.
Há ainda outro capítulo digno de série policial: iPhones roubados no Brasil e noutros países da América Latina estariam a ser enviados para África, desbloqueados e revendidos como “importados”. Ou seja, o aparelho desaparece em São Paulo e reaparece em Maputo com sotaque moçambicano e capa nova.
O impacto económico não tem graça nenhuma. Milhões de meticais escapam ao fisco, distribuidores autorizados perdem vendas e o Estado perde receitas. Mas o lado mais irónico continua a ser social: enquanto o comprador faz selfie para mostrar que “subiu na vida”, alguém algures agradece a transferência involuntária de dinheiro.
INCM DECLARA GUERRA DIRECTA A MAIS DE 1 MILHÃO DE SMARTPHONES “PIRATAS” NO PAÍS; GRANDE PARTE PODE SER DE IPHONES
O famoso “iPhone americano” vendido na esquina por 15 mil meticais, com carregador “oferta especial” e promessa de bateria que “dura dois dias”, pode afinal ter viajado mais do que deputados em missão oficial. E a festa parece estar a chegar ao fim.
O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) decidiu entrar em cena como polícia tecnológica e declarou guerra aberta aos smartphones pirateados que inundam o mercado nacional. A suspeita é explosiva: mais de um milhão de aparelhos ilegais poderão estar em circulação no País, e uma fatia considerável pode ser composta por iPhones falsificados, clonados ou roubados no estrangeiro.
Durante anos, o mercado informal transformou-se num verdadeiro “shopping sem recibo”.