A anexação da Groenlândia não é um excentricidade de Trump. É um projeto de Estado dos EUA. O controle da ilha sempre foi visto como um ativo estratégico para os interesses econômicos e militares de Washington.
As primeiras tentativas de adquirir a Groenlândia datam do século 19. Em 1867, durante o governo do democrata Andrew Johnson, o Secretário de Estado William Seward conduziu uma campanha agressiva tentando forçar a Dinamarca a vender a Groenlândia por 5 milhões de dólares.
Nova tentativa de adquirir a ilha ocorreu em 1910, na gestão do republicano William Howard Taft. Maurice Egan, o embaixador dos EUA na Dinamarca, chegou a avançar consideravelmente com a proposta, mas o esforço foi interrompido após a eclosão da 1ª Guerra Mundial.
Incomodada com o assédio norte-americano, a Dinamarca chegou a exigir que a Casa Branca reconhecesse formalmente a soberania do país sobre a Groenlândia como condição para concluir a venda das Ilhas Ocidentais Dinamarquesas.
O reconhecimento ocorreu em 1916, mas os EUA seguiram pressionando a Dinamarca a ceder a posse da ilha. A eclosão da Segunda Guerra Mundial deu aos EUA o pretexto para ocupar militarmente a Groenlândia, alegando a necessidade de impedir uma eventual invasão alemã.
Quando a guerra acabou, os militares norte-americanos permaneceram na ilha. Em 1946, o democrata Harry Truman fez mais uma oferta de compra da Groenlândia, que foi novamente rejeitada. A Dinamarca exigiu energicamente que os EUA retirassem seus militares de seu território, mas foi ignorada.
Em 1955, outra proposta de compra da Groenlândia foi feita pelo republicano Dwight Eisenhower. A oferta foi recusada, mas a Dinamarca foi, na prática, forçada a assinar um tratado dando aos EUA a permissão de instalar bases militares permanentes na ilha.
Na década de 1970, Nelson Rockefeller, vice-presidente na gestão do republicano Gerald Ford, conduziu uma articulação secreta para a compra da Groenlândia, dessa vez com pesada participação de empresários do setor de mineração. Mais uma vez, a proposta foi recusada.
A Groenlândia é extremamente rica. Tem reservas de petróleo estimadas em 17 bilhões de barris. Mais de 4 trilhões de metros cúbicos de gás natural. A segunda ou terceira maior reserva de minerais de terras raras do mundo. Reservas de cobre, grafite, nióbio, titânio, ródio. E nada menos do que dois terços de toda a água doce do planeta fora da Antártida.
Pode até não ser agora, mas os Estados Unidos vão tomar a Groenlândia. E ela não vai ser devolvida em uma eventual gestão democrata, por mais que eles façam teatrinho de horrorizados. É um projeto do país. Trump só está aproveitando seu circo para avançar concretamente uma agenda comum.
A decisão da Câmara de derrubar a medida provisória que corrigia injustiças no sistema tributário não é uma derrota imposta ao governo, mas ao povo brasileiro.
Essa medida reduzia distorções ao cobrar a parte justa de quem ganha e lucra mais. Dos mais ricos.
Impedir essa correção é votar contra o equilíbrio das contas públicas e contra a justiça tributária.
O que está por trás dessa decisão é a aposta de que o país vai arrecadar menos para limitar as políticas públicas e os programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros. É jogar contra o Brasil.
@camaradeputados Imoral essa blindagem dos parlamentares. Corporativismo desonesto! A gente precisava é de maior rigidez com políticos, e não mais afrouxamento!
@forumpandlr Vale comemorar! Mas é bom lembrar que só foi descriminalizada, não legalizada. O uso e porte ainda são considerados atos ilícitos administrativos e podem ter sanções (e não penas).