A estranheza de “Eu moro” é de natureza pragmática, e não sintática, aos moldes do que pode ocorrer com “Eu durmo” ou “Chove” – estruturas reconhecidamente intransitivas. Tais sentenças veiculam informações óbvias, insuficientes para uma conversação cooperativa (cf. GRICE, 1975).
Isso fica claro quando comparamos “Eu moro [no Rio/sozinho/bem]” a “Eu durmo [no Rio/sozinho/bem]”. Em ambos os casos, os elementos destacados são, flagrantemente, adjuntos adverbiais. Não há relação argumental com os verbos, posto que não há nem seleção semântica nem categorial.
@brendha_portela @linguistou (na verdade, em que NÃO se toma a raiz diretamente, mas sim um nome ou um adjetivo. em formulação, a gente tem a raiz FORMUL, a vogal temática verbal A e o nominalizador ÇÃO. em nominalização, a gente tem o adjetivo NOMINAL, que é verbalizado NOMINALIZAR, que é nominalizado).
@brendha_portela @linguistou O engenheiro construiu o prédio: a construção é y construído. Tesla inventou a lâmpada: a invenção do Tesla é o y inventado. E aí, se inserido em um contexto em que há um nome ou um adjetivo mais encaixados na estrutura (ou seja, em que se toma uma raiz diretamente), esse y é +
@brendha_portela @linguistou Ou em "As normatizações regulam a venda de bebidas.", as normatizações são entidades y que são normas. O y é o argumento interno, e ele que se estabelece como o referente do nome, realizando operações diferentes dependendo do contexto em que é inserido.
@brendha_portela @linguistou identificado com a raiz (como se fosse uma cópula, tipo y é X). Em "nominalização", percebe que tem um adjetivo aí dentro: nominal (nome + al). E a nominalização, como entidade, é justamente um y que é nominal. Do mesmo modo, a documentação é uma entidade y que seja documento. +
@linguistou @brendha_portela que ocupa a posição de argumento interno. E é esse elemento que impede que outro item ocupe essa posição.
O pensamento lógico foi esse: existe a posição, mas ela já tá ocupada. E aí a gente pensou em como isso poderia ajudar a explicar também o estabelecimento de referência.
@linguistou @brendha_portela A gente viu que os nomes de entidade têm morfemas verbais, então isso quer dizer que eles derivam de verbos. Mas, se é assim, por que eles também não herdam o argumento interno? Por que "A construção do prédio é alta" é estranho? A gente pensou que tem algum elemento, abstrato, +