Dallas foi buscar Joey Porter Jr. porque precisava desesperadamente de ajuda na secundária. A defesa de Christian Parker chega à Week 4 permitindo 387 jardas por jogo, com apenas dois sacks e nenhuma interceptação. Porter resolve imediatamente uma parte disso: dá aos Cowboys um corner capaz de sobreviver sozinho no perímetro.
A questão está no estilo.
Porter construiu a reputação em Pittsburgh como um corner físico, agressivo na linha de scrimmage e confortável jogando press-man contra o melhor recebedor adversário. Já Christian Parker trouxe para Dallas uma defesa muito mais baseada em zona, split-safety e disguise. Pelos três primeiros jogos, os Cowboys jogaram zona em aproximadamente 72% dos snaps e man em apenas 20,2%.
Num primeiro olhar, parece um casamento estranho.
Só que existe uma diferença entre “ser melhor em man” e “não conseguir jogar zona”.
Porter foi um dos melhores corners da NFL em cobertura em 2025. Teve 76,6 de coverage grade pela PFF, permitiu apenas 47,8% dos passes lançados em sua direção e cedeu somente 0,58 jardas por snap de cobertura. O mais interessante para Dallas é que essa produção não desapareceu quando Pittsburgh jogou zona.
Então o desafio para Parker não deveria ser transformar Porter em outra coisa.
Deveria ser usar a presença dele para aumentar o cardápio da defesa.
Parker pode continuar jogando Cover 3, Quarters e Cover 6, mas permitir que Porter pressione o WR1 na boundary enquanto o restante da defesa mantém princípios de zona. É o tipo de estrutura que transforma a cobertura em algo híbrido: Porter joga quase como se estivesse em man do lado dele enquanto Parker cria as leituras e rotações que prefere do outro.
E isso pode ajudar muito mais gente.
Com Porter ocupando uma das pontas, DaRon Bland pode receber mais snaps no slot, onde já teve sucesso anteriormente. Caleb Downs pode voltar a ser utilizado mais como safety ou peça híbrida, em vez de precisar resolver constantemente problemas de corner. Parker ganha liberdade para esconder cobertura e mudar o desenho depois do snap sem precisar deixar seu melhor corner jogando uma técnica que não maximiza suas características.
Existe também um detalhe importante: Dallas precisa de alguém capaz de simplesmente apagar um lado do campo.
Porter está há 1.467 snaps consecutivos de cobertura sem permitir touchdown, a maior sequência registrada por um corner na era do Next Gen Stats. Isso muda a matemática de uma defesa. Se Parker confia que Porter consegue sobreviver isolado contra determinados recebedores, pode usar o safety em outro lugar, dobrar outro alvo ou adicionar um defensor ao box.
O problema de Porter não é exatamente a capacidade de jogar zona. É disciplina.
Desde que entrou na NFL, acumulou 36 penalidades, incluindo 14 defensive pass interferences. Um corner tão físico precisa entender quando pode usar as mãos e quando a estrutura da cobertura exige que ele entregue a rota e confie no defensor seguinte. Isso talvez seja a adaptação mais importante ao sistema de Parker.
Por isso, eu não mudaria completamente a defesa para Joey Porter Jr.
Também não tentaria encaixá-lo à força em 70% de zona como se ele fosse apenas mais uma peça.
O melhor cenário está no meio.
Deixe Porter fazer aquilo que faz melhor em situações específicas, use press e match coverage contra WR1s, mantenha os conceitos de zona do Parker atrás disso e transforme a presença dele em uma ferramenta para disfarçar ainda mais a cobertura.
Dallas não contratou Joey Porter Jr. para caber perfeitamente no sistema.
Talvez tenha contratado justamente um jogador bom o bastante para permitir que o sistema fique maior.
Tem uma mudança importante acontecendo por aqui: o @LandingZoneBR agora passa a ser @oGustavoFuchs.
O Landing Zone foi onde tudo começou e sempre vai fazer parte de mim. Foi com esse nome que criei conteúdo, conheci pessoas, construí uma comunidade e vivi oportunidades que, por muito tempo, pareciam muito distantes.
Mas justamente por tudo que tem acontecido nos últimos meses, pelas oportunidades que surgiram e pelas novidades que ainda estão por vir, senti que era a hora de dar esse passo profissional.
A página continua, o conteúdo continua e, principalmente, a essência continua. Eu sempre vou carregar o Landing Zone comigo. A diferença é que agora quero colocar meu nome e rosto também naquilo que estou construindo.
O Landing Zone me trouxe até aqui. Agora, seguimos como @oGustavoFuchs. 🧡🏈
O VERIFICADO VAI VOLTAR! Canalhas, não pode nem trocar o @ em paz!
E, mais uma vez, obrigado pela dica também @oAlexPorto!! Não aguento mais puxar seu saco pqp
Há dois anos, comecei a produzir conteúdo sobre futebol americano aqui. Sem ganhar nada e sem saber se isso algum dia me levaria a algum lugar. Nesse caminho, ouvi muita piada por gostar e, principalmente, por querer trabalhar com NFL no Brasil.
Mas eu continuei. E quem acompanha essa página há algum tempo sabe o quanto eu amo tudo isso.
Os últimos 30 dias foram alguns dos mais corridos da minha vida. Trabalho, faculdade, estrada, pauta, roteiro, edição, pouco sono. E cada segundo valeu a pena.
Porque ontem eu vivi algo que aquele Gustavo que começou tudo isso há dois anos provavelmente teria dificuldade de acreditar: trabalhei credenciado em um jogo da NFL no Maracanã.
Sou muito grato à Clutch Media pela oportunidade e, principalmente, ao @oAlexPorto pela confiança. Tem sido um prazer fazer parte da equipe do Endzone e trabalhar com aquilo que, durante tanto tempo, parecia um sonho distante.
Mas essa conquista também não é só minha. Muita gente fez parte dessa página nesses dois anos, me ajudou, acreditou nas minhas ideias, produziu conteúdo comigo, divulgou, apoiou ou simplesmente esteve por perto quando tudo isso ainda era muito pequeno. Cada pessoa que passou por aqui também me ajudou a chegar até o Maracanã. Então, de coração, obrigado. Todos vocês fazem parte disso.
E obrigado também a cada pessoa que acompanha a página. Cada curtida, comentário, compartilhamento e mensagem ajudou a fazer tudo isso crescer e chegar onde chegou.
Ainda bem que eu não escutei as piadas. Ainda bem que continuei quando ninguém estava olhando.
O Maracanã não foi a chegada. Foi só um daqueles momentos que fazem a gente perceber que valeu a pena não desistir. ❤️🏈
@carrbrasil Eu te vi na hora que vc chegou pra pegar o credenciamento e foi falar com o pessoal do endzone, mas acho que vc nem se ligou que eu tava ali 😭😭😭😂