O Dropbox cresceu 3900% em 15 meses na base da indicação, e esse é um dos cases que 12 a cada 10 especialistas de growth falam, mas omitindo um detalhe.
Primeiro, o tamanho do que eles fizeram, o Dropbox saiu de 100k usuários para 4 milhões em 15 meses, tendo um pico de quase 3 milhões de convites num único mês.
Surreal né não?
A mecânica que todo mundo imita é a recompensa dos dois lados, 500Mb para quem indica e 500Mb para quem aceita o convite.
Legal, justo e fácil de entender, só que tem mais.
Pensa no efeito enquadramento aqui, quando o amigo entra pelo convite, a primeira coisa que ele vê é "te demos 500Mb por aceitar o convite do João".
Um presente, na chegada, vindo de um amigo.
Tenta comparar isso com o "indique um amigo e ganhe R$20", aqui o prêmio gira em torno de quem compartilha.
É claro que quando falamos de dinheiro entra também a tal curva de utilidade econômica, então oferecer benefício é quase sempre melhor que oferecer dinheiro por conta disso.
Voltando...
Quem indica sente que está tentando lucrar em cima de uma amizade (por isso não usar $ é interessante), e o amigo sente que virou alvo de um pitch, os dois sentem a tran'sacão no ar, o dropbox virou isso do avesso.
O que eles fizeram foi conseguir essencialmente fazer a coisa toda parecer menos transacional e sim algo genuíno.
Somou aí duas coisas, o timming, do pedido para indicar aparecia no pico de empolgação ou quando o usuário batia no limite do armazenamento. E operação, a indicação viva dentro do onboarding e da interface, não parecia uma campanha de uma semana com botão de participe.
Como aplicar então um MGM que tem mais chance de funcionar?
⭢ Enquadra o prêmio do lado de quem recebe, como presente de um amigo, não como tua comissão de afiliado
⭢ Pede a indicação no pico de valor, logo depois do cliente ter um ganho concreto, igual no post de upsell
⭢ Evite usar dinheiros ($$$), pois torna-se transacional.
⭢ Dá recompensa que aprofunda o uso do teu próprio produto, o 500MB fazia o cara usar mais Dropbox, brinde genérico não tem esse efeito.
⭢ Embute no produto como operação contínua, não como ação isolada de marketing
Uma ressalva honesta. O Dropbox capturou um boca a boca que já existia, um terço dos usuários já chegava por indicação antes mesmo do programa. Indicação amplifica produto que as pessoas já amam, e não conserta produto que ninguém recomenda de graça.
Seu programa de indicação enquadra o prêmio como presente pro amigo ou como comissão pra quem indica?
A eficiência do CNJ em arquivar Reclamações contra juízes é exemplar 👏 Quem dera o judiciário tivesse essa rapidez para julgar os casos de fraude e abusividade contra as pessoas pobres, idosas e vulneráveis.
Tudo bem mudar de ideia, seja quantas vezes for.
Mas vale graduar o nível de certeza dessas opiniões.
Ter certeza absoluta de uma coisa num dia e do contrário no outro, aí não dá.
A questão da fraude no Mateus não é um evento isolado — é a sequência de uma série de problemas contábeis que o varejo brasileiro vem digerindo há anos.
Em janeiro de 2023, a Americanas comunicou R$ 20 bilhões em inconsistências contábeis. O caso virou marco regulatório, e a CVM passou a fiscalizar com lupa como redes registram verbas comerciais, custo de mercadoria e perdas em inventário. Carrefour e Dia já tinham passado por ajustes nas mesmas linhas anos antes.
O Mateus opera num contexto operacional especialmente complicado. Cada estado tem regime de ICMS diferente. As perdas em perecíveis no Norte e Nordeste são estruturalmente altas por causa de temperaturas e logística. E a expansão acelerada — de cerca de 137 lojas em 2020 pra mais de 300 hoje — não foi acompanhada de perto pela estrutura de controle do Grupo.
Quando a governança não acompanha o crescimento, falhas pequenas no início viram bilhões lá na frente.
Bora desenrolar mais esse carretel?
Deeeesce pelo fio!🧵
O novo Diabo Veste Prada é como disseram aqui na rede. É equivalente ao Vingadores Endgame pra mulheres e gays. Ao fim do filme a galera bateu palmas 👏🏼👏🏼👏🏼
Neymar 🚨
Não importa sua opinião sobre ele. Nem se você acha que ele devia ou não ir pra Copa.
Me diga uma coisa. Você acha que o Neymar vai para a Copa?
@brunofaggion As concessões sempre funcionam quando a viabilidade econômica é clara com usuário pagando tarifa diretamente. Sempre que tem benefício cruzado a conversa muda um pouco.
Uma solução ao paradoxo de que diversis CEOs afirmam que a IA não entregou nada pode ser encontrada no livro do Clayton Christensen (O Dilema do Inovador).
Empresas grandes e estabelecidas não conseguem aproveitar tecnologias disruptivas (que são piores, mas ordens de grandeza mas baratas) porque elas têm muitos processo, sistemas legado e linhas de receita contraditórias à inovação.
Elas são então substituídas por empresas novas que adotam essas tecnologias desde cedo.
Então, se você quer saber o impacto real da IA no futuro, não olhe para as grandes empresas. Olhe para as pequenas startups de alto crescimento.
Uma anedota: o Paul Graham falou que pergunta com frequência às startups da Y Combinator quanto % do código foi escrito por IA.
Segundo ele, ano passado já era mas de 75%.
Se você quiser saber o impacto da IA num mercado aleatório, tipo escritórios de contabilidade, tem que olhar pros novos que são AI-first, não pros dinossauros.