Leonel Brizola armado no Palácio Piratini é um dos momentos mais importantes da história do Brasil.
Escolhi essa camiseta para a convenção que oficializou Juliana Brizola como nossa candidata ao governo do estado para manter viva essa história.
Precisamos nos inspirar no período em que Brizola governou o RS (1959-1963). A meu ver, é o momento mais brilhante da sua biografia.
Brizola construiu milhares de escolas e valorizou a educação pública. Num estado majoritariamente rural e marcado pelo latifúndio, valorizou os trabalhadores do campo. Foi visionário ao criar a Companhia Rio Grandense de Telecomunicações e ousado ao enfrentar o capital estadunidense e fundar a CEEE.
Apenas governantes que se inspiram em projetos estratégicos de soberania nacional e bem comum do povo deixam legados tão marcantes como esse.
A foto foi no Movimento da Legalidade, quando Brizola pegou em armas para defender a democracia e a soberania nacional diante da tentativa de golpe militar para depor o presidente João Goulart, em agosto de 1961.
O povo cercou o Palácio Piratini, que foi o centro da resistência nacional e latino-americana às ditaduras apoiadas pelos EUA. Por muito pouco, Porto Alegre não foi alvo de bombardeios, fruto da divisão que Brizola e o povo em luta criaram nas Forças Armadas, num dos últimos suspiros dos militares democráticos no Brasil.
Semanas antes, Brizola se encontrou com Che Guevara, líder da Revolução Cubana. Era um momento em que os projetos de superação do capitalismo criavam novas possibilidades de desenvolvimento e liberdade para os povos do mundo. Brizola foi parte disso!
Sim, os tempos são outros, no Brasil e no mundo, mas essa história deve nos inspirar.
O Rio Grande do Sul precisa reinventar sua infraestrutura de serviços públicos, crescer a sua economia, distribuir renda e terra, proteger o povo e a natureza das mudanças climáticas e reconstruir a sua inteligência depois de anos terríveis de neoliberalismo. Ao mesmo tempo, precisamos impedir o neofascismo dos filhotes da ditadura de assumir o poder.
Para todas essas tarefas, o legado de Brizola é válido e inspirador.
Para fazer uma campanha histórica, precisamos de inspirações fortes. Aqui está a minha. Vamos à luta!
@jlinzombie Culpa dele que deveria ter terminado os livros antes da série. Quando série começou faltava ele terminar os 2 últimos. Passou 8 temporadas e 10 anos e o cara não escreveu.