Eu gostava MUITO da Luísa Sonza na época do Pandora. Ela fazia uma pegada meio R&B meio Boogie com “Não vou Mais Parar” que era bom demais. Ela tinha um baita potencial de se tornar uma artista foda nessa linha.
Daí entregou um álbum pop ok com “Doce 22”, mas foi ficando bem superficial e daí a vida pública dela ficou maior do que a música. Depois veio o “Escândalo Íntimo”, que é uma mistureba de tudo, tiro pra todos os lados, mas algumas músicas me agradam muito mais do que o “Doce 22” justamente por voltar nessa essência que ela tinha ali no Pandora (Romance em cena, Iguaria, Surreal).
Eu concordo que a gestão de carreira dela, em termos de vida pessoal, é péssima. Me incomodava muito quando queriam a todo custo colocar as coisas da vida pessoal dela dentro de um modelo de pop star, porque isso vende, né? A ida ao programa da Ana Maria Braga é um desses exemplos. Mas a Luísa Sonza é violão, piano, uma base disco/boogie/tropicana e uma boa composição romântica daquelas que destroça.
Musicalmente as coisas estão voltando aos eixos, esse álbum de Bossa Nova dela é uma delícia. Não tinha como dar errado. Mas agora ela tem um público de música pop que é chato pra caralho, algumas polêmicas com gestão de crise mal sucedidas, uma apresentação ao vivo que é meio cansativa por misturar tanta coisa e a própria artista que vestiu uma persona revoltada e batendo de frente com tudo isso. Ela tem ótimas refs visualmente, nos clipes, no conceito dos álbuns, mas precisa parar de querer ser cantora de tudo!
Ela é boa! Só precisa arrancar toda essa caricatice pop/rockstar forçada e colocar os pés no chão de Tuparendi pra pegar as refs que precisa. As vezes tá lá a fórmula!