No ano passado, depois da eliminação pro Minas, encontrei o Luizomar fora da Arena e ele veio falar comigo.
Achei bacana que, mesmo chateado e no meio de tanta gente, ele tirou um tempo pra me dar essa atenção. Dei parabéns pela campanha, disse que entendia que era um caminho difícil. O vôlei é assim: uma bola te faz campeão ou te deixa fora do pódio. Ele já viveu os dois.
Voltando àquela conversa, o Luiz tava desanimado, chateado, dizendo que faltou algo. Dizia que talvez fosse a sua hora de parar. Eu falei pra ele esfriar a cabeça, um dia após o outro e que ele ainda tinha muita coisa pra contribuir com o vôlei brasileiro.
O Luizomar é extremamente atencioso. Ele foi o primeiro técnico, desde a era do meu blog, a me chamar, elogiar o meu trabalho (mesmo que às vezes eu criticasse o dele, com respeito, claro, tudo dentro do limite técnico e profissional). O Luiz me convidou pra ir em Osasco, conhecer o Liberatti e assistir a um jogo.
Lá eu pude perceber quantas pessoas receberam uma oportunidade em Osasco, desde jogadoras a funcionários do clube. Sério, é diferente. Inclusive eu cheguei a presenciar a mãe de uma ex-jogadora do Osasco agradecendo em lágrimas por ele ter dado oportunidade da filha, que não conseguia time, de jogar a Superliga por Osasco. Ele disse que era ele que precisava agradecer a ela, que era uma menina ótima. Hoje ela já tá em outro time, inclusive.
O que também percebi sobre o Luizomar, aquele mesmo cara que saiu "de porta em porta" lutando por patrocínio para que o Osasco Voleibol Clube existisse hoje, é que ele, como poucos, entendeu o sentido de coletivo. Não só no clube, mas na vida.
E aí eu me perguntava se o destino permitiria que esse "tiozão" encerrasse sua carreira sem mais um ouro de Superliga. Ontem, ele disse pra gente como percebeu que o destino escreveu mais uma de suas trajetórias de vitória: no Ibirapuera, com Natália e Brait, contra um adversário que Osasco já tinha vencido 5 vezes na temporada.
E aí, eu parei o Luizomar, parabenizei e perguntei o que ele deixou no ar, lá na eliminação de 2024: você encontrou aquele "algo" que faltava? Ele disse que não sabe se encontrou, mas que esse grupo sonhou junto com ele. E que entrou no Ibirapuera com 2 atletas campeãs da Superliga e tava saindo com 18.
Eu também não sei se ele encontrou. Mas ali, com o ouro no peito, com o título de melhor técnico da Superliga 24/25, o Luizomar tava irradiando de felicidade pelas meninas do seu time.
O que vi nesta final de Superliga foi um dos maiores incentivadores da história do vôlei feminino brasileiro reencontrar seu caminho com a vitória, valorizando desde suas estrelas às suas atletas de base. Sim, talvez o Luizomar tenha encontrado...
um monte de gente se fazendo de leso pra melhor passar dizendo que agora os osasquenses estão fingindo que a valquiria é boa
ninguém tá fingindo, é a apenas a lógica
tá no osasco = melhor do mundo
tá em qualquer outro time = mal do mundo
simples assim